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O Momento da Semana – FC Porto

Ricardo Anselmo · 3 min

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O FC Porto falhou, não há como o negar. O contexto era altamente favorável e tudo se conjugava para que, finalmente, o dragão voltasse ao “seu” posto. Um conjunto interminável de fatores – que já foram altamente esmiuçados ao longo da semana e não importam aqui reproduzir – ditou que a classificação não se alterasse, para desespero das hostes portistas, que tanto ansiavam o assalto à liderança. Numa só jornada ter-se-á confirmado que a exatidão é algo que, na ciência do futebol, simplesmente, não existe.

Paços de Ferreira e Setúbal fizeram questão de nos lembrar que esta luta pelo título é muito mais do que uma simples corrida a dois. Após a escorregadela do rival na capital do móvel, competia ao FC Porto a conquista dos três pontos e a chegada ao primeiro lugar, posto que ostentaria assim que pisasse o relvado da Luz, na próxima jornada. Mais do que uma clara vantagem a nível psicológico, os dragões jogariam com essa liberdade de, salvo a incapacidade de conquistarem uma vitória no terreno dos encarnados, manterem pelo menos a vantagem pontual, isto é, claro, colocando de parte a hipótese de uma derrota.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

A desilusão foi e é grande, sobretudo se atendermos a que deste empate (com sabor a derrota) tiramos algumas ilações que, não sendo demasiadamente preocupantes, constituem sérios avisos que se pretendem ver atendidos (e consequentemente corrigidos) num futuro bastante próximo. A pressão que a equipa carregava para chegar ao primeiro lugar era amplamente positiva.

Um estádio a rebentar pelas costuras só poderia ser mais de meio caminho andado para a conquista desse objetivo. Nove vitórias consecutivas, futebol positivo, jogadores em grande forma, muitos golos marcados e poucos sofridos constituíam um excelente registo. Mas isso não bastou. O FC Porto não soube lidar com essa pressão e, não obstante todo o mérito que Nuno Espírito Santo merece ver-lhe reconhecido pela grande evolução da equipa em todos os parâmetros do jogo, as debilidades psicológicas que os jogadores denotaram a partir do momento em que o Setúbal empata é algo não condizente com o estofo de campeão com que os adeptos gostam sempre de ser confrontados.

A paragem do campeonato para os compromissos das seleções não poderia chegar em pior altura. A amargura de passar a (s) semana (s) a ‘moer’ no que poderia ter sido e não foi é absolutamente desagradável. Que o próximo jogo chegue o mais rapidamente possível. Confiantes de que os erros serão corrigidos e que a resposta será dada com a firme certeza de que este é o ano do FC Porto.

Foto de Capa: FC Porto

O MAIS DA SEMANA:

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Apoio das bancadas – Começam a faltar adjetivos para classificar a onda de apoio que os adeptos do FC Porto têm dispensado à equipa ao longo de toda a época e com particular incidência nas últimas semanas. Depois da afluência massiva ao aeroporto como forma de reconhecimento pelo empenho e rigor demonstrados em Turim, o Estádio do Dragão registou a segunda melhor assistência da época na tentativa de empurrar a equipa até ao topo. Desta vez não foi possível, mas a confiança e a feliz ausência de memória curta que a maioria dos adeptos do FC Porto tem permitem continuar a acreditar na conquista do título. Prova disso foram os cânticos de “Eu quero o Porto campeão!” e os muitos aplausos direcionados aos jogadores logo após o frustrante empate com os ‘abonados’ de Setúbal.

Foto de Capa: FC Porto

O MENOS DA SEMANA:

Fonte: Blogue Reflexão Portista
Fonte: Blogue Reflexão Portista

“Armas dos pequenos” – Esta foi a justificação que a generalidade da crítica entendeu implementar como forma de explicar o inqualificável anti jogo praticado pelos sadinos. “Cada um luta com as armas que tem.” Pois bem, enquanto for este o “nosso” pensamento, que ninguém se admire com a perda de lugares por parte de Portugal nas competições europeias.

Foto de Capa: FC Porto

 

Ricardo Anselmo

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