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Decidi apresentar um artigo que ainda se pode tornar mais interessante pela relação que todos os sul-americanos têm com o FC Porto. Desde 1893, o FC Porto acolheu nas suas fileiras inúmeros atletas de um dos mercados mais talentosos a nível mundial, e o encaixe financeiro acabou por ser notável.
De 2010 a 2020, onze jogadores acabaram por se destacar dos restantes (que também poderiam fazer parte deste 11, não fosse a escolha limitada). Caminhem com o Bola na Rede nas próximas páginas para descobrir o melhor onze Sul-Americano do FC Porto na última década
11.
⚽ FC Porto Vintage: Helton convocado para Madrid
🎙”Estou com uma vontade enorme de voltar ao relvado”
👉 333 jogos pelo #FCPorto
💪 Internacionalizações: 4
▶ Real Madrid Leyendas-#FCPortoVintage
📍 Santiago Bernabéu
🗓29/3
⌚11h GMT@Fun_Realmadrid pic.twitter.com/1K0SAWH0oq— FC Porto (@FCPorto) March 6, 2020
Helton – A história do eterno capitão que não teve um final feliz. Helton foi um autêntico campeão dentro e fora das quatro linhas da invicta, tornando-se um guarda-redes mítico da história do FC Porto e do futebol português.Ganhou tudo o que havia para ganhar e assistiu a momentos gloriosos dos azuis e brancos. Desde grandes defesas, a levantar troféus e o jogo de pés, fizeram de Helton o melhor guarda-redes sul-americano da história azul e branca. A final da Taça de Portugal, em 2016, foi inglória para um jogador que vai sempre ser acarinhado por todos.
10.
Álvaro Pereira, 34.º 🎊🎁🎉
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Happy birthday!
iFeliz cumpleaños!#FCPorto pic.twitter.com/mqSrhryuIA— FC Porto (@FCPorto) November 28, 2019
Álvaro Pereira – Recentemente, Álvaro Pereira revelou no programa FC Porto em Casa que poderia ter ido para o SL Benfica, não fosse o conselho do compatriota Maxi Pereira para ir para o rival. Já nessa altura, os adeptos do FC Porto tinham de agradecer a Maxi Pereira, pois ajudou a trazer um lateral direito que fez história de dragão ao peito.
Álvaro Pereira era um verdadeiro guerreiro dentro de campo, e fez parte do 11 mítico de André Villas-Boas que conquistou a Liga Europa. Por tudo isto, o atual jogador do Club Nacional de Football tem um lugar cativo neste onze, pese embora toda a história deixada por Danilo Luiz.
9.

Felipe Augusto – Será que é aceitável colocar aqui Felipe? Mas afinal “vale tudo”? Claro que vale! Felipe foi um dos maiores centrais sul-americanos da história do FC Porto. O xerife veio do SC Corinthians com o apelido de central goleador, e provou isso de azul e branco. Mas não foi só a veia goleadora que fez com que o Club Atlético de Madrid avançasse para a sua contratação. Durante os três anos em que esteve em Portugal, mostrou o seu comprometimento, raça e até agressividade nos duelos com os adversários. Tudo isto faz falta a muitos jogadores e fez com que Felipe entrasse neste onze.
8.
Parabéns! Happy birthday! iFeliz cumpleaños! @Notamendi30 🎊🎁🎉
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Otamendi – Aqui está um exemplo da forma como o FC Porto catapultou jogadores do mercado do continente vizinho para campeonatos de excelência na Europa. Otamendi chegou aos dragões em 2010, proveniente do Club Atlético Vélez Sarsfield. Foi um central de nome que passou pelas fileiras da Invicta e não precisou de muito tempo em Portugal para deixar a sua marca. Para além de ser um bom pilar na defesa, também deixou a sua marca ofensivamente, com vários golos marcados, pese embora a sua baixa estatura para um central. A saída não foi a melhor, mas atualmente está no Manchester City FC, de Pep Guardiola.
7.

Alex Telles – Aqui está o número 13, sempre devoto da Nossa Senhora de Fátima. Alex Telles é o único jogador deste 11 que ainda pertence ao FC Porto, e isso é de destacar. Infelizmente, pode estar de saída, visto que é quase impossível um clube do campeonato português segurar um jogador desta valia. Muitos devem perguntar: porque não Alex Sandro? É uma questão complicada, mas Alex Telles superou muitos dos laterais esquerdos que envergaram a camisola azul e branca. Conseguiu juntar à sua qualidade de cruzamentos a sua veia goleadora e nada mais há a dizer.
6.
Fernando Reges celebra o seu 32.º aniversário 🎊🎁🎉
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Fernando – Creio que é a primeira vez num top que o número do top se adequa ao número do jogador em questão. Fernando foi um dos melhores médios defensivos da história do FC Porto e do futebol português, por isso o número 6 encaixa-lhe na perfeição. Esteve em muitas conquistas azuis e brancas e acreditem que era bem difícil passar por este jogador, visto que travava qualquer investida ofensiva adversária. Também dava um bom apoio no ataque. Este sim é um belo polvo que agrada a quase todos. Atualmente, está no Sevilha.
5.
🎙 Guarín: “Um dia vamos contar aos nossos filhos e netos como fomos felizes naquela casa azul”#FCPorto #FCPortoEmCasa pic.twitter.com/rOgCUiwhWP
— FC Porto (@FCPorto) April 22, 2020
Guarín – Só o facto de ter feito um dos maiores e melhores golos da história do Estádio do Dragão frente ao CS Marítimo, poderia chegar para colocar Fredy Guarín neste onze. Foi, sem dúvida, um dos maiores talentos colombianos que passaram pelo FC Porto. Com uma boa meia-distância e sempre a mostrar a sua agressividade na disputa de cada lance, fez do colombiano um dos melhores jogadores a passar pelo meio-campo azul e branco.
4.

Héctor Herrera – O patinho feio virou cisne! Está aqui resumida a história de Héctor Herrera no FC Porto, mas é melhor explicar tudo. Muitos se devem questionar o porquê de ser Héctor e não outro, visto que não renovou contrato e saiu do clube a custo zero. É simples: sempre deu tudo com o escudo azul e branco, e mostrou bastante qualidade nas várias funções dentro de campo. Era um médio com bastante agressividade, que sabia transportar a bola, rematar, matar jogadas adversárias e até por vezes distribuir jogo. Enfim, fazia de tudo um pouco e todo o jogo portista passava pelos pés do internacional mexicano. A juntar a isto tudo, assumiu a braçadeira de capitão num clube que não ganhava praticamente nada. Foi patinho feio quando cedeu um canto que deu um golo a SL Benfica na época 2016/2017, mas foi o herói do título em 2017/2018 com aquele magnífico golo no Estádio da Luz. Foi pena a saída a custo zero.
3.
🎙 Hulk: “A primeira palavra que tenho quando falo do FC Porto é felicidade. Levo o FC Porto para sempre no meu coração. Vou ser grato para o resto da vida”#FCPorto #FCPortoEmCasa pic.twitter.com/vF1ss6RRvp
— FC Porto (@FCPorto) April 22, 2020
Hulk – O incrível que explodia qualquer um, incluindo as redes da baliza adversária. Hulk foi dos poucos que não veio do mercado sul-americano, mas teve um sucesso muito acima da média. Inicialmente, alguns duvidavam das suas capacidades, mas está só no melhor onze de sempre do FC Porto. Provavelmente, até foi o melhor jogador sul-americano da história do FC Porto e está de certeza no top português. Quando chegou em 2008, Jesualdo Ferreira catapultou-o para um nível estratosférico, que se viria a confirmar no FC Porto de André Villas-Boas. Hulk fazia o que queria, e por mais adaptações que fizessem, era quase impossível travá-lo. Todo aquele episódio do túnel da Luz, em 2009/2010, e os insultos racistas de que foi alvo no estádio do rival, deram maior força para o internacional brasileiro atingir um patamar de excelência.
2.
💪 #Sabiasque o primeiro golo de James Rodríguez com a nossa camisola foi marcado na Liga Europa?
⚽ Foi ao CSKA Sofia, no Estádio do Dragão, numa vitória por 3-1
📽 https://t.co/c73ZWXXywJ#FCPorto #FCPYB #UEL @jamesdrodriguez pic.twitter.com/QVakxHutZp— FC Porto (@FCPorto) September 19, 2019
James Rodríguez – Um craque que tardou a afirmar-se, mas ainda foi a tempo de ser um dos maiores valores oriundos de terras latinas no futebol português. Era um menino com um pé esquerdo notável e que sempre respirou azul e branco desde que chegou a Portugal. Marcou muitos golos decisivos e era capaz de entrar em jogos para dar ainda uma maior dinâmica ofensiva. Neste onze, “El Bandido” é um extremo, mas creio que a posição que potencia melhor as suas características é a de médio ofensivo/segundo avançado, com o número 10 puro. É um orgulho para o futebol português ter catapultado um jogador que agora está no Real Madrid CF à espera de se afirmar definitivamente como um dos maiores talentos a nível mundial.
1.
🎙Jackson Martínez: “Nunca tive uma sensação tão estranha como hoje. Nunca pensei que um dia ia jogar contra o FC Porto. Sinto que mantenho uma ligação muito forte com os adeptos e com a identidade do FC Porto”#FCPorto #FCPPSC pic.twitter.com/C3n6VuN2Dk
— FC Porto (@FCPorto) December 7, 2018
Jackson Martínez – Porque não Falcao? Por uma simples razão: Radamel Falcao saiu pouco tempo depois de começar esta década e Jackson Martínez brilhou entre 2012 e 2015, tornando-se o melhor marcador da história do Estádio do Dragão. Isso chega para o incluir neste onze da década. Cha cha cha era um senhor com a bola nos pés, mas até sem ela, não procurando grandes conflitos com os adversários. Sabia sempre o que fazer com uma simples bola de futebol e era letal na grande área. Todos nos recordamos das bicicletas, dos calcanhares e de todas as habilidades que levaram Jackson para o Atlético de Madrid. Para todos os que gostam de futebol, é melhor se prepararem para o final de carreira de Jackson, que nunca mais foi o mesmo depois da lesão que ainda o afeta ao serviço do Portimonense SC. Obrigado por tudo, Cha Cha Cha!
São estes os craques da América do Sul que envergaram as cores do FC Porto e renderam não só muita qualidade como também verbas significativas para os cofres portistas.
Muitos destes jogadores podem regressar à cidade invicta, e o FC Porto não quer perder a oportunidade de voltar a ver jogadores como, por exemplo, Hulk. Até lá, o valor do continente vizinho chama pelos azuis e brancos.
A menção honrosa vai para Kelvin pelo golo talvez mais importante da história do Estádio do Dragão. Tantos outros poderiam estar aqui, e, apesar de a escolha não ser consensual, todos concordamos que o “futebol de rua”, encantador e comprometido como o conhecemos, está aqui muito bem representado.
Artigo revisto por Joana Mendes














