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Os 5 jogadores que saíram do México para o FC Porto no século XXI

Tiago Moura · 3 min

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O jogador da América Latina sempre foi valorizado pelo departamento de scouting do FC Porto e foram vários os atletas dessa região que se tornaram verdadeiros ídolos para os adeptos da equipa azul e branca. Há alguns anos atrás os dragões tinham uma extensa legião de fãs mexicanos quando Herrera, Diego Reyes, Corona e Miguel Layún pertenciam aos quadros do clube, mas apenas “El Zorro” e o mais recente defesa central do Fenerbahçe SK chegaram diretamente da Primeira Liga Mexicana.

Embora a aposta no mercado mexicano pareça uma aposta real e constante, a verdade é que foram apenas seis os jogadores (os próximos cinco que serão apresentados neste artigo, mais Omar Govea) que foram contratados a clubes do primeiro escalão mexicano. Nestas duas primeiras semanas do mês de agosto, o número promete subir para oito, uma vez que Agustín Marchesín já foi oficializado e Mateus Uribe parece estar bem encaminhado para jogar de dragão ao peito. O guarda-redes argentino e o médio colombiano saem do CF América, um dos maiores clubes mexicanos, para iniciarem a primeira passagem pela europa das suas carreiras.

5.

Fonte: CD Guadalajara

Raúl Gudiño – Chegou ao FC Porto depois de integrar os escalões de formação do CD Chivas Guadalajara. Apesar de ter ingressado nos dragões, inicialmente, a título de empréstimo, rapidamente mostrou que era uma jovem promessa e no fim da sua primeira época no clube foi contratado em definitivo. Não chegou a somar qualquer minuto pela equipa principal e durante a sua passagem por Portugal esteve emprestado ao CF União da Madeira e ao APOEL Nicósia. Na temporada passada foi vendido ao clube onde se formou, o Chivas, e foi titularíssimo contando com 30 jogos ao longo de toda a época.

4.

Fonte: FC Porto

Diego Reyes – O central de 26 anos chegou ao FC Porto com uma tenra idade e já tinha o rótulo de ser um dos melhores na sua posição no futuro. Quando se pensava que o prodígio que tinha saído do CF América seria aposta certa, ou pelo menos seria suplente na equipa principal, Paulo Fonseca enviara o jogador para a equipa B onde se manteve durante grande parte da época. O ano onde jogou mais pelos dragões foi a temporada 2017/2018 aquando da conquista do campeonato nacional e enquanto esteve contratualmente ligado à equipa portista esteve emprestado à Real Sociedad e ao RCD Espanyol, ambos clubes espanhóis.

3.

Fonte: FC Porto

Héctor Herrera – A estrela do CF Pachuca assinou pelo clube portuense em 2013/2014 e era visto como o substituto ideal de João Moutinho que tinha assinado com o AS Monaco muito recentemente. Inicialmente também passou pelo período de adaptação na equipa B, mas sempre a somar minutos na equipa A, de forma alternada. O mexicano foi durante muito tempo visto como o “patinho feio” do plantel, mas a atribuição da braçadeira de capitão a Herrera deu-lhe confiança, tanto que marcou o golo decisivo frente ao SL Benfica que deu quase como certo o título de campeão nacional ao FC Porto em 2017/2018. Saiu pela porta pequena, sem dar qualquer retorno financeiro ao clube, mas provou a todos os portistas que era um elemento essencial na equipa.

2.

Fonte: FC Porto

Jackson Martínez – Um dos colombianos que marcou os adeptos portistas, de sua alcunha “Cha, Cha, Cha”, apareceu no FC Porto em 2012, proveniente do Jaguares de Chiapas FC. Reconhecido como um dos melhores ponta de lança da Liga Mexicana,  grande parte da massa associativa apontava a sua idade (26 anos) como o principal defeito do jogador, visto que seria a sua primeira experiência no velho continente. Para a sorte de muitos e o azar de outros tantos, Jackson rapidamente pôs o Estádio do Dragão a dançar Cha, Cha, Cha e só parou quando foi a altura de sair do clube, mas não foi de mãos a abanar. Em três épocas fez 92 golos e conquistou uma Primeira Liga Portuguesa e duas Supertaças.

1.

Fonte: FC Porto

Agustín Marchesín – É o mais recente do FC Porto e é mais um craque a sair do CF América para os azuis e brancos. Foi considerado o melhor guarda-redes a atuar no México este ano e o seu palmarés conta com dois títulos de campeão da Liga Mexicana, duas taças Sul-Americanas e uma Taça do México. O seu caráter, o espírito de liderança e o facto de ainda poder fazer algumas épocas ao mais alto nível assemelham-se com a situação em que se encontrara Casillas quando chegou ao clube comandado por Pinto da Costa. O argentino deixou uma vasta legião de fãs no México, mas promete fazer muitos mais cá em Portugal.

Foto de capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Tiago Moura

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