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Ricardo Nunes, Andrés Fernández, Sinan Bolat, Fabiano Freitas, David Bruno, Ricardo Pereira, Diego Reyes, Abdoulaye, Tiago Rodrigues, Fidelis Irhene, Leandro Silva, Josué, Juan Quintero, Mikel Agu, Walter, Alberto Bueno, Sami, David Bruno, Pité, Suk, Zé Manuel, José Ángel, Sandro Fonseca, Igor Lichnovsky, Víctor García, Chidera Ezeh, José Pedro, Hernâni, Vincent Aboubakar, Gonçalo Paciência, Nabil Ghilas, André Mesquita, Kelvin, Mauro Caballero, Martins Indi, Moussa Marega, Ivo Rodrigues, Gleison, e Rafa Soares. São estes os nomes dos 38 futebolistas emprestados pelo FC Porto e acerca dos quais importa, pelo impacto financeiro que os mesmos têm nas contas do clube, começar a planear o futuro.
Este leque de futebolistas emprestados pode ser dividido em cinco subgrupos: 1) jogadores com potencial para vir a ser opção, em breve, no FC Porto (casos de Ricardo Pereira, Diego Reyes, Alberto Bueno, Igor Lichnovsky, Hernâni e Vincent Aboubakar); 2) jogadores com potencial para vir a ser opção a médio ou longo prazo (como Víctor García, Mikel Agu, Gonçalo Paciência, Ivo Rodrigues e Rafa Soares); 3) jogadores que, pela sua juventude e pelo facto de ainda não terem tido oportunidades na equipa principal, são ainda incógnitas (casos de David Bruno, Tiago Rodrigues, Fidelis Irhene, Leandro Silva, David Bruno, Pité, Sandro Fonseca, Chidera Ezeh, José Pedro, André Mesquita, Mauro Caballero e Gleison); 4) jogadores que já tiveram oportunidade(s) para mostrar o seu valor e que claramente, pela falta de qualidade, não deverão vir a ter lugar no plantel do FC Porto (casos de Ricardo Nunes, Andrés Fernández, Sinan Bolat, Abdoulaye, Walter, Sami, Zé Manuel e Moussa Marega); 5) jogadores que, embora tenham alguma qualidade, não têm lugar no plantel atual do FC Porto e poderão constituir encaixes financeiros interessantes para o clube (como Fabiano Freitas, Josué, Juan Quintero, Suk, José Ángel, Nabil Ghilas, Kelvin e Martins Indi).

Colocando o enfoque no primeiro grupo, o destaque vai por inteiro para Ricardo Pereira. Competente a defender, rápido com e sem bola, e capaz de atacar a profundidade de forma a causar desequilíbrios na defesa adversária, Ricardo Pereira tem estado em destaque ao serviço do OGC Nice e, considerando a idade de Maxi Pereira e o facto de o FC Porto ter “apenas” três soluções para as laterais, a sua inclusão no plantel da próxima época parece tratar-se de uma possibilidade interessante. Os casos de Diego Reyes, Lichnovsky, Hernâni e Aboubakar são um pouco diferentes; assim, enquanto os dois primeiros são jogadores com um significativo potencial mas que necessitam ainda de maturar o seu jogo antes de almejar um lugar no plantel principal do FC Porto, Hernâni e Aboubakar são futebolistas com caraterísticas individuais interessantes e ocupam posições para as quais o clube não tem muitas opções. Alberto Bueno é, por sua vez, um jogador que parece ter muita qualidade para integrar o plantel do FC Porto, qualidade essa que sempre foi travada por sucessivas lesões, pelo que, conseguindo manter a boa condição física, será sempre um futebolista a considerar para integrar o plantel para a época 2017/18.
Foto de Capa: Facebook Oficial de Kelvin
No que ao segundo grupo de futebolistas diz respeito, o destaque vai para Mikel Agu, Gonçalo Paciência e Rafa Soares. O nigeriano parece tratar-se de um futebolista muito interessante, tendo mesmo chegado a demonstrar algumas das suas credenciais no plantel principal do FC Porto até ter enfrentado uma lesão grave. Ao longo desta época tem tido um desempenho muito consistente no Vitória FC, pelo que será um futebolista a considerar para o futuro. O mesmo sucede com Rafa Soares, sendo que este, caso Ricardo Pereira não fique no plantel, poderá ser uma forte possibilidade para servir de alternativa a Alex Telles para a lateral esquerda. Finalmente, Gonçalo Paciência tem passado por diversos clubes nos quais não tem tido sucesso; apesar de ter algumas qualidades interessantes, o futebolista parece ter ainda muito a evoluir até que possa vir a ser opção para o plantel do FC Porto.
Se relativamente ao terceiro grupo pouco há a dizer por este incluir futebolistas que estão ainda em fases mais precoces de maturação, o mesmo não se poderá dizer relativamente ao quarto grupo. É por demais evidente a falta de qualidade de Sinan Bolat, assim como é também evidente que jogadores como Zé Manuel ou Marega, pelas dificuldades que sentem quando não têm espaço, nunca poderão almejar a jogar numa equipa de primeira linha. Quanto a Walter, será sempre inadmissível no futebol europeu que um atleta negligencie de forma tão pouco profissional a sua condição física.

Finalmente, no quinto grupo de futebolistas surgem nomes que, embora interessantes, ou devido à sua dificuldade de afirmação ao mais alto nível ou devido ao facto de ocuparem posições nas quais o FC Porto tem já um plantel rico, poderão vir a ser vendidos e a representar um encaixe financeiro interessante para o clube. É evidente que Josué, Ghilas, ou Martins Indi não são maus jogadores; contudo, parecem não poder vir a ter, face à concorrência existente, oportunidades em número significativo. Até pelos elevados ordenados que alguns dos futebolistas deste grupo auferem, o melhor a fazer poderá ser optar pela sua venda, sobretudo em casos como os de Juan Quintero, que, após diversas oportunidades no plantel principal, teimam em não ser capazes de dar o salto para o nível exigido a um jogador de uma equipa de primeira linha.
Aconteça o que acontecer a estes 38 futebolistas, e quaisquer que sejam as opções da direção e do treinador do FC Porto, certo é que todos estes são casos que merecem uma análise ponderada, pela despesa que constituem para os cofres do clube. Se em alguns casos os futebolistas parecem poder ser mais-valias para o plantel, muito outros casos há em que é evidente que estes nada mais têm a oferecer a um clube no qual já tiveram diversas oportunidades e sempre mostraram não ter a qualidade suficiente para o representar.
Foto de Capa: Facebook Oficial de Kelvin














