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Momento da Semana: Vaná, o muro de todas as lamentações

Ricardo Anselmo · 1 min

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fc porto cabeçalho

O FC Porto gastou mais uma das poucas vidas que ainda detém nesta reta final do campeonato ao conceder mais um comprometedor empate. Sob o patrocínio de mais uma exemplar arbitragem, a equipa azul e branca espalhou-se ao comprido, hipotecando, quase por completo, as hipóteses de ascender ao primeiro lugar.

Os ‘erros’ do árbitro explicam grande parte, mas não tudo, e devemos, em primeiro lugar, preocuparmo-nos com a incapacidade de cumprirmos com a nossa obrigação. Não é admissível desperdiçar quatro pontos, em casa, frente a adversários da segunda metade da tabela, com todo o respeito que os mesmos mereçam.

Neste momento é necessária uma derrota do Benfica e, pior do que isso, não perder nem mais um ponto nas quatro partidas que falta disputar. A visita que se segue, a Chaves, não poderia calhar em pior altura. Os jogadores parecem tolhidos pelo medo que já em novembro haviam demonstrado. Peças fulcrais como Danilo, Brahimi e Corona são cartas quase fora do baralho.

Vaná foi um muro intransponível, afundando ainda mais o FC Porto na luta pelo título Fonte: FC Porto
Vaná foi um muro intransponível, afundando ainda mais o FC Porto na luta pelo título
Fonte: FC Porto

Estes fatores, aliados a uma pressão imensa que não está a ser bem gerida na cabeça dos jogadores, bem como uma tremenda falta de critério e pragmatismo, absolutamente necessários num candidato, fazem deste um cenário negro e muito difícil de reverter.

Não podemos neste momento confundir crença nas capacidades da equipa com noção da realidade. A conjuntura atual do futebol português dificilmente admitirá um FC Porto campeão que, mesmo apresentando debilidades nítidas, seria líder sem os Ruis Costas desta vida. Enfim, é o que temos. Resta continuar a acreditar até que a matemática nos diga o contrário, sabendo que só um novo Kelvin poderá alterar o rumo que as coisas levam.

 

Foto de Capa: FC Porto

Ricardo Anselmo

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