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Marko Grujic | O jogador interino do meio-campo portista

Felipe Ribeiro · 3 min

Marko Grujic
Foto: Diogo Cardoso / Bola na Rede

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Comentários (1)

Marko Grujic é uma boa dor de cabeça com a qual Sérgio pode sempre contar. Um jogador discreto, daqueles que se não tivermos atentos ao jogo, passa completamente despercebido. No entanto, é indubitável: das poucas vezes que o jogador entra, ou quando é opção de início, apresenta-se a 100%, com garra e vontade de jogar. Recordo-me bem da entrada do jogador sérvio no jogo FC Porto frente ao Olympiacos, a contar para a Segunda jornada da fase grupos da Liga dos Campeões, em que Grujic entra aos 70 minutos completamente alvoraçado, com uma disposição enorme por poder jogar.

Podemos justificar esta postura que citei como algo normal para um jogador que deseja jogar num jogo de Liga Milionária, porém, nem todos entram com esta postura, muito menos um jogador emprestado por uma época, sem opção de compra. Exemplo disso é Felipe Anderson, que se encontra na mesma situação de empréstimo de Grujic, sendo que, cada vez que entra, apresenta-se de uma forma totalmente apática no jogo, postura esta que se exterioriza no que tem feito dentro de campo esta época.

Grujic chegou no final do mercado de transferências para substituir Danilo Pereira, que seguiu para o PSG.
Fonte: Bola na Rede

O sérvio de 24 anos chegou ao dragão com a missão de substituir o então capitão Danilo, que deixou o clube português rumo ao Paris Saint-Germain FC, na última semana do mercado de verão. No entanto, ao contrário de Danilo, Grujic não é um “trinco puro”: não possui as mesmas qualidades defensivas de Danilo. No entanto, é superior na saída com bola e no passe. Tendo características ideais para um sistema de 4-3-3, Grujic apresentou grandes dificuldades iniciais ao jogar no sistema atual do FC Porto, 4x4x2, e, tendo os dragões uma dupla mordaz como é a de Sérgio Oliveira–Uribe, Grujic não foi capaz de se impor e de se tornar um pilar no meio-campo portista.

No entanto, ao longo da época, Grujic tem assumido um papel diferente: de facto não é um titular absoluto, todavia tem sido uma espécie “jogador interino” no 11 inicial, isto é, aquando da ausência de Sérgio Oliveira ou o Uribe, Grujic tem sido sempre a primeira opção para substituir um destes jogadores. O sérvio de 25 anos foi capaz de aliar a sua qualidade de passe e segurança com a bola nos pés à capacidade de chegada à área adversária, tornando-se cada vez mais eficaz na pressão à primeira linha de construção adversária. Se porventura o adversário é forte e seguro a sair com a bola a partir da defesa, ou tem um intenso jogo interior, Grujic é o jogador ideal para emperrar estas adversidades. Claro, é importante sublinhar que, quando Grujic está em campo, a dinâmica de jogo dos dragões é completamente diferente do que quando Uribe e Sérgio estão no terreno de jogo.

No confronto com o Chelsea FC, a contar para a primeira mão dos 1/4 de final da Liga dos Campeões, o jogador foi essencial para travar o jogo interior do Chelsea FC, garantir a segurança da defesa portista e assegurar uma boa qualidade de passe quando o FC Porto saía em transição – teve uma eficácia de passe de 82,9%, ganhou seis de oito duelos no solo e cinco de cinco duelos aéreos. Para além disso, o jogador não teve qualquer perda de bola durante o jogo, algo que, na partida seguinte contra o CD Tondela, voltou a repetir-se. A segurança e confiança que o jogador sérvio transmite com a bola nos pés é descomunal.

Na minha perspetiva, o jogador sérvio de 1,94m seria uma ótima contratação em definitivo para a época que se avizinha. Mesmo que seja um atleta cedido sem opção de compra pelo Liverpool FC, é um jogador com pouco mercado, no entanto, o valor solicitado pela sua transferência deve ser algo imódico para a realidade dos clubes portugueses, podendo rondar os dez milhões de euros, quantia esta que o FC Porto não deve estar disposto a desembolsar por um jogador que, atualmente, não é um titular indiscutível.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Felipe Ribeiro

Redação Bola na Rede · ver artigos

Comentários 1

  1. Nuno

    Se vier o Eustáquio não faz sentido contratar o Gruijic.

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