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Depois de um ano em que bateu todos os recordes, conquistando um inédito título de campeão, o FC Porto B vive um momento delicado, ainda que de maior tranquilidade em comparação com algumas semanas atrás. Naturalmente que a sustentabilidade de uma equipa B não pode nunca ser avalizada pelos resultados desportivos mas sim pela potencialização de jovens valores, assegurando, cuidadosamente, a finalização de um processo formativo para posterior integração no escalão sénior. Claro está que, implementar o hábito de vitória na cabeça dos atletas é, também, uma das preocupações de quem os orienta e, por isso, a brilhante prestação da época anterior só pode encher de orgulho e descansar, quanto ao futuro, os adeptos portistas.
Na origem desta diferença ‘resultadista-performativa’ em relação ao ano passado estão vários fatores, dos quais se destacam, facilmente e à vista desarmada, a saída de Luís Castro e a rodagem de alguns dos pilares dessa equipa ‘sensação’ em formações de Primeira Liga. Para esta época, o FC Porto B viu-se privado de Rafa Soares (já havia saído em janeiro de 2016 para rodar na Académica), Victor García (está no Nacional), Erik Palmer-Brown, Pité (Tondela), Tomás Podstawski (lesionou-se logos nas primeiras jornadas do campeonato e permanece em recuperação), Francisco Ramos (que entretanto voltou à equipa depois de se lesionar gravemente na pré época, em Chaves), André Silva, Ismael Diáz (também só voltou à competição recentemente, após paragem prolongada por lesão) e Gleison (Paços de Ferreira/Portimonense).

Ora, falamos de nove jogadores absolutamente determinantes na conquista do título de campeão da II Liga em 2015/2016. Para se ter uma pequena noção das diferenças entre os figurinos habituais das duas épocas, vejamos o seguinte: em 15/16, o FC Porto atuava preferencialmente com José Sá, Victor García, Chidozie, Erik-Palmer Brown/Maurício, Rafa, Omar Govea, Francisco Ramos, João Graça, Ismael Diáz, Gleison e André Silva. Atualmente, e tendo em conta a constante rotação do plantel a que Folha se tem sujeitado, não é, de todo, possível encontrar um onze base para este FC Porto B, contudo, impera a seguinte lógica: Gudiño, Fernando Fonseca, Verdasca, Chidozie, Inácio, Omar, Francisco Ramos, Fede Varela/João Graça, Galeno/Kayembe, Ismael/Ruben Macedo e André Pereira/Rui Pedro.
Foto de Capa: FC Porto
Ora, as diferenças concentram-se na troca direta de 6/7 jogadores, sendo que, alguns deles, a rodar agora na Primeira Liga, aspiram a um lugar no plantel principal do FC Porto na próxima época, como são os casos dos laterais Rafa e Victor Garcia. Os mais recentes exemplos de André Silva e Rui Pedro permitem sonhar. Já o caso de Rúben Neves, que saltou diretamente dos juvenis para o plantel principal, é a luz pela qual se guiam promessas como Diogo Costa (guarda redes), Diogo Dalot (lateral direito), Diogo Leite (central), Diogo Queirós (central), Afonso Sousa (médio), Paulo Estrela (médio), Michael Morais (avançado) ou António Xavier (avançado). Tudo isto, apenas nos juniores. Abunda, de facto, qualidade e potencial na formação azul e branca que pode, ainda este ano, sagrar-se tri campeã no escalão de sub-19.

Já a nível de equipa B, o sonho de chegar mais alto deve reger praticamente todo o plantel, sendo que os nomes habitualmente chamados por NES para compor os treinos devem ter nova oportunidade na próxima pré época. Mais concretamente e, acima de tudo, um desejo pessoal seria ver a oportunidade recair nos dois laterais referidos anteriormente, bem como os ‘maestros’ João Graça e Omar Govea e o atacante Ismael Diáz. A estes, seguir-se-ão, com certeza, Fernando Fonseca, Verdasca, Fede Varela e Ruben Macedo… Bem, não sairíamos daqui, porque há, de facto, talento para dar e vender, made in Olival. O futuro está garantido.
Foto de Capa: FC Porto













