FC Porto 3-0 Académico de Viseu FC: É uma viagem para o Jamor, por favor

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A CRÓNICA: FAVORITISMO POSTO EM PRÁTICA

Depois do SL Benfica ter garantido, nesta terça-feira, a presença na final da Taça de Portugal, foi a vez de FC Porto e Académico de Viseu se defrontarem por um lugar no Jamor. Os portistas chegaram a este jogo motivados pela vitória no clássico do último sábado, enquanto os viseenses pisaram o Dragão com a motivação de atingir a sua primeira final na Taça de Portugal.

A primeira parte do encontro não foi de grande entusiasmo. Com o FC Porto a dominar a partida, com ataque em posse, e o Académico a querer sair rápido em contra-ataque, mas sem grande perigo, poucas foram as situações de golo. A primeira, e que deu mesmo golo, foi uma grande penalidade sofrida por Zé Luís, após um passe de Nakajima. Alex Telles foi chamado a marcar e converteu. A segunda, já aos 42′, foi uma dupla perdida de Zé Luís, primeiro após uma interceção e passe de Vitinha, em que permitiu a defesa de Ricardo, e depois, já dentro da área, atirou, ainda que a bola tenha desviado, por cima. Manuel Oliveira apitou para o intervalo e o FC Porto seguia na frente da eliminatória.

Na segunda parte, a toada do jogo manteve-se e só depois do primeiro quarto de hora é que as oportunidades apareceram. Primeiro foi Corona a falhar na cara de Ricardo, mas logo de seguida vieram os golos. Primeiro, aos 64′, Zé Luís cabeceou ao segundo poste após cruzamento de Alex Telles e aumentou a vantagem. Sérgio Oliveira, vindo do banco, ainda deu maior vantagem aos dragões ao desviar, ao segundo poste, um cabeceamento de Diogo Leite.

Num jogo que não foi espetacular, o FC Porto demonstrou na prática o favoritismo que lhe era atribuído na teoria e carimbou a passagem ao Jamor.

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Alex Telles – O lateral brasileiro esteve em dois dos golos do FC Porto. Primeiro marcou de grande penalidade e depois assistiu para Zé Luís. Além do contributo ofensivo, o lateral cumpriu defensivamente.

O FORA DE JOGO

Fonte: Académico de Viseu FC

Félix Mathaus – O central do Académico de Viseu teve culpa no cartório em dois dos golos do FC Porto. Primeiro, fez falta dentro da área sobre Zé Luís, e, no segundo golo, Zé Luís cabeceia à vontade ao primeiro poste, onde Mathaus deveria estar.

ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICO DE VISEU FC

O Académico de Viseu remeteu-se, em grande parte do primeiro tempo, ao processo defensivo. Os viseenses defenderam em 5-4-1, com João Mário a ser o primeiro elemento de pressão. O ataque era feito através de bolas longas ou a virar flancos e tentar explorar alguma desatenção portista ou à procura de João Mário na frente de ataque.

Na segunda parte, a partida manteve o mesmo seguimento, com o Académico a sofrer dois golos sem resposta.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo Fernandes (5)
Rui Silva (6)
Pica (6)
Mathaus (5)
Jorge Miguel (6)
Kelvin (5)
João Oliveira (6)
Fernando Ferreira (5)
Luisinho (6)
João Mário (6)
Patric (6)

SUBS UTILIZADOS

Carter (6)
Diogo Santos (6)
Bruno Correia (–)

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

O FC Porto geriu o ataque em posse, apresentando uma dupla de médios, Uribe e Vitinha, em que um fazia um papel mais posicional e o outro tinha mais liberdade, variando de ataque para ataque, e com Nakajima solto entre linhas, à procura de abrir brechas na defesa do Académico.

Na segunda metade, os portistas aceleraram o ritmo de jogo e marcaram por duas vezes, mantendo sempre o controlo da partida.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Diogo Costa (6)
Manafá (6)
Diogo Leite (6)
Mbemba (6)
Alex Telles (7)
Matheus Uribe (6)
Vítor Ferreira (6)
Luis Díaz (6)
Nakajima (6)
Corona (6)
Zé Luís (7)

SUBS UTILIZADOS

Sérgio Oliveira (6)
Marega (6)
Romário Baró (6)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC PORTO

Bola na Rede: No sábado a equipa marcou três golos, hoje repetiu o feito, já havia marcado quatro em Setúbal. Apesar de serem adversários diferentes, nota uma evolução na definição no último terço?

Sérgio Conceição: É importante. Se a definição for boa, estamos mais perto de fazer golos. Trabalhamos com e sem bola para essas situações e cada jogo vai dando situações diferentes. Alguns pontos perdidos tiveram a ver com isso, noutros momentos a definição não foi a melhor, mas trabalhamos sempre em situações que estão menos bem, faz parte do nosso trabalho.

ACADÉMICO DE VISEU FC

Bola na Rede: Depois desta campanha do Académico, a Taça de Portugal, nos próximos anos, vai passar de sonho a objetivo?

Rui Borges: Não. Pés bem assentes na terra, acabou este sonho e temos de estar focados no que é o nosso trabalho, temos jogo para o campeonato e o foco está aí. O futuro tem de ser dentro do que fizemos este ano, jogo a jogo, comprometidos, independentemente do adversário. Começamos com uma equipa da regional dos Açores e ganhámos aos 92′ ou 93′, e fomos ganhando, foi muito bom chegar até aqui.

Foto de Capa: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Pedro Pinto Diniz
Pedro Pinto Dinizhttp://www.bolanarede.pt
O Pedro é um apaixonado por desporto. Em cada linha, procura transmitir toda a sua paixão pelo desporto-rei, o futebol, e por todos os aspetos que o envolvem. O Pedro tem o objetivo de se tornar jornalista desportivo e tem no Bola na Rede o seu primeiro passo para o sucesso.                                                                                                                                                 O Pedro escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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