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FC Porto 5-0 GD Chaves: O Campeão voltou!

Joana Quintas · 6 min

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O FC Porto venceu o GD Chaves por cinco bolas a zero. Com casa cheia no Dragão para a estreia na liga, os azuis e brancos impuseram uma derrota pesada à formação flaviense e garantiram os primeiros três pontos da época. Aboubakar bisou e Brahimi, Corona e Marius fecharam o resultado com contornos de goleada.

Com a missão de defender o título conquistado na época passada, o FC Porto entrou forte e de olhos postos na baliza adversária. Do outro lado, um GD Chaves que conseguiu um surpreendente sexto lugar na passada temporada e que, agora sob o comando de Daniel Ramos, procurava uma estreia positiva na visita ao Dragão.

Do lado esquerdo do ataque azul e branco, Brahimi apareceu disposto a criar desequilíbrio. Na frente, os primeiros minutos mostraram um Aboubakar de pontaria pouco afinada. Logo aos quatro minutos o argelino serviu o ponta de lança, que adiantou demasiado a bola na recepção e permitiu a intervenção de Ricardo. Aos sete, foi a vez de Sérgio Oliveira servir o camaronês que, de cabeça, atirou por cima.

Ainda assim, ainda antes do quarto de hora, Aboubakar encontrou o caminho para o fundo das redes do GD Chaves. Ghazaryan demorou a completar o alívio, viu-se desarmado por Sérgio Oliveira, que aproveitou para fazer o cruzamento e servir Aboubakar. À terceira, o ponta de lança não vacilou e abriu o marcador no Dragão.

Cinco minutos depois, o 2-0, com nova jogada a envolver Sérgio Oliveira. O médio passou a rasgar para Otávio e o brasileiro aproveitou para servir Aboubakar, que bisou e ampliou a vantagem na partida. Pela esquerda, continuava Brahimi decidido a chegar perto da baliza adversária. Aos 22 minutos atirou ao lado e, aos 26, depois de um passe irrepreensível de Sérgio Oliveira, atirou quase sem ângulo, mas a rasar o poste.

A persistência do argelino foi premiada já em cima do intervalo, ao assinar o três a zero. Desta vez inverteram-se os papeis no ataque portista e foi Aboubakar que serviu Brahimi golo. Do lado do GD Chaves, a primeira parte passou sem qualquer lance de perigo e Casillas apenas foi chamado a intervir no jogo pelos seus colegas. O FC Porto ainda baixou o ritmo após o dois a zero, mas os flavienses não conseguiram lançar-se no ataque e incomodar o guardião azul e branco.

Nas bancadas era bem visível a alusão ao “regresso” do campeão
Fonte: Bola na Rede

Com 46.509 na bancada, o ambiente era de festa e de entusiasmo com o regresso do campeão nacional aos relvados. Depois de uma primeira parte de grande volume ofensivo, o FC Porto voltou para o segundo tempo com novo lance de perigo. Marcão evitou o quarto golo com um corte providencial em cima da linha de baliza e, já em esforço, Aboubakar acabou por cabecear por cima.

Sem nunca perder o domínio do jogo mas a diminuir a intensidade ofensiva, os dragões não permitiram que o GD Chaves incomodasse e, em cima do minuto 70, voltaram mesmo à carga. Aos 68, dois minutos depois de ter entrado, Corona atirou à malha lateral da baliza de Ricardo e, aos 69, foi Brahimi a rematar forte, com a bola a passar a rasar o poste. Em cima dos 70’, Corona fez mesmo o gosto ao pé, com um remate forte à entrada da área, e estabeleceu o 4-0.

Reduzido a dez elementos aos 80 minutos, com a expulsão de João Teixeira, o conjunto flaviense ainda sofreu o quinto golo. Marius aproveitou a sobra de um pontapé acrobático de Sérgio Oliveira e teve uma estreia de sonho de Dragão ao peito.

Os dragões disseram “presente” nesta primeira jornada do campeonato e impuseram a primeira goleada desta época. Sempre de olhos postos na baliza, o conjunto às ordens de Sérgio Conceição voltou a mostrar veia goleadora e entusiasmou os milhares presentes na bancada. Da parte do GD Chaves, mais trabalho terá de ser feito para alcançar os resultados da edição passada da liga.

Onze inicial FC Porto: Casillas, Maxi, Felipe, Diogo Leite, Alex Telles, Herrera, Sérgio Oliveira, Otávio (Adrián López, 73’), Brahimi, André Pereira (Corona, 66’) e Aboubakar (Marius, 80’)

Onze inicial GD Chaves: Ricardo, Filipe Melo, Avto, Eustáquio, Ghazaryan (Niltinho, 66’), William (Platiny, 78’), Luís Martins, Maras, Marcão, Bruno Gallo (João Teixeira, 74’), Brigues

A FIGURA

Fonte: FC Porto

Aboubakar – Individualizar quando o coletivo se apresenta em grande nível não é fácil, mas os resultados constroem-se com golos e foi o ponta de lança camaronês que desbloqueou o caminho para a baliza adversária, com um bis ainda antes dos 20 minutos de jogo. Aboubakar ainda beneficiou de mais oportunidades para marcar, sendo um dos elementos mais ativos na frente. Ainda assim, destaque também para Brahimi, que desequilibrou desde o início e ainda assinou um golo.

O FORA-DE-JOGO

Fonte: GD Chaves

GD Chaves – O conjunto flaviense não chegou verdadeiramente a marcar presença esta noite no Dragão. A entrada forte do FC Porto pode ter interferido na ideia de jogo estudada, sobretudo com dois golos ainda cedo, mas a verdade é o GD Chaves não foi capaz de criar lances de ataque e nunca incomodou verdadeiramente Casillas.

Conferência BnR

Sérgio Conceição

Outras respostas – “Nós trabalhamos com os que temos. O grupo de trabalho tem trabalhado de forma fantástica, estamos a dar continuidade ao que foi a época passada e temos noção que para ganhar temos que fazer ainda melhor. O rigor e a exigência são os mesmos e os jogadores estão comprometidos e envolvidos”

“Não preciso dos jogos para me darem confiança. É o trabalho diário que me dá confiança. Em relação aos jogadores que não estão, não falo disso”

“Fizemos um bom jogo, um jogo onde esteve sempre associado o que foi a equipa com e sem bola, nos momentos em que não tivemos bola fomos sempre fortes e pressionantes. Uma equipa com vontade de deixar pouco para o adversário. Fico muito satisfeito, podíamos falar aqui num resultado mais volumoso, mas seria injusto para o GD Chaves. O clube merece todo o respeito, mas hoje foi daqueles jogos onde a equipa esteve muito forte em todos os momentos”

“O Adrián tem feito com que seja uma aposta, trabalha de forma muito séria e dá-nos coisas diferentes do que os outros atacantes. Fiquei triste por não ter feito o golo, porque o merecia”

Daniel Ramos

Outras respostas – “Há o querer e há o conseguir. Há uma ideia do que temos para implementar no jogo e aquilo que conseguimos implementar. Pensamos numa estratégia, achámos que era boa para jogar contra o campeão nacional, sabíamos de toda a adversidade que íamos ter pela frente. É um arranque de campeonato que não queríamos”

O FC Porto muito forte, contra um GD Chaves que respeitou em excesso. Faltou a audácia para contrariar e não conseguimos responder ao que era necessário”

“Vamos analisar o jogo, mas existem alguns aspetos positivos. Lamento sim é que acho que houve vários jogadores a respeitarem em excesso. Quem vem para o Dragão e não consegue ser agressivo e coeso, deixa que o FC Porto se aproxime da baliza. E a qualidade de uma equipa como o FC Porto depois faz a diferença”

“Este é um jogo à parte. Tem particularidades muito vincadas, qualquer equipa que tivesse vindo cá hoje passava por grandes contrariedades, não só o Chaves. Mas sinto que poderíamos fazer mais, mais que eu sinto que é fruto do tempo. Estamos à espera de outro avançado para ter outro tipo de referências”

artigo revisto por: Ana Ferreira

Joana Quintas

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