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O melhor onze de sempre do FC Porto: Hulk

Rui Sousa · 1 min

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Givalido Vieira de Souza, um desconhecido brasileiro a jogar no Japão, é contratado pelo FC Porto. Grande parte dos portistas foi apanhada de surpresa com esta contratação – a maioria esperava um nome sonante. Hulk era uma verdadeira incógnita para os milhões de dragões espalhados pelo mundo; como era possível gastar tanto dinheiro num jogador que ninguém conhecia? Foram 5,5 milhões de euros numa fase inicial, que se transformaram em 19 já depois de toda a gente se ter rendido ao poder do Incrível.

Hulk revelou-se um jogador ímpar em Portugal: técnica, força e velocidade num só jogador, algo que nos habituámos a ver apenas em campeonatos mais competitivos. A importância do então número 12 portista era tal que foi a primeira vítima de um polvo ainda em crescimento, que agora envergonha o futebol português, que aproveitou uma emboscada montada pelo Benfica no túnel da Luz para o suspender por quatro meses. Recorde-se que o castigo do brasileiro foi posteriormente reduzido para três jogos, quando este havia já cumprido 17! Depois de Hulk regressar, o FC Porto não mais perdeu.

Fonte: Templo do Dragão
Fonte: Templo do Dragão

A qualidade do talentoso canhoto não tinha par em Portugal e só o conseguiam segurar quando não jogava. Era a principal figura do campeonato português e, sem surpresa, acabou transferido para o Zenit num negócio avaliado em 60 milhões de euros. Para trás ficaram quatro campeonatos, três Taças de Portugal, três Supertaças, uma Liga Europa, 170 jogos, e 78 golos de Dragão ao peito.

O Incrível ganhou ainda um lugar na História do FC Porto, assim como um lugar no Museu e na melhor equipa de sempre do clube. Além disso, deixou muitas saudades a todos os portistas que não mais viram um extremo com aquela qualidade a jogar de azul e branco.

Foto de Capa: Telegraph

Rui Sousa

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