Frente a frente: Início de época 2017/18 vs 2018/19

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“Nova época, expetativas redobradas”. Certamente foi este o pensamento de muitos portistas, tendo em conta o esforço feito para manter a “espinha dorsal” da equipa campeã nacional: isso inclui jogadores fundamentais que eram muito cotados no mercado, como Alex Telles, Brahimi, Marega, bem como o treinador Sérgio Conceição. Tudo parecia encaminhado para um arranque fortíssimo no campeonato semelhante ao da época anterior, contudo tal não se verificou. Analisemos, portanto, o percurso de ambos os “FC Portos” na tentativa de analisar as diferenças visíveis entre ambos os arranques de temporada.

Na Liga NOS:

Ao fim da nona jornada, quer em 2017/18, quer em 2018/19, o FC Porto era líder. Na época de estreia de Conceição no comando técnico dos “dragões”, os “azuis e brancos” comandavam a tabela classificativa de forma invicta; oito vitórias e apenas um empate em Alvalade (empate que deixou aquele “gostinho” a vitória) demonstravam as credenciais daquela equipa, rumo à conquista do campeonato. Há, ainda, que realçar o seguinte: nestas primeiros jogos para a primeira liga portuguesa (muito lembrados até aos dias de hoje), o FC Porto enfrentou adversários de grande valia, como o Braga (vitória por 0-1), o Rio Ave, que mais tarde naquela temporada conseguiria um lugar de acesso para as competições europeias (vitória por 1-2) e a já referida visita ao terreno do Sporting. 25 golos marcados e apenas 4 sofridos era o saldo portista terminada a nona jornada da Liga NOS.

Agora, passamos para a presente temporada: o FC Porto, em termos de adversários, teve um calendário teoricamente mais acessível, uma vez que os maiores desafios encontravam-se apenas na deslocação à Luz e ao Funchal. Contudo, nem tudo foi “favas contadas”. A vitória sofrida no Jamor, seguida do surpreendente triunfo do Vitória SC no Dragão fizeram soar os alarmes na invicta. Os comandados de Conceição praticavam um futebol pouco vistoso, um futebol que não agradava os adeptos; e a derrota na Luz, numa exibição muito pobre do FC Porto, deixaram ainda mais a nu as possíveis “novas fragilidades” dos “dragões” versão 2018/19. A nota positiva deste arranque de campeonato terá que ir para a vitória por duas bolas a zero nos Barreiros, um terreno tradicionalmente complicado para os “azuis e brancos”. Vamos aos números: 20 golos marcados e 6 sofridos, sendo que a invencibilidade verificada na época anterior tinha-se desvanecido logo à terceira jornada. Indiscutivelmente, a época 2017/18 “presenciou” um arranque muito mais forte do FC Porto, a nível de campeonato.

A época do FC Porto 2018/19 começou com a conquista da Supertaça
Fonte: FC Porto

Na Liga dos Campeões:

Nas últimas duas temporadas, o FC Porto caiu em grupos extremamente equilibrados, de grau de dificuldade muito semelhante. Contudo, na metade do percurso na fase de grupos, a situação da equipa portuguesa é muito diferente: na época atual, o FC Porto encontra-se na liderança do seu grupo, com 7 pontos; já na época anterior, antes da 4ª jornada, os “dragões” encontravam-se no terceiro lugar, depois de derrotas frente a Beşiktaş (o tal jogo que “queimou” Óliver) e RB Leipzig. Portanto, neste quesito, o FC Porto versão 2018/19 leva vantagem.

Outras competições nacionais:

Na Taça de Portugal, o percurso da época atual foi uma “fotocópia” do da época anterior: na época passada, goleada por 6-0 no Restelo, terreno “emprestado” ao Lusitano de Évora; na época atual, desta vez respeitando o “espírito da Taça”, o FC Porto goleou o Vila Real, novamente por 6-0. Portanto, apesar de não serem jogos que “mereçam destaque”, ambos os “Portos” equiparam-se neste ponto.
Já na Taça da Liga, situação semelhante também: à 2ª jornada, um empate frente a Leixões e Chaves, por esta ordem, e uma vitória no segundo encontro, em 2017 frente ao Rio Ave (3-0) e em 2018 frente ao Varzim (4-2). Logo, seria uma completa injustiça atribuir a vantagem a qualquer uma das equipas no quesito Taça da Liga.

José Mário Fernandes
José Mário Fernandeshttp://www.bolanarede.pt
Um jovem com o sonho de jogar futebol profissionalmente. Porém, como até não tinha jeito para a coisa, limita-se a gritar para uma televisão quando o FC Porto joga.                                                                                                                                                 O José escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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