Publicidade

O Passado Também Chuta: A memória dos Clássicos é a alegria

José Luís Montero · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

o passado tambem chuta

A bola rolará e as almas em transe apelarão a todos os mitos para regressar a casa com o sorriso do vencedor. O teatro das operações é o belo Estádio da Luz. A relva, ainda que recente e cuidada ao milímetro, aninha todos os monstros sagrados que disputaram estes jogos. Um  dos grandes jogadores de sempre de Portugal e do FC Porto estará presente e aninhado na memória de todos: Pinga.

Participou no jogo em que o Porto sofreu um autêntico tsunami. Perdeu 12-2. Jogou-se no velho Campo Grande às 14 horas e um dos grandes de avançados de sempre do Benfica, Julinho, marcou quatro golos. Corria o ano de 1943 e o frio de Fevereiro foi combatido pelos jogadores do Benfica à base de golos. Ao reler este dérbi lendário, além de mencionar o Pinga, sinto-me na obrigação de mencionar um dos grandes centrais do futebol Português: Francisco Ferreira. Era segundo todos os relatos escritos e orais um defesa extraordinário, mas, como se essa qualidade o obrigasse a mais, nesse jogo, no minuto 77, marcou um golo. Antes já havia centrais que faziam o que hoje é considerado um predicado de alguns nas jogadas de estratégia.

O Benfica teve o privilégio de ter centrais como o Francisco Ferreira ou mais tarde, o Germano, assim o como o Porto teve a sorte de ter um madeirense nas suas filas que ficou para sempre na História do Futebol Português: o genial Pinga.

Pinga, um génio azul e branco Fonte: Memória Azul e Branca
Pinga, um génio azul e branco
Fonte: Memória Azul e Branca

Mas, o futebol é um jogo e jogado no quintal de casa ou no campo do adversário o resultado pode ser, sempre, uma enorme surpresa. Em 1996 jogava-se no Estádio da Luz a 2ª mão da Supertaça. As duas equipas tinham bons jogadores. No Benfica alinhava o brasileiro Valdo e no Porto marcava presença o também brasileiro Edmilson. No Porto jogava o atual comentarista Fernando Mendes e no Benfica dizia presente o seu atual colega de platô José Calado. De um lado alinhava o Jorge Couto e do outro Dimas; a vestir de azul evolucionava o Sérgio Conceição e pelo Benfica driblava o João Pinto. Eram duas equipas de gabarito e com jogadores experientes. Mas, o Porto veio para triunfar. O árbitro mal apitara e o brasileiro Artur fez o primeiro golo. O Estádio da luz começou a gelar. Mas, vieram mais até somar a contundente goleada de O-5. O Porto avassalou e talvez, se não fosse a atuação do guarda-redes benfiquista, Preud` homme, o resultado poderia ter transformado a Luz num gigantesco Iceberg. Não se pode falar deste jogo sem recordar que o Porto tinha, nesse jogo, uns suplentes de luxo que entraram para acabar de esfatiar o rival: Jardel, Rui Barros e Drulovic.

Está presente um novo Benfica-Porto. O passado estará colado às camisolas, no entanto, como o futebol é, felizmente, um jogo; pode acontecer o diluvio ou o tédio. Pode vencer, empatar ou ganhar o favorito ou o outsider. Pode-se chorar ou rir. Mas, fundamentalmente, pode-se disfrutar e ser feliz a ver um jogo de futebol.

José Luís Montero

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quatro pontos de distância, muito mais em jogo | Braga x Sporting

O Estádio Municipal de Braga recebe, esta sexta-feira, 9 de outubro, às 20h15, um dos encontros mais aguardados da oitava jornada da Primeira Liga portuguesa 26/27. Braga e Sporting estão separados por quatro pontos, num duelo que pode ter consequências importantes nas ambições das duas equipas. Os leões ocupam o terceiro lugar, com 15 pontos, ainda sem derrotas, mas já a seis do líder FC Porto. Os arsenalistas seguem na sexta posição, com 11 pontos e um jogo em atraso, procurando aproveitar o fator casa para se aproximar dos lugares cimeiros. A equipa de Carlos Vicens chega ao encontro depois de um empate sem golos diante do Santa Clara, numa temporada em que tem revelado consistência defensiva, mas também algumas dificuldades na concretização. Com apenas sete golos marcados em seis jornadas, o Braga apresenta números ofensivos modestos para as suas ambições. Do outro lado, o Sporting de Rui Borges continua invicto, mas os empates consecutivos frente a Famalicão e Arouca impediram os leões de acompanhar o ritmo do FC Porto. A formação leonina soma 17 golos em sete partidas, mas já consentiu oito, um indicador das dificuldades que tem sentido para controlar determinados momentos dos encontros.

Tiago Campos · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.