A Direção Geral de Saúde já definiu, no último domingo, algumas regras para que o futebol possa retomar no final do mês, mas, essas mesmas regras, foram o mote para a revolta de alguns jogadores, incluindo três elementos do plantel do FC Porto que se mostraram indignados.

Após serem definidas as medidas, a Federação Portuguesa de Futebol expôs o ponto 1 do Código de Conduta. Nesse mesmo ponto pode ler-se que “a FPF, a Liga Portugal, os clubes participantes na Liga NOS e os atletas assumem, em todas as fases das competições e treinos, o risco existente de infeção por SARS-CoV-2 e de COVID-19, bem como a responsabilidade de todas as eventuais consequências clínicas da doença e do risco para a Saúde Pública”. Esta medida atribui, assim, responsabilidade própria a cada jogador, assim como aos seus familiares.

Para além dos jogadores, também os treinadores e árbitros estão incluídos. Nesse mesmo documento pode ler-se ainda que “as deslocações dos intervenientes indicados devem restringir-se ao trajeto domicílio-clube/competição-domicílio. Apenas são permitidos contactos sociais com coabitantes e membros do clube (staff estritamente necessário para a prática desportiva)”.

A par destas medidas, entra ainda em vigor a realização de dois testes à Covid-19, o primeiro deve ser feito 48 horas antes do jogo, já o segundo deve ser realizado o mais próximo possível do jogo.

Celebrações como esta não estão permitidas no regulamento da DGS
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

No plantel do FC Porto, Danilo Pereira, Soares e Zé Luís reagiram negativamente nas suas redes sociais, mostrando desagrado com as decisões tomadas. Através de emojis e até de palavras – como foi o caso de Zé Luís que escreveu “só pode ser brincadeira” -, os jogadores mostraram estar contra estas mesmas medidas.

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As regras aplicadas para o regresso do campeonato também se mantêm para a realização da Taça de Portugal, que será disputada entre o FC Porto e o SL Benfica. Sabe-se para já que o campeonato regressa no dia 4 de junho e tem previsão para terminar no dia 19 de julho. No entanto, tudo pode ser alterado caso haja motivos para tal, uma vez que já há casos de jogadores infetados nas equipas da Primeira Liga.

 

Artigo revisto por Joana Mendes

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