Última horaChelsea pode ter baixa importante até ao final de 2026
Publicidade

No norte não há “favores”

Igor Pereira · 3 min

No norte não há “favores”

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

fc porto cabeçalho

Mais uma semana, mais uma vitória neste período de “pré-época” nas hostes do dragão. O FC Porto vai aos poucos dando sinais de melhoria, e nestes dois últimos jogos finalmente começa a demonstrar um ar da sua graciosidade com golos soberbos, jogadas bem delineadas e acima de tudo com a aposta firme em jogadores que realmente sentem de forma intensa o símbolo que carregam no peito jogo após jogo.

É muito ingrato e por outro lado lamentável, ver que a três jornadas do fim da Liga NOS já se conheça a equipa que vai terminar na terceira posição. É muito doloroso ver uma equipa que começou a época com resultados excelentes, e com um plantel invejável ao nível dos melhores da Europa, ficar numa modesta terceira posição que em nada se identifica com o potencial que este clube pode alcançar. Lopetegui o principal responsável pela perda de mística vencedora do FC Porto, esta semana fez declarações escandalosas como se o próprio tivesse sido uma vítima no último ano e meio que passou no Dragão.

Não é admissível que alguém que não ganhou absolutamente nada desrespeite uma instituição da dimensão do FC Porto desta forma. Em quase cinquenta jornadas, só foi líder apenas uma vez e por apenas uma jornada, um pouco estranho para quem comandava equipas com valor de mercado superior a duzentos milhões de euros. A sua mediocridade como treinador de futebol é chocante, mas como pessoa parece que também não fica atrás. Mais chocante ainda é o silêncio da direção do FC Porto perante estas declarações.

As palavras de Lopetegui não fazem sentido Fonte: Facebook de Julen Lopetegui
As palavras de Lopetegui não fazem sentido
Fonte: Facebook de Julen Lopetegui

Com uma nova era a ser construída, uma prova de fogo aparece na jornada do próximo fim de semana. Provavelmente muito do que diz respeito às contas para se apurar o campeão nacional, passam essencialmente pelo jogo FC Porto – Sporting no estádio do Dragão. Muito se especula que os dragões irão fazer um “favorzinho” ao Sporting para que o Benfica não seja campeão. Estes argumentos disparatados lançados para o ar só demonstram pequenez de certos comentadores que em vez se preocuparem em ganhar os seus jogos, lançam farpas e atiram responsabilidades em caso de insucesso para outros.

No Norte não existem este tipo de premissas, apenas reside um único pensamento, que é vencer sempre, seja quem for o adversário. Este FC Porto respira de maneira diferente e não tem permissão para perder pontos, muito mais ainda com rivais diretos como é o caso do Sporting. Aliás, favores a mais já deram os dragões esta temporada, e reparem na ironia, Lopetegui que se gabou tanto pelos incríveis feitos que alcançou este ano, foi ele que ofereceu a maior prenda em Alvalade na primeira volta do campeonato.

A tensão está alta, uns querem ser campeões e outros querem provar que mereciam estar no topo e que têm qualidade para dar muito mais. Uma coisa é certa para os homens do Norte tanto faz quem ganhe o campeonato, os portistas desejam sempre a vitória do seu clube, nunca se irá ouvir no Dragão um portista a desejar a vitória do adversário na esperança de interferir com terceiros. Aqui não há adeptos nem sócios do show-off, não existe o conceito do anti, só existe o conceito de compromisso e paixão pelo eterno Porto. Apenas queremos ver o FC Porto a ser aquilo que é, o melhor clube em Portugal. Queremos vencer, e no próximo sábado não pode ser exceção.

Igor Pereira

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quando a bancada tenta jogar: uma reflexão de João Carlos Gameiro, coordenador técnico da Academica Sporting Aurélio Pereira

Passar uma manhã de sábado à beira de um campo de futebol devia ser um exercício simples: ver os miúdos crescerem. O desporto na infância é, ou devia ser, o espaço por excelência para aprender a falhar, a cair, a levantar-se e a decidir sozinho, em frações de segundo. No entanto, quem anda pelos campos de norte a sul do país, sabe que a realidade é outra. O ruído que vem de fora não é de incentivo, é um bombardeamento constante de ordens diretas: "Passa!", "Chuta!", "Dribla!". Esta obsessão cega pelo resultado imediato, disfarçada de apoio paternal, está a matar o que o jogo tem de mais sagrado: a autonomia de quem joga.  Na cabeça do pai que grita, aquela instrução é uma ajuda preciosa. Ele está genuinamente convencido disso. Mas quem está lá dentro percebe o bloqueio imediato que o berro provoca. O jogo é demasiado rápido. No instante em que o miúdo recebe a bola e tenta ler o espaço, se ouve a ordem do pai para mudar o que ia fazer, a jogada já morreu. O prejuízo imediato é a perda da bola, mas o verdadeiro estrago é o que fica para o futuro. Quando a solução vem sempre mastigada de fora, a criança deixa de pensar o jogo; passa apenas a executar ordens. 

João Carlos Gameiro · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.