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Atrapalhados pela perplexidade | FC Porto

Ricardo Rafael Silva · 2 min

FC Porto Sérgio Conceição
Foto: Diogo Cardoso/Bola na Rede

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O que aconteceu no FC Porto? Um conjunto de más decisões? Um tiro no escuro que acabou por afetar os mesmos que o disparam? Um treinador que faz toda a massa adepta acreditar mesmo quando existem, claras, limitações na equipa? Não será o clube capaz de manter o sucesso anterior?

Tantas opiniões. São tantas as perguntas. Ninguém tem uma resposta ou uma explicação.

Fomos ultrapassados pelos adversários, é verdade. Deixou-se o projeto desportivo gerir-se a si próprio e esperava-se que o treinador fizesse da pedra uma escultura. Já aconteceu e ninguém pensou ser possível. Contudo, esta não foi a vez. A figura de estilo que é a pedra é tão dura que o escultor não foi capaz de trazer a público mais uma obra para acabar no museu.

A pressão foi o principal inimigo, até agora, todos os adeptos esperam ver o FC Porto da época passada: um futebol envolvente, criativo, com recursos para dar a volta a qualquer adversidade. O estado de perplexidade invade o campo e as bancadas quando a equipa não o consegue fazer. O treinador grita para a equipa reagir em campo, o jogador tenta dar o melhor que pode oferecer e o adepto encolhe os ombros e pensa “para o ano jogamos melhor, perdemos bons jogadores”. E de facto perdemos.

Mas a SAD do FC Porto não procura soluções, a SAD parece contente com a venda das relíquias e existe a esperança que mais uma nova estrela da B surja para valorizar no plantel principal e vender por um valor “justo”. Um círculo vicioso que deixa de o ser quando estas relíquias afinal não se conseguem assumir.

O treinador também é culpado, claro que é. Faz os adeptos acreditarem, faz a administração acreditar. É um ser portista com o coração na boca e não aceita que a equipa o desiluda, nem os adeptos que o apoiam. Ele é o treinador do Porto e o treinador que o Porto quer, sente que o “ser portista” é um de nós.

O nosso futebol tem sido isto, disparamos as balas para todos e para nós mesmos. É imperativo que as decisões sejam melhores, que o dinheiro seja direcionado a soluções e não a acrescentos.

Sejamos sempre portistas em todos os momentos!

Ricardo Rafael Silva

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