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FC Porto 4-0 CD Tondela: Na fortaleza o dragão é rei

Ricardo Anselmo · 4 min

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fc porto cabeçalho

Sexta vitória seguida dos azuis e brancos no regresso a casa e segundo jogo consecutivo sem sofrer golos. Nuno Espírito Santo geriu a condição física de Danilo e Brahimi e a equipa começou por ressentir-se. Golo perto do intervalo e expulsão de Osório foram determinantes para a conquista dos três pontos. Rúben Neves levantou o estádio com um golão e Soares voltou a ser fixe…

Perante a necessidade imperiosa de conquistar três pontos e ascender, pelo menos temporariamente, ao topo da classificação, o FC Porto entrou em campo com o objetivo claro de marcar cedo e arrumar com a partida o mais rápido possível. Um excelente cabeceamento de Soares, logo aos 3 minutos, para uma não menos espetacular defesa de Cláudio Ramos, parecia indicar que a concretização destas previsões seriam apenas uma questão de minutos. Puro engano. Mas vamos ao princípio. Nuno não queria ninguém a pensar na Juventus sem que este desafio estivesse ultrapassado, mas ele próprio acabou por deixar Danilo e Brahimi no banco, fazendo regressar Otávio ao onze e permitindo que André André repetisse os 90 minutos. Alterações cirúrgicas que, no entanto, colocaram algumas dificuldades à equipa, que demorou algum tempo a encontrar-se.

Com isto, depois do tal cabeceamento de Soares, as oportunidades de golo para os dragões foram escassas e as saídas rápidas dos beirões para o ataque faziam os adeptos suspirar por Danilo. Sem o internacional português em campo os dragões sentiram dificuldades em matar, logo à raiz, os ataques dos visitantes sem que isso significasse, contudo, qualquer tipo de calafrio para a baliza de Casillas. Pepa cumpriu o que havia prometido na antevisão e montou o seu Tondela com base numa boa organização defensiva e um planeamento criterioso de ataques rápidos, bem secados pela dupla de centrais portista. Ainda assim, tanto Marcano como Felipe foram admoestados com a cartolina amarela e, no caso do brasileiro, isso significa uma ausência na visita da próxima jornada ao Estádio do Bessa. A falta de ritmo competitivo de Otávio e de Ruben Neves foram, também, fatores decisivos para a primeira parte menos conseguida dos azuis e brancos.

Mas já aos 42 minutos, Soares cava uma falta na grande área dos tondelenses, permitindo que André Silva saísse da seca de golos e evitando, assim, sobressaltos para a segunda parte. A expulsão de Osório, dois minutos depois, acentuou ainda mais o fosso entre as duas equipas e os portistas tinham, enfim, via aberta para confirmarem, na segunda parte, um triunfo fácil.

Nuno geriu a condição física de alguns jogadores Fonte: FC Porto
Nuno geriu a condição física de alguns jogadores
Fonte: FC Porto

Essa confirmação veio, pois, a “confirmar-se”. Não sem antes os dragões desperdiçarem, de forma quase escandalosa, três oportunidades claríssimas de golo. Primeiro Soares, depois André Silva e ainda Otávio, todos com a baliza escancarada, não conseguiram ampliar a vantagem. Teve, então, de ser Ruben Neves, no regresso à competição, a mostrar como se faz. O miúdo irritou-se com tamanho desperdício e encheu o pé direito para arrumar com as esperanças do Tondela. Um grande golo, do meio da rua, sem hipóteses para Claudio Ramos. A partir daqui, e já sem que os homens de Pepa esboçassem qualquer tipo de reação, Nuno aproveitou para continuar a sua gestão.

Tirou Soares, que um minuto antes havia reforçado o seu estatuto de reforço com mais um belo golo, o terceiro da partida e o seu quarto da conta pessoal desde que chegou ao Dragão, e colocou Jota, que haveria de fechar a contagem, no último minuto, com um golo bonito após boa combinação com Óliver (substituiu Otávio) e André Silva. Estava feito o resultado. Agora, resta aos dragões esperarem por aquilo que fará o Benfica, no domingo, em Braga.

A FIGURA

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Rúben Neves – Sem que tenha feito uma exibição de encher o olho, o jovem médio internacional sub-21 merece uma nota de destaque por ter aproveitado tão bem a oportunidade concedida por Nuno. Quando os dragões procuravam (e desperdiçavam!) o golo da tranquilidade, Ruben Neves protagonizou o momento alto da noite, ao fazer um golo de antologia, do meio da rua. Um dos melhores do campeonato, até ao momento. Se buscava algum tipo de motivação, difícil era pedir melhor.

O FORA DE JOGO

Fonte: Rádio Fundação
Fonte: Rádio Fundação

Luís Ferreira – Não foi uma noite fácil para o árbitro de Braga. Os últimos minutos da primeira parte acabaram por ser desastrosos, com duas decisões duvidosas que sentenciaram a partida a favor dos dragões. Mesmo com recurso às imagens televisivas é difícil perceber se há, ou não, grande penalidade sobre Soares (agarrões mútuos). Bem pior esteve na decisão de expulsar Osório. Admitindo-se a falta, fica claramente a ideia de excesso na exibição do amarelo (o segundo) ao central tondelense. A sua atuação motivou um pedido de reunião urgente do clube encarnado com o conselho de arbitragem. Vá, não vale rir, caro leitor…

Ricardo Anselmo

Redação Bola na Rede · ver artigos