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FC Porto 3-1 Schalke 04: Viagem em primeira a caminho dos oitavos

Redação BnR · 6 min

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O FC Porto venceu o Schalke 04 por 3-1 e garantiu o primeiro lugar do grupo D. Depois de uma primeira parte sem golos, Éder Militão, Corona e Marega deram a vantagem aos dragões, num jogo que começou já com as duas equipas apuradas para a fase a eliminar da Liga dos Campeões.

A vitória do Lokomotiv sobre o Galatasaray, por 2-0, permitiu que as duas equipas entrassem em campo com o apuramento confirmado. Por discutir, estava apenas o primeiro lugar do grupo, que o FC Porto poderia garantir caso conquistasse os três pontos. Nas bancadas, apesar de a lotação não estar esgotada, os 41.603 presentes criaram o ambiente de festa e de noite europeia.

No onze inicial, e em relação ao jogo do passado sábado a contar para a Taça de Portugal, Casillas voltou à baliza e Maxi regressou à direita da defesa, com Corona a avançar no terreno. Brahimi, Danilo e Marega foram também chamados por Sérgio Conceição para a titularidade. Já a formação alemã chegou ao Dragão com duas vitórias nesta fase de grupos e com a 14ª posição na Bundesliga.

Apesar de um início de jogo com dificuldade em manter a posse de bola, com o Schalke a pressionar e a levar a sucessivas perdas, o FC Porto foi a primeira equipa a chegar à baliza adversária, por intermédio de Felipe. Aos 12 minutos, e na sequência de uma jogada de insistência azul e branca, o central cabeceou por cima. Cerca de quatro minutos depois Danilo colocou à prova Fahrmann, com um remate forte à entrada da área que arrancou aos adeptos os primeiros aplausos da noite e, num bom período do FC Porto, Marega obrigou o guarda-redes dos alemães a uma defesa apertada à passagem do minuto 20.

Na baliza azul e branca Casillas foi um mero espectador ao longo da primeira parte, com o Schalke 04 a não conseguir importunar o guarda-redes espanhol. O FC Porto, mesmo sem uma exibição brilhante conseguiu ser mais dominador, com mais remates e mais perigo na área adversária.

Militão abriu a contagem e festejou com um mortal
Fonte: Diogo Cardoso

O segundo tempo começou com novo aviso portista, por parte de Herrera, e o golo acabou mesmo por chegar ao minuto 52, por Éder Militão. Oliver recebeu a bola à entrada da área, depois de canto batido na esquerda do ataque e cruzou para a área, onde surgiu o central a cabecear para o primeiro do encontro. Na resposta o Schalke fez o primeiro remate enquadrado com a baliza e obrigou Casillas à primeira defesa da noite.

O FC Porto não permitiu que o adversário ganhasse ânimo e, três minutos depois, ampliou a vantagem e colocou pé e meio no primeiro lugar do grupo D. Numa jogada de entendimento, Brahimi serviu Corona, que rematou e viu Stambouli desviar para o fundo das redes alemãs. O três a zero poderia ter surgido aos 60 minutos, com Felipe a rematar ao ferro, ou aos 63, com Corona a rematar de primeira e a bola a passar ligeiramente ao lado.

Longe do golo até bem perto do final, o Schalke 04 beneficiou de uma grande penalidade ao minuto 88 e não desperdiçou a oportunidade de reduzir para 2-1. O árbitro assinalou mão de Oliver na área e na conversão Bentaleb fez o golo alemão.

Os quatro minutos de compensação não foram suficientes para o Schalke conseguir repor a igualdade no marcador e os dragões conseguiram mesmo fazer o terceiro, perto do apito final, por Marega. Os três pontos no encontro valeram ao FC Porto a passagem em primeiro lugar aos oitavos de final da Liga dos Campeões, com 13 pontos somados em cinco jogos.

Onzes Iniciais

FC Porto: Casillas, Maxi Pereira, Felipe, Éder Militão, Alex Telles, Danilo, Óliver, Herrera (Hernâni, 84’), Corona (Otávio, 78’), Brahimi (Adrián López, 73’) e Marega

Schalke 04: Fahrmann, Caligiuri (Schopf, 61’), Naldo, Nastasic, Mendyl, Mascarell, Stambouli (Rudi, 71’), Skrzybski (Harit, 45’), Bentaleb, Konoplyanka e Di Santo

A FIGURA

Fonte: FC Porto

Éder ‘Felipão’ – A dupla de betão está cada vez mais familiarizada e intransponível. Que jogaço fizeram os dois brasileiros. Verdadeiras ‘paredes’ à frente de Casillas, foram anulando toda as investidas do alemães nos primeiros minutos de jogo, altura em que os colegas ainda não tinham aquecido os motores e iam acumulando alguns erros que poderiam ter sido comprometedores. Atentos, rápidos e eficazes, tiveram ainda tempo de espalhar classe na forma como anulavam Di Santo e Bentaleb, essencialmente. Éder Militão abriu a contagem, num cabeceamento tecnicamente fantástico e Felipe quase levantou o estádio, mas o pontapé de bicicleta esbarrou na trave. Cinco estrelas!

O FORA DE JOGO

Fonte: FC Porto

Yacine Brahimi – Basta dizer que está abaixo de forma fisicamente. Isso, em tudo o resto, traduz e espelha aquilo que é o pior Brahimi. Errático e inconsequente. A equipa, naturalmente, ressente-se da ausência de magia do argelino, mas, felizmente, vai encontrando formas de dar a volta a esse handicap.

BnR na Conferência de Imprensa:

Sérgio Conceição (FC Porto):

– Há situações que corrigimos ao intervalo e que os jogadores interpretaram bem e hoje foi isso que pesou. Trabalhamos em função deste adversário, que não nos surpreendeu. Nos primeiros 15 minutos não conseguimos meter em prática o que tínhamos trabalhado. Depois falei com o Danilo para melhorarmos alguns aspetos relacionados com os médios interiores e os alas. Criámos duas ou três situações para fazer golo e penso que o resultado ao intervalo não é justo. O intervalo serviu para que os jogadores percebessem o que não estávamos a fazer. A segunda parte roçou a perfeição, fizemos os dois golos, o Schalke teve muita dificuldade por causa da nossa pressão. O penálti saiu do nada, podia abanar a equipa, mas nós temos consciência da nossa anímica e fizemos o terceiro golo. Foi uma vitória consistente, num jogo com muita maturidade. Estou muito satisfeito, parabéns aos jogadores. Chegamos aos oitavos por mérito deles.

– O FC Porto historicamente é um clube forte na Europa e no Mundo e estamos habituados a passar a fase de grupos. Nestes dois anos tivemos essa felicidade e isso tem a ver com o trabalho que se faz aqui diariamente. A determinação e ambição em cada jogo e depois perceber que a equipa tem muita diversidade no seu jogo, temos muita consistência defensivamente e ofensivamente o adversário tem dificuldades em perceber o que fazemos.

– Se há um tubarão neste grupo? Pelos vistos somos nós. Agora é certo que podem sair adversários que teoricamente são mais acessíveis mas na prática é outra coisa.

Domenico Tedesco (Schalke 04):

– Quando se perde o sentimento não é bom. Na primeira parte o jogo foi equilibrado, conseguimos com que o Porto se mantivesse longe da nossa baliza, mas na segunda parte começou logo mal, com dois golos de imediato. Isso tornou tudo mais complicado. Ainda assim, depois do penálti, houve esperança de conseguir o 2-2, mas não deu. Perder não é um sentimento positivo, mas foi uma vitória merecida do Porto.

– O Porto de facto pressionou muito, depois, à medida que a primeira parte foi passando isso diminuiu, porém temos que ver com quem jogamos. O Felipe, por exemplo, esteve muito bem.

– Não pensamos nos quartos, mas isso pode ter influenciado e talvez os jogadores não tenham estado a 100 %. Tentamos sempre motivá-los e, nos últimos minutos, quando parecia que estávamos mortos, conseguimos fazer um golo.

– Não sei se os nossos adeptos assobiaram, o que interessa é que estamos qualificados. Ainda temos um jogo e, para já, ninguém deve estar desiludido.

Foto de capa: Diogo Cardoso

artigo revisto por: Ana Ferreira

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