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Finda que está, pelo menos no que aos objetivos diz respeito, e época desportiva do FC Porto 2016/2017 chega a hora dos mais variados balanços. Importa perceber o que se fez de bem e transporta-lo para a próxima temporada e, acima de tudo, relevar o que de pior se fez para que se possa emendar e corrigir.
Numa primeira fase de balanço e ainda sem proceder a reflexões mais profundas que num futuro próximo serão, igualmente, expostas neste espaço, opto por começar por destacar os “mais e menos” a nível individual no que concerne aos jogadores.
Irei destacar um jogador por setor do terreno, sendo que os principais critérios serão a qualidade e regularidade exibicional e a comparação entre expectativas iniciais e rendimento verificado dos jogadores.
DEFESA
+ Felipe: Este central canarinho tem que ser encarado como uma das revelações da temporada. Era difícil destacar um elemento da defesa quando Marcano e Telles também se exibiram a altíssimo nível ao longo de toda a temporada mas pela exuberância, identificação com o clube e por ser, aos 27 anos, a sua primeira época no Velho Continente opto por entregar papel de destaque a Felipe. Fortíssimo no ar e na marcação, foi praticamente intransponível. É um central muito regular que não cede um único milímetro aos avançados. Apresentou-se em grande nível nas provas da UEFA. Pode melhorar no controlo da agressividade que por vezes levou a lances de bola parada potencialmente perigosos para a equipa.

– Layun: Depois de uma temporada bastante razoável no ano passado, o lateral mexicano eclipsou-se. Já se sabia que não era forte na vertente defensiva do jogo e isso terá pesado na opção de Nuno por Maxi. Ainda assim, o que mais surpreendeu foi a incapacidade de Layun para ser alternativa válida aos dois titulares. Sempre que foi chamado falhou e acaba a época atrás de Fernando Fonseca (jovem da formação) nas opções do treinador para as laterais.
MEIO-CAMPO
+ Danilo: Vários jogadores do meio campo azul e branco se foram destacando, a espaços, no decorrer da época mas nenhum apresentou a regularidade exibicional do internacional português. Época de completa afirmação para um jogador que dificilmente o FC Porto conseguirá segurar no próximo mercado de verão. Foi o patrão do meio campo portista. Dotado de um enorme pulmão, foi fundamental quer a defender, com inúmeros roubos de bola e segundas bolas ganhas, e a atacar, por via do transporte de bola, queimando linhas e empurrando a equipa para a frente. Surpreendeu pelas grandes melhorias no capítulo do passe, tanto curto como à distância. No meio campo do Dragão mandou Danilo Pereira.

– Herrera: Muito marcado por um erro que viria a dar o empate ao Benfica no Estádio do Dragão, o mexicano nunca conseguiu ser opção clara no onze de NES e nunca foi capaz de se exibir a um nível aceitável para os pergaminhos de um clube com a dimensão do FC Porto. Nunca foi um jogador unânime e depois desta temporada deverá ter perdido grande parte dos poucos créditos que ainda tinha. A saída poderá ser a solução mais evidente numa tentativa de recuperar os 10M€ investidos. Não acontecendo, Herrera terá que melhorar bastante o seu rendimento, principalmente no que toca à qualidade de passe, para que possa ganhar um lugar no FC Porto versão 2017/2018.
ATAQUE
+ Brahimi: Novela de verão que virou estrela no inverno. Brahimi esteve com um pé fora do FC Porto mas ficou. Demorou 3 meses a entrar nas opções de Nuno. Na noite de Rui Pedro (vitória obtida aos 95′ frente ao Braga), no princípio de Dezembro, o argelino entrou para o lugar do lesionado Otávio e não mais saíu do onze. Terá sido, desde essa altura, porventura o melhor jogador do nosso futebol. Deu objetividade ao seu jogo sem nunca perder a criatividade e imaginação e mostrou que tem talento mais do que suficiente para almejar outros voos. Esperemos que seja possível segura-lo mais uma época.

– Depoitre: Não seria difícil adivinhar que o este lugar estaria reservado para o belga. Contratado por 6M€ e com o dorsal nº 9 este panzer não foi capaz de mostrar valias suficientes para ter sequer um papel secundário num clube grande. Muito trapalhão, foi sempre um peixe fora de água no FC Porto e perdeu o lugar na hierarquia para Rui Pedro (mais um jovem da formação). Salva-se um golo importante em casa frente ao Chaves que permitiu ao FC Porto empatar uma partida que acabaria por vencer por 2-1. A saída é o cenário mais óbvio e provável.
Foto de Capa: FC Porto














