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Onze FC Porto: Casillas, Maxi, Felipe, Marcano, Alex Telles, Danilo, Óliver, Corona, Brahimi, Soares e André Silva.

Onze do Sporting CP: Rui Patrício, Schelotto, Semedo, Coates, Marvin, Palhinha, Adrien, Gelson, Matheus, Bryan Ruiz e Bas Dost.

Quando os onzes saíram, reconheci audácia em NES, mas também em JJ. Nuno percebia, já há muito, o mau momento de Jota, mas faltava-lhe uma solução e, quando a teve devidamente integrada, não hesitou em colocar Soares na frente de ataque. Jesus, por sua vez, colocou Matheus no onze e ainda deixou Podence e Geraldes no banco. O FCP tinha, neste jogo, o derradeiro teste, visto que uma equipa que quer ser campeã não pode perder em casa para o rival, algo que foi agudizado pela importância que NES dá à fortaleza do Dragão. Por sua vez, JJ sabia que estava em questão o orgulho do SCP e, até, o seu próprio valor enquanto técnico. Os onzes eram uma declaração: isto é uma batalha e nós não nos vamos acanhar!

As equipas entraram muito impressionantes, especialmente o SCP. No entanto, ao minuto 6, num lance rápido, tudo se precipitou. Corona driblou Marvin e colocou ao segundo poste na cabeça de Soares, que não falhou: estreia de sonho do brasileiro. Assim, a audácia de NES era recompensada. O SCP não se deixou abalar e subiu linhas com intenção de sufocar a construção do FCP, estando por cima, no jogo, apesar de estar a perder contra um FCP que vestia a capa de eficaz contra-atacante. Com o passar dos minutos, ficava uma ideia clara: NES percebeu que nunca ganharia a batalha de meio-campo e apostou tudo na sua muralha e no contra-ataque.

O jogo estava em altas rotações e, ao minuto 18, houve lugar para dois lances de contra-ataque frenéticos. Primeiro, o FCP, liderado por Soares, que se perdeu numa muralha de defesas e, depois, o SCP. Gelson viu o espaço para fazer o que ainda não tinha conseguido: disparar pela ala direita e procurar o cruzamento. Valeu um grande corte de Alex Telles. O 77 do SCP repetiria a maldade ao minuto 22, mas o resultado foi o mesmo.  A muralha estava a ser testada ao limite e a subida da zona de pressão do SCP começava a oferecer resultados. Aos 27, houve lugar para Casillas fazer uma das defesas da noite, num lance em que o jogo já tinha sido parado. Canto para o SCP, bola colocada na cabeça de Coates que fez um cabeceamento portentoso. O FCP, por seu lado, mantinha a aposta na busca da profundidade e começava a afinar o passe ao primeiro toque.

Aos 39, novo contra-ataque do FCP e golo de Soares. Danilo faz um passe monumental para o espaço e o brasileiro corresponde na perfeição, num lance em que dribla Patrício antes de rematar. O estádio do Dragão via um FCP mortífero e, muito disso, era devido a Soares. O SCP foi bastante castigado com esse golo. Aos 42, Corona encontrou novamente Soares mas, desta vez, o cabeceamento saiu ao lado. Não posso deixar de referir que o segundo golo do FCP é lançado por Brahimi em trabalho defensivo.

Findados os primeiros 45, ficava para registo uma exibição monstruosa de Soares e um resultado que patenteava a eficácia, mas que era demasiado para o que o SCP tinha feito.

Uma contratação que garantiu três pontos Fonte: FC Porto
Uma contratação que garantiu três pontos
Fonte: FC Porto

Reiniciado o jogo, foi o SCP o primeiro a criar perigo.  Gelson colocou Casillas à prova com um cabeceamento cruzado, ao minuto 47. O FCP mantinha o bloco baixo e a aposta na procura da profundidade, mas a criar mais ocasiões do que na primeira parte. Aos 56 minutos, o SCP esteve a beira do golo, num remate de fora de área de Adrien que só parou na trave do Dragão. O que Adrien não fez, fez Alan Ruiz. O argentino correspondeu com um remate potente, a um ressalto que Iker não foi capaz de travar. O SCP permanecia perigoso e, aos 63, Coates cabeceou por cima na sequência de um livre lateral.

Aos 64, gerou surpresa novamente ao retirar André Silva e colocar André André. Estava mesmo convencido de que a sua muralha prevaleceria. Aos 69, NES fez entrar Jota por Brahimi. Já aos 71 minutos, Soares é agarrado na área por Semedo, e fica uma grande penalidade por marcar.  Aos 81, nova jogada de perigo e, novamente, San Iker a salvar a vantagem, após novo cabeceamento de Coates. Mais tarde, aos 82, nova mexida de NES, desta vez com João Carlos Teixeira a entrar para o lugar de Corona. O jogo acabou com o FCP encostado às cordas mas, no fim, prevaleceu a eficácia dos comandados por NES.

Foto de Capa: FPF

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