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FC Porto: O melhor 11 de 2019

João Castro · 7 min

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No que ao futebol diz respeito, o ano de 2019 não foi propriamente positivo para o FC Porto, que perdeu o campeonato para o seu principal rival, o SL Benfica, saiu derrotado na mítica final da Taça de Portugal no Jamor e na Taça da Liga, e já nesta época, falhou a qualificação para a fase de grupos da Liga dos Campeões Europeus.

Não foi, pois, um ano azul e branco, mas houve onze jogadores que, ao se destacarem dos restantes, formaram um verdadeiro onze azul e branco: o onze do ano de 2019.

O modelo tático escolhido foi o 4-3-3, que, refira-se, não é o habitualmente utilizado por Sérgio Conceição.

Vamos então ficar a conhecer esses jogadores:

GUARDA-REDES

Fonte: Bola na Rede

Augustín Marchesín – O ano de 2019 ficou, sem dúvida, marcado pelo susto que Iker Casillas pregou aos amantes do desporto rei.

A baliza do FC Porto ficou à deriva, até que surgiu Marchesín, que, em poucos meses, ultrapassou o guardião espanhol para a escolha deste onze do ano.

É, de facto, um guarda-redes fenomenal, que, apesar de já o ter provado no CF América, mostra-se muito forte entre os postes e na saída da baliza. Já salvou a equipa azul e branca de males maiores e, até hoje, não fez sentir a falta do mítico Iker Casillas.

DEFESA DIREITO

Fonte: Bola na Rede

Éder Militão – Não, não é o Éder da final do Europeu 2016, mas para os portistas teve “quase” a mesma importância.

No setor mais recuado do terreno, foi aquele que surpreendeu mais e trouxe uma maior qualidade.

Apesar de não ter sido um titular absoluto (recorde-se de que com a chegada de Pepe, o internacional brasileiro perdeu algum espaço), jogou e foi sempre preponderante, tanto a lateral, em que era um cadeado no corredor direito, como a central, em que, com a sua velocidade e qualidade no desarme, fazia uma bela dupla ou com Felipe ou com Pepe.

Foi por isto que foi contratado pelo Real Madrid CF em janeiro por um valor recorde para os portistas: 50 milhões de euros.

DEFESA CENTRAL

Fonte: Bola na Rede

Pepe – “Nunca se deve voltar à casa onde se foi feliz”/ “Um bom filho à casa torna”: estas são duas velhas frases do futebol. Para Pepe, a que melhor se encaixa é a segunda, uma vez que mal regressou assumiu logo a titularidade na equipa azul e branca.

Com três golos em 44 jogos, o internacional português foi dos melhores da defesa dos dragões, oferecendo muita experiência, jogo aéreo e capacidade de fazer desarmes que ninguém esperava.

O número 33 e atual três é um dos capitães de equipa e promete muito mais em 2020.

DEFESA CENTRAL

Fonte: Bola na Rede

Felipe – Na época transata, o cherife fez das épocas mais regulares ao serviço dos dragões. Assumindo-se como o patrão da defesa, o agora jogador do Club Atlético de Madrid fez dupla na defesa com Militão, Diogo Leite, Pepe e até Mbemba. Foi o único que não perdeu a titularidade absoluta ao longo da época.

Sempre forte nas bolas paradas, deixou a sua última marca com aquele golo marcado ao Sporting CP na final da Taça de Portugal, que na altura deu o empate aos dragões.

Era o central matador, sendo que ficará para sempre guardado na memória dos adeptos portistas aquele típico festejo com uma piroeta ou mortal, se quisermos.

DEFESA ESQUERDO

Fonte: Bola na Rede

Alex Telles – Quando falamos em Alex Telles, pensamos de imediato nas bolas paradas e em assistências para golo. Sem estas, não existia Alex Telles e sem Alex Telles provavelmente não existiam estas.

É, sem dúvida, o rei do corredor esquerdo da turma de Sérgio Conceição, uma vez que tem uma extrema importância no processo ofensivo e defensivo da equipa. O ano de 2019 não foi exceção para o lateral azul e branco, que nunca encontrou rival à sua altura, pese embora os poucos jogos que cedeu a titularidade a Wilson Manafá.

À sua capacidade e qualidade de cruzamento, juntou também a qualidade da meia distância, sendo o responsável máximo pela marcação dos livres e grandes penalidades, que, refira-se, são quase sempre convertidas com sucesso.

MÉDIO CENTRO

Fonte: Bola na Rede

Danilo Pereira – Regressado de uma longa lesão que o tinha afetado no ano do título, o ano de 2019 foi um ano de estabilidade para o campeão europeu por Portugal. Reassumiu de novo a titularidade e voltou a ser aquele pivot defensivo essencial para qualquer equipa.

É um jogador imprescindível para Sérgio Conceição, melhorando e muito o capítulo da construção de jogo e mantendo os atributos desde cedo reconhecidos, como o poderio no jogo aéreo, o desarme…

É caso para dizer que saem e entram muitos, mas Danilo fica, uma vez que o FC Porto teve Herrera e Danilo no meio-campo, e mais tarde, com a saída deste, passou a ter Danilo e Uribe ou Danilo e Loum.

O ano de 2019 também trouxe uma novidade para Danilo, que se tornou no capitão de equipa, após a saída de Héctor Herrera para o Club Atlético de Madrid.

MÉDIO CENTRO

Fonte: Bola na Rede

Hector Herrera – O ano de 2019 significou o fim de contrato de Héctor Herrera com o FC Porto. Contudo, não deixa de estar neste onze, uma vez que fez parte da espinha dorsal azul e branca ao longo da época transata.

Apesar de não ter marcado um golo decisivo como em 2018, mostrou mais uma vez ter sido o motor desta equipa, e um verdadeiro box-to-box e médio costa a costa que enchia o meio-campo.

Como despedida e memória para os adeptos azuis e brancos, deixou-nos aquele golaço frente ao Sporting CP na última jornada do campeonato do ano passado. Sem dúvida, um dos golos do ano protagonizado por um dos jogadores do ano.

MÉDIO CENTRO

Fonte: Bola na Rede

Matheus Uribe – Contratado ao CF América no mercado de verão, o médio colombiano veio com a difícil missão de fazer esquecer Héctor Herrera.

Foi uma das maiores surpresas desta temporada até ao momento, faltando-lhe ainda dar o gosto ao pé.

É um misto de Óliver Torres e Héctor Herrera, visto que é dotado de uma boa visão de jogo, tendo também características que fazem com que lhe chamemos de um Box-to-Box.

Não se nota muito a sua presença no campo, mas é fundamental tanto na manobra ofensiva como defensiva e na estabilidade que oferece à equipa.

Neste ano de 2019, Matheus Uribe somou 18 jogos de azul e branco, que só não foram mais devido ao problema disciplinar que teve antes do jogo no Bessa.

EXTREMO DIREITO

Fonte: Bola na Rede

Tecatito Corona – O nome Tecatito faz lembrar uma dança com os pés, e é isso que Corona faz aos adversários.

Este ano de 2019 não poderia ter sido melhor para o lateral/extremo azul e branco, que, só nesta época, já fez dez assistências para golo.

É caso para dizer que evoluiu do individualismo para um profissional a assistir para golo.

Jogando a extremo, o internacional mexicano consegue ir à linha cruzar, ou procurar espaços interiores para oferecer o corredor ao lateral, e, jogando a lateral, consegue dar garantias defensivas e sobretudo ofensivas.

Espera-se, pois, um ano de recordes para Tecatito, depois de um ano muito bem conseguido.

EXTREMO ESQUERDO

Fonte: Bola na Rede

Luís Díaz – Este foi dos lugares deste onze mais difíceis de escolher, mas os nove golos marcados por Luis Díaz fizeram toda a diferença.

Proveniente do Junior Barranquilla, o extremo colombiano chegou e convenceu, apesar de não ser um titular absoluto para Sérgio Conceição.

Se juntarmos velocidade e explosão à qualidade técnica e de remate, aparece-nos Luis Díaz.

Pessoalmente, é um jogador que me faz lembrar Juan Quadrado da Juventus FC, mas com as devidas reservas.

Foram poucos meses que o fizeram estar neste onze do ano, e espera-se um 2020 cheio de magia e explosão de Luis Díaz. Se tudo correr como previsto, será um titular absoluto e as defesas que se preparem.

PONTA DE LANÇA

Fonte: Bola na Rede

Moussa Marega – Por último, vou-vos falar do matador deste onze.

Apesar de Tiquinho Soares ter sido o melhor marcador do FC Porto na época passada, e de Zé Luís estar a surpreender tudo e todos nesta época, Moussa Marega foi e é imprescindível nesta equipa.

Goste-se ou não das características do avançado maliano, este é fulcral para captar a atenção das defesas contrárias e dar espaço a outros jogadores. É, pois, um papel um pouco ingrato, mas com extrema importância na equipa.

Foi um ano em cheio para Marega, que foi o melhor marcador do FC Porto na Liga dos Campeões e teve um final de época brilhante. Este final de ano não tem sido o melhor, mas espera-se que em 2020 se veja de novo o Marega de 2017, 2018 e de grande parte de 2019. Iremos certamente ouvir: “Oh Marega, vai chutar e vai marcar!”.

E é este o onze do ano de 2019, que, provavelmente, iria dar muitas alegrias aos adeptos azuis e brancos na época passada e até nesta época. Mas a confiança tem de estar sempre no líder máximo da equipa: Sérgio Conceição, pois sem ele, este e outros onzes não iriam funcionar. Resta-me desejar-vos um feliz ano de 2020, e que seja de novo um ano azul e branco!

Foto de Capa: Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

João Castro

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