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O sempre útil Mariano González

Diogo Ataíde · 2 min

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Costuma-se dizer que uma equipa não se faz só de estrelas, que é necessário outros tipos de jogadores para conseguir um grupo equilibrado e era nessa ótica que encaixava Mariano González. O extremo argentino não tinha a magia de Hulk ou de Quaresma, todavia era um jogador prático, consistente e que acentuava na perfeição num sistema de rotação, para o qual foi contratado.

O futebolista chega ao Dragão oriundo do futebol italiano, nomeadamente após uma temporada em Milão, onde o FC Porto adquiriu os seus direitos económicos e desportivos ao SSD Palermo, emblema que tinha emprestado aos milaneses. Neste sentido, o internacional albiceleste teve o privilégio de vestir a camisola da Argentina em nove ocasiões, chegou ao reinado de Jesualdo Ferreira, que o viu como um excelente atleta para alternar com os habituais titulares e era esse o papel que maioritariamente ocupava na formação portista, ou seja, partia quase sempre do banco para dar uma maior energia ao ataque azul e branco.

Os seus números não são os mais entusiasmantes, dado que, em 4 anos, festejou apenas 11 vezes com a camisola do clube da invicta, por isso Mariano González é mais recordado por momentos isolados. Quem é que não se lembra do seu golo, nos minutos finais, em Old Trafford, que fez sonhar o FC Porto? Ou o golaço que marcou frente ao Sporting CP, numa partida a contar para a Taça de Portugal? São estes feitos que fazem do argentino um jogador ainda recordado nas hostes portistas, que não se esquecem do seu profissionalismo e da sua dedicação durante a sua estadia no norte de Portugal.

Além disso, Mariano González viveu uma das eras douradas do FC Porto, já que não são todos que se podem gabar do seu palmarés, pois conta com três Ligas Portuguesas, três Taças de Portugal, duas Supertaças e uma Liga Europa. Um currículo de fazer inveja a qualquer atleta que venha a envergar o manto azul e branco e de impor respeito.

A sua ligação a Portugal e ao Porto acaba em 2011, após o término do seu contrato laboral, motivo pelo qual decide regressar ao seu país natal, a Argentina, de onde tinha saído em 2004 rumo a Itália. O seu regresso dá-se pela porta dos Estudiantes de La Plata, onde ainda vai conseguir acrescentar uma Liga Argentina Apertura à sua montra de troféus. Desde então, tem-se fixado pelo campeonato argentino, que além dos Estudiantes de La Plata também já representou as cores do Arsenal de Sarandí FC, CA Hurancán, CA Colón e o CSD Santamarina. Atualmente, aos 38 anos, o seu amor pelo futebol ainda ultrapassa as dificuldades que a idade já vai colocando e, nos dias de hoje, está vinculado ao CDS Santamarina.

Recentemente, participou no podcast dos dragões “ FC Porto em casa”, no qual definiu o seu momento contra o Manchester United como o melhor ao serviço dos dragões, mas também não fez esquecer-se do tão famoso clássico dos “5-0” ao SL Benfica. Assim, Mariano González, fruto da sua carreira, terá sempre um lugar na história do FC Porto.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão 

Diogo Ataíde

Redação Bola na Rede · ver artigos

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Pedro Cantoneiro · 2 min de leitura
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