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Impacto das contratações de inverno do FC Porto

Nélson Mota · 3 min

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Com a reabertura do mercado em janeiro chegaram ao Dragão os tão ansiados reforços para combater o chamado “plantel curto” de Sérgio Conceição. O objetivo desta investida no mercado por parte do FC Porto era o de se manter competitivo nas competições inseridas e, ao mesmo tempo, dar alguma frescura ao plantel, recorrendo a uma estratégia de rotatividade e poupança de jogadores. Face à situação financeira atual dos dragões o FC Porto adotou nessa janela de transferências uma política de contratação de jogadores via empréstimo.

Chegavam assim, por empréstimo, Paulinho, Majeed Waris e Yordan Osório. Por seu lado, Gonçalo Paciência, um dos avançados-sensação da primeira metade do campeonato, retornava de um empréstimo com sucesso do Vitória FC. Volvidos cerca de dois meses desde a chegada destes quatro reforços, considero pertinente fazer um balanço acerca do impacto dos mesmos, agora de dragão ao peito. De forma sucinta, o impacto é praticamente nulo, mas vamos aos números.

Comecemos por Yordan Osório e, sinceramente, não há muito a dizer. O defesa chegou para reforçar um setor carente de quantidade e funciona como o “quarto central”. Feliz ou infelizmente, ainda não foi necessário recorrer aos serviços do ex-CD Tondela, já que a dupla Felipe e Marcano mantém-se estável e sem lesões. Esperemos para ver jogos futuros de Osório.

Osório ainda não se estreou com a camisola do FC Porto
Fonte: FC Porto

Avançando no terreno encontramos Paulinho. O médio, ex-Portimonense SC, ainda fez dois jogos na equipa principal mas recentemente foi “despromovido” para a equipa B. Qualidade não falta ao brasileiro que já conquistou o prémio de melhor jogador da época 2016/17 da Segunda Liga e que já se exibiu a um bom nível na primeira metade do campeonato ao serviço da turma de Portimão. Paulinho não parece encaixar atualmente no estilo de jogo de Sérgio Conceição e, com apenas dois jogos realizados até agora na equipa principal, terá de aguardar a sua oportunidade para dar algum tipo de contributo ao FC Porto.

O empate frente ao Moreirense FC na estreia de Paulinho prejudicou a utilização do jogador
Fonte: FC Porto

Para reforçar as alas ofensivas do dragão e criar uma competitividade saudável para os restantes extremos chegou Majeed Waris. O extremo ganês chegou por empréstimo do FC Lorient, da Ligue 2 e, até agora, realizou oito jogos de dragão ao peito.

Jogando sobretudo na condição de suplente utilizado, Waris ainda não marcou qualquer golo e, apesar de estar ainda num processo de adaptação, tarda em mostra-se uma mais-valia para este plantel forte dos dragões. Waris já deu boas indicações mas por enquanto, a meu ver, não é uma alternativa superior a Hernâni, um jogador que também assume um estatuto de suplente crónico na equipa principal.

Waris é o reforço de inverno mais utilizado mas ainda não convenceu
Fonte: FC Porto

Por fim, temos Gonçalo Paciência. O avançado português realizou uma excelente primeira volta ao serviço do Vitória FC, ao realizar a melhor época da carreira, apontando 11 golos pelo caminho. Depois de excelentes partidas ao serviço dos sadinos, tal como a que realizou frente ao Sporting CP, Gonçalo está de volta a uma casa já bem conhecida e com aspirações legítimas de um lugar nos convocados para o Mundial 2018 na Rússia. No entanto, temos de ser honestos e realistas. Um ponta de lança tem de marcar golos, e desde o seu regresso, Gonçalo Paciência não marcou qualquer golo em sete partidas disputadas. Poderá argumentar-se que Gonçalo é o melhor dos reforços de inverno, mas sinceramente esse não parece ser um estatuto invejável.

Gonçalo Paciência ainda não marcou desde que regressou ao Dragão
Fonte: FC Porto

Contas feitas, temos quatro reforços que disputaram um conjunto de 17 jogos e 0 golos marcados, sendo que dois desses reforços são avançados. O FC Porto reforçou-se com o que pôde face aos recursos que dispunha. Tentou movimentar-se no mercado de forma cirúrgica com o intuito de colmatar posições necessárias. No entanto, o balanço que se pode fazer nestes dois meses de competição é muito pobre e fica a sensação de que estes quatro jogadores podem fazer muito mais para merecerem mais oportunidades e no futuro serem mais-valias e movimentações-chave no mercado.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Nélson Mota

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