Última horaEM DIRETO: Francesco Farioli e Pablo Rosario lançam o duelo da Champions League entre FC Porto e PSV
Publicidade

FC Porto 3-0 Vit. Setúbal: Um(a) Vitória fácil demais…

Francisco Manuel Reis · 3 min

FC Porto 3-0 Vit. Setúbal: Um(a) Vitória fácil demais…

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Pronúncia do Norte

O FC Porto obteve, esta noite, uma vitória confortável frente ao Vitória de Setúbal. Com apenas duas alterações em relação ao onze do último jogo do campeonato – Maicon e Quaresma nos lugares de Otamendi e Licá -, os azuis e brancos chegaram à vantagem logo aos 11 minutos, por intermédio de Jackson Martínez. Varela assinou o seu nome na lista dos marcadores ainda na primeira parte e Carlos Eduardo, já ao cair do pano, finalizou a contagem: 3-0 para os dragões.

O Vitória de Setúbal nunca foi capaz de ameaçar a baliza de Helton. O remate de Tiba, por volta da meia hora de jogo, foi a única oportunidade para os sadinos ao longo dos 90 minutos. Já o FC Porto, sempre a um ritmo baixo, foi tranquilamente gerindo a vantagem que alcançou numa fase prematura do jogo, assegurando a posse de bola e procurando pacientemente os caminhos do golo, tendo rematado várias vezes com perigo.

As fragilidades patenteadas pela turma de José Couceiro permitiram à maior parte dos jogadores do FC Porto subir de rendimento: os laterais Danilo e Alex Sandro puderam subir mais do que na maior parte dos jogos (embora o lateral direito tenha tido alguns passes incompreensivelmente pouco acertados); Lucho, no dia em que comemorava o seu 33º aniversário, teve tempo e espaço para criar mais do que no passado mais recente e regressou às boas exibições; Carlos Eduardo, extremamente bem vigiado nos últimos clássicos – frente a Sporting para a Taça da Liga e Benfica para o campeonato -, pôde voltar a pegar no jogo e a mostrar toda a sua classe; e Varela também se apresentou ao seu melhor nível, marcando pelo segundo jogo consecutivo.

De resto, Maicon, responsável pela única desatenção defensiva da equipa (“obrigou” Helton a ver um cartão amarelo para corrigir a sua falha), com demasiados passes longos mal medidos, foi o único a estar uns furos abaixo do que tem sido habitual. Mangala, Fernando e Jackson, dos mais regulares, cumpriram novamente o seu papel – os dois primeiros estiveram imperiais nas missões defensivas e o colombiano, trabalhando muito em prol do colectivo, viu a sua exibição recompensada com mais um tento, que o distancia da concorrência na lista dos goleadores do campeonato. Terminando a análise dos titulares, destaque para Ricardo Quaresma, que jogou 66 minutos e voltou a ser igual a si próprio: irreverente, sem medo de arriscar e de se lançar no um para um, negligente em alguns lances mas muito trabalhador ao longo de todo o tempo em campo.

Kelvin e Josué voltaram a ter alguns minutos de jogo e mexeram com o jogo, dando indicações positivas. Quintero, que entrou já à entrada para os descontos, voltou à competição depois de várias semanas afastado da equipa. Veremos que oportunidades voltará a ter o número 10 do FC Porto nos próximos compromissos.

Enfim, foi um jogo sem grande história, com clara supremacia dos dragões, que, em casa, voltaram a não dar hipóteses ao seu adversário e garantiram a manutenção da distância pontual em relação aos seus rivais na luta pelo título. Em suma, foi uma vitória fácil frente a um Vitória fácil demais. Os dois próximos desafios, diante do Marítimo – primeiro em casa, para a Taça da Liga; depois nos Barreiros, para o campeonato – serão fundamentais para manter a confiança da equipa em alta.

Francisco Manuel Reis

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Luuk de Jong | O que poderia ter sido no Dragão sem lesões

A passagem de Luuk de Jong pelo FC Porto deixa uma sensação de que poderia ter sido muito mais marcante se as lesões não tivessem surgido pelo caminho. Apesar das dificuldades físicas que enfrentou, o avançado neerlandês demonstrou qualidades que justificavam a confiança depositada nele e que faziam acreditar num contributo importante para a equipa azul e branca. Luuk de Jong é um ponta de lança com características muito próprias. A sua capacidade de jogar de costas para a baliza, a força no jogo aéreo, o sentido de posicionamento e a eficácia na finalização fazem dele um avançado capaz de resolver jogos e oferecer soluções diferentes no ataque. Num clube como o FC Porto, habituado a lutar por títulos e a competir ao mais alto nível, estas qualidades poderiam ter sido fundamentais, sobretudo nos momentos em que a equipa precisava de alguém capaz de transformar cruzamentos e oportunidades em golos.

Miguel Costa · 2 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.