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No reino do Leão o Dragão tem de ser Rei!

Ricardo Anselmo · 3 min

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Digerida a estrondosa vitória sobre o Mónaco, é tempo de apontar baterias a um outro desafio de capital importância, neste caso em Alvalade, diante do Sporting. Uma vitória no clássico reforça a liderança isolada do campeonato, para além de oferecer uma importante vantagem psicológica no confronto direto com os rivais.

E é precisamente nesse campo, o da psicologia, que se pode dar o pontapé de saída nesta análise ao jogo de domingo. O FC Porto não vence na casa dos leões desde 2008, ou seja, passam nove anos desde aquele livre excecionalmente bem cobrado por Bruno Alves, que garantiu uma importante vitória na casa do rival. Desde então, e só em jogos do campeonato, contam-se quatro derrotas e igual número de empates. É, pois, com a necessidade de ultrapassar essa barreira psicológica que Sérgio Conceição se tem preocupado nestes últimos dias. E não parecem restar dúvidas de que só a vitória interessa (o empate poderá também ser um bom resultado), essencialmente devido ao espírito e à mentalidade vencedora que o Sérgio tem incutido na rapaziada.

Bruno Alves foi o autor do golo que deu a última vitória aos dragões em Alvalade Fonte: Sapo Desporto
Bruno Alves foi o autor do golo que deu a última vitória aos dragões em Alvalade
Fonte: Sapo Desporto

Comparando agora as últimas noites europeias das duas equipas, na terça e na quarta feira, podemos concordar que o FC Porto se apresenta com a moral em alta para mais um desafio de exigência máxima, como era o do Mónaco. Para o Sporting, a derrota pela margem mínima diante do Barcelona teve o condão de ser lisonjeira, não beliscando a confiança e a boa imagem que a equipa tem deixado neste arranque de época. Contudo, importa recordar que os leões vão neste momento numa série de três jogos consecutivos sem vencer (Marítimo, Moreirense e Barcelona), pelo que uma eventual ansiedade será sempre uma situação que os dragões poderão sabiamente explorar ao longo da partida.

Taticamente fomos surpreendidos por Sérgio Conceição no jogo da última terça feira, não propriamente pela mudança da disposição da equipa, mas essencialmente pela inclusão no onze de um jogador que ainda não havia completado qualquer minuto esta época. Face ao score obtido e depois de uma grande exibição, seria normal pensar em não mexer no que tão bons resultados deu, mas importa reconhecer que nem o campeonato português é a Liga dos Campeões, nem o Sporting é o Mónaco.

No próximo domingo será de esperar um Sporting muito intenso desde o primeiro minuto, à espera de ganhar vantagem o mais cedo possível, pelo que é necessário aguentar essa previsível avalanche inicial dos leões. Os dragões, por outro lado, mostram-se esta época letais no contra ataque, situação que poderá ser bem aproveitada por Marega e Brahimi. É bem provável que a iniciativa do jogo seja ‘oferecida’ aos leões, sem perder o controlo da partida nem a atenção que o rasgo individual de um irrequieto Gelson e a perspicácia de um atirador nato como Bruno Fernandes merecem. Neste ponto, recordo o segundo golo do Besiktas no Dragão para dar conta da importância que Danilo terá no encontro de domingo. Exige-se uma exibição de grande nível ao comendador, fechando todos os espaços na zona central dos leões, por sinal o corredor mais forte dos comandados de Jesus.

Neste momento, impera a dúvida sobre a disponibilidade de Doumbia, face à lesão sofrida na quarta feira. Temos um Sporting com Doumbia e outro com Bas Dost e, dependendo da aposta de Jorge Jesus, o FC Porto terá de se preparar para as duas situações. Com o costa marfinense, será de esperar um futebol mais vertical e de profundidade, procurando espaço nas costas da defesa. Com Bas Dost, perspetiva-se um estilo mais rendilhado e organizado, com a luta do meio campo a ser determinante para o desfecho final. A confirmar.

Foto de Capa: Super Sporting

Ricardo Anselmo

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