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Frente a Frente: «Cha Cha Cha» Martínez vs. “El Tigre”

Nélson Mota · 3 min

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Hoje iniciamos uma nova rubrica na secção do FC Porto do Bola na Rede. O “Frente a Frente”, como o próprio nome indica, colocará frente a frente dois grandes nomes da história do FC Porto, preferencialmente da mesma posição e, recorrendo à qualidade individual e às estatísticas desses jogadores na sua passagem pelos dragões, iremos chegar a um veredicto sobre qual das figuras vence o “combate”.

Nesta primeira edição temos frente a frente dois dos melhores artilheiros da última década a alinhar pelos dragões: Jackson Martínez e Radamel Falcão. Os números destes atacantes com a camisola dos azuis e brancos são impressionantes e este “duelo” entre colombianos promete ser bastante renhido e dividir os adeptos no veredicto final.

Antes de mais, vamos aos factos:

Dados estatísticos da passagem de Jackson e Falcão pelo FC Porto
Fonte: Bola na Rede

Comecemos por Radamel Falcão. O espetacular avançado colombiano alinhou nos azuis e brancos entre 2009 a 2011, e pelo caminho deixou um rastro de destruição manifestado através de golos. Falo em espetacular avançado porque Falcão era realmente isso: espetáculo. Uma das principais armas de “El Tigre” era o cabeceamento, mesmo não sendo ele um avançado alto. Atacava a bola como ninguém e muitas vezes em mergulho cabeceava para o fundo das redes.

Falcão alinhou no FC Porto numa das melhores gerações de jogadores dos últimos tempos, fazendo um trio ofensivo temível com James e Hulk. Em 2010, Falcão foi uma das peças-chave na campanha na UEFA, ao comando de André Villas-Boas, que culminou na conquista da Liga Europa, na qual o colombiano foi o melhor marcador.

Falcão marcou o golo que deu ao FC Porto a vitória na Liga Europa
Fonte: FC Porto

“El Tigre” viveu jogos verdadeiramente memoráveis e marcou golos decisivos, tais como os quatro golos marcados ao Villareal CF na meia-final da Liga Europa, o bis frente ao SL Benfica na vitória histórica por 5-0 e o golo da vitória frente ao SC Braga na final da Liga Europa.

Com a saída de Falcão, Jackson Martinez perfilava-se como o substituto do compatriota. A pressão em substituir um dos maiores símbolos do clube nos últimos anos em nada afetou Jackson, que cedo começou a marcar e em grande estilo. Desde penáltis à Panenka a pontapés de bicicleta, Jackson fazia de tudo um pouco e, em poucos jogos, começava a fazer esquecer o compatriota.

Jackson fez um dos melhores jogos da carreira frente ao FC Bayern Munique no Dragão
Fonte: FC Porto

Cha Cha Cha Martínez alinhou nos dragões por três épocas e viveu grandes momentos de dragão ao peito. A excelente exibição no Dragão frente ao FC Bayern Munique na vitória por 3-1, em que o avançado marcou, foi exemplo do que Jackson Martinez era capaz de fazer. Ainda na primeira época o calcanhar em vólei que marcou frente ao Sporting vai perdurar como um dos melhores golos de sempre no campeonato português.

Comparação:

– Jackson fez mais jogos, logo, fez mais golos do que Falcão (92 contra 72). No entanto, Falcão conta com a melhor média de golos por jogo.

– Falcão beneficiou de ter alinhado num plantel mais talentoso e de ter sido melhor orientado com treinadores como André Villas-Boas e Jesualdo Ferreira. Por sua vez, Jackson passou por uma fase menos boa do FC Porto ao comando de Julen Lopetegui.

– Jackson era um jogador mais completo do que Falcão. Jackson tinha mais técnica e mais liderança dentro de campo, o que lhe valeu a braçadeira de capitão.

– Falcão venceu mais títulos de dragão ao peito do que Jackson.

– Apesar de Falcão ter tido uma época no campeonato em que marcou mais golos do que Jackson, a verdade é que Falcão nunca foi o melhor marcador do campeonato enquanto Jackson o foi nas três épocas.

Veredicto:

Fonte: FC Porto

Radamel Falcão – A decisão não foi nada fácil, mas neste caso o que pesou foi a média de golos por jogo de Falcão ser superior à de Jackson e também o facto de Falcão ter conquistado mais títulos pelos dragões, inclusive uma histórica Liga Europa.

Foto de Capa: Bola na Rede

Artigo revisto por: Jorge Neves

Nélson Mota

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