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O onze da minha vida

Rui Sousa · 4 min

Foto: Fora de Jogo

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fc porto cabeçalho

Todos nós temos aquele jogador que, de uma ou outra forma, nos marcou. Ou por ter uma atitude que contagiava os colegas, ou por passear classe, ou por marcar muitos golos… Qualquer motivo é válido para simpatizar com um jogador e o elevar ao estatuto de ídolo. Hoje proponho-me a seleccionar uma equipa de futebol com apenas dois requisitos: 1) todos os jogadores terem jogado no FC Porto e 2) terem, de alguma forma, ficado na minha memória pela positiva. Ter sido o melhor que já vi em determinada posição não é critério para a eleição, embora em alguns casos isso seja uma realidade. Sem mais demoras, o onze:

Fonte: GettyImages
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Vítor Baía
É o primeiro guarda-redes que me lembro de ver na baliza do FC Porto e, alguns anos depois, continua a ser o mais completo que por lá passou. Pelo ar, pelo chão, à queima-roupa, fosse por onde fosse, Baía habituou-nos a defesas impossíveis e a conquistas impensáveis. Vencer a Champions em 2004 foi apenas a cereja no topo do bolo.

Fonte: Esporte.com
Fonte: Esporte.com

Paulo Ferreira
Quando quiserem explicar alguém o que é um lateral-direito têm aqui o exemplo ideal. Irrepreensível no apoio aos defesas-centrais e assertivo no apoio ao ataque, Paulo Ferreira era aquele tipo de jogador que qualquer treinador que sabe o que quer gostava de ter na equipa. Não usava penteados excêntricos nem chuteiras às cores, mas mandava no flanco onde jogasse como poucos fazem.

Fonte: Getty Images
Fonte: Getty Images

Ricardo Carvalho
Toda a gente sabe quem é o Ricardo Carvalho e a classe que leva com ele para dentro de campo. Top mundial a defender, seguro com a bola nos pés e ainda se dava ao luxo de marcar golos com bastante regularidade. Daqueles que ficou na memória de todos.

Fonte: Doyen
Fonte: Doyen

Mangala
Havia aqui imensos jogadores para escolher, mas a personalidade determinada do francês desde cedo me fascinou. Foram várias as vezes que vibrei com aqueles sprints atrás de uma avançado e que culminaram com um desarme que tinha tanto de arrojado como de espetacular. Além disso é um jogador imperial no jogo aéreo e que muito deu ao FC Porto enquanto jogou de Dragão ao peito.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Alex Sandro
Para mim, o melhor lateral da actualidade. Não o melhor lateral-esquerdo! O melhor lateral. Ponto. Senhor de uma técnica muito acima da média para a posição que ocupa, uma visão de jogo capaz de fazer corar de inveja muitos médios e um rigor a defender ao nível daqueles defesas que se limitam a fazê-lo, Alex Sandro passou pelo FC Porto e não deixou ninguém indiferente. A força mental, a capacidade física e a humildade que sempre demonstrou fazem dele um dos jogadores que mais saudades me deixou.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Danilo Pereira
Só um grande jogador e , ao mesmo tempo, um grande profissional me faria deixar para trás nesta posição tanto Costinha como Fernando. Danilo consegui-o mesmo fazendo parte de uma equipa que não ganhou nada. Mas uma coisa ninguém pode negar: se tivesse ganho seria garças à enorme contribuição deste internacional português. Danilo é um jogador enorme, que enche o campo e contagia a equipa. Se ficar mais um par de anos estou certo que conquistará um lugar no museu do FC Porto.

Fonte: UEFA
Fonte: UEFA

Lucho González
São jogadores como Lucho que fazem o futebol parecer fácil. Pode haver quem seja tanto como eles, mas não conheço mais nenhum jogador tão fiável com a bola nos pés. Qual é o jogador que não gosta de ter na equipa um “Lucho”, alguém a quem sabe que pode passar a bola à vontade porque é garantia de ela ir redondinha para outro colega de equipa? El Comandante tinha essa enorme virtude que aliava a um profissionalismo sem igual

Fonte: Facebook Oficial de Deco
Fonte: Facebook Oficial de Deco

Deco
Quantos jogadores conhecem que fossem, em simultâneo, o número 10, fintassem com os dois pés e fossem melhores que o Pelé? Eu conheci apenas um e chamava-se Deco. Dos melhores de sempre que representou o FC Porto e que, além disso, carregou a equipa para a vitória na Champions em 2004.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Quaresma
O Harry Potter português é daqueles que não passa indiferente a ninguém. Magia e carisma nunca lhe faltaram, daí ter mantido sempre uma relação de amor-ódio com os adeptos portistas. Mas no fundo toda a gente o adorava e toda a gente sabia que houve alturas em que o FC Porto venceu jogos quase exclusivamente porque o Quaresma estava em campo. E não estou a dizer um ou outro, mas sim dezenas de jogos em que foi ele próprio a marcar um golo soberbo a tirar um cruzamento perfeito para quem estivesse na grande-área.

 

Fonte: Templo do Dragão
Fonte: Templo do Dragão

Hulk
“Apanha-me se puderes” era o título ideal para uma autobiografia de Hulk. Força, velocidade e técnica muito acima da média fazem deste extremo canhoto um dos melhores jogadores que Portugal já viu. Tal como Quaresma, era capaz de conduzir uma equipa de mecos à vitória.

Fonte: FPF
Fonte: FPF

Jackson Martínez
Era fácil para mim escolher o Falcao ou o Jardel para ponta-de-lança e quase nem precisava de me explicar, mas optei pelo Jackson. Como costumo dizer, marcar golo era o ponto fraco do Cha Cha Cha e mesmo assim marcava que se fartava! Jackson é um verdadeiro jogador de equipa, um ponta-de-lança que dá tudo o que tem pelo grupo e que, quando está em campo, consegue disfarçar as debilidades da equipa fazendo esta parecer melhor do que o que realmente é. Além disso é um verdadeiro senhor e que em muito me orgulha saber que representou o meu clube.

Foto de Capa: Fora de Jogo

Rui Sousa

Redação Bola na Rede · ver artigos