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A posição de ponta-de-lança está identificada como uma das lacunas do plantel do FC Porto e é sabido que Sérgio Conceição pediu à SAD a contratação de um jogador para a posição e que garanta os golos que foram faltando ao FC Porto ao longo da época. Intensificam-se as negociações por Zé Luís, jogador que já representou o Gil Vicente FC e o Sporting Clube de Braga e que joga, atualmente, na Rússia ao serviço do Spartak de Moscovo. Posto isto, lançamos, hoje, no Bola na Rede, um top dos melhores avançados que vestiram de azul e branco no presente século.
5.

Benni McCarthy – O sul-africano aterrou no Porto em Janeiro de 2002 para se juntar ao plantel portista da época, a título de empréstimo. Foram 13 golos em 12 jogos e muita água deixaram na boca dos adeptos. Depois do FC Porto conquistar a Taça UEFA em 2003, foi pedido expresso de José Mourinho para o ataque à Liga dos Campeões do ano seguinte. Na retina ficam os dois golos apontados na eliminatória com o Manchester United. Era possante, mas móvel e de técnica apurada. No total foram 59 golos em 125 jogos. Saiu para Inglaterra, para o Blackburn Rovers e chegou a ser o melhor marcador da Premier League.
4.

Lisandro López – Chegou ao FC Porto em 2005 para jogar, inicialmente, como extremo. No entanto, foi no centro do ataque e sob o comando de Jesualdo Ferreira que deu nas vistas. Em 2007/2008 chegou mesmo a ser o melhor marcador da Liga. Era franzino, móvel e felino. Com sangue argentino não dava uma única bola por perdida e, apesar da baixa estatura, aguentava bem o choque. Para a história ficam 63 golos em 150 jogos ao serviço do clube. Saiu para o Lyon de França onde também foi referência e joga, atualmente, no Racing Avellaneda (clube que o formou), onde partilhou balneário com o mais recente reforço azul e branco, Renzo Saravia.
3.

Derlei – Depois três épocas ao serviço da UD Leiria (entre 1999 e 2002), chegou ao FC Porto pela mão de José Mourinho. No primeiro ano no clube foi, nada mais nada menos, que o melhor marcador da Taça UEFA, que o FC Porto acabou por vencer. Nessa mesma temporada marcou o golo decisivo com o qual o FC Porto bateu a UD Leiria na final da Taça de Portugal e foi herói em Sevilha, com dois golos apontados na vitória por 3-2 sobre o Celtic de Glasgow. No ano seguinte foi vítima de uma grave lesão e a sua preponderância na equipa foi menor. No entanto, ficará para sempre na memória dos portistas a grande penalidade que marcou na Corunha e que garantiu a passagem à final da Liga dos Campeões. Ninja, como era conhecido, era veloz e muito forte nos duelos. Era o terror para qualquer defesa. Deixou o FC Porto após 92 jogos e 39 golos e chegou, uns anos mais tarde, a representar os principais rivais do clube, sem grande sucesso.
2.

Jackson Martinez – Provavelmente o mais completo da lista. Contratado aos mexicanos do Jaguares em 2012, Cha Cha Cha, como é conhecido, foi uma máquina de fazer golos enquanto vestiu de azul e branco. Três épocas de dragão ao peito e três épocas como melhor marcador da Liga Portuguesa. Tinha tudo. Era forte fisicamente, ágil, jogava bem de costas para a baliza, era dotado de uma técnica acima da média e tinha golo. Marcou um total de 92 golos em 136 jogos pelo clube. De Portugal saiu para Espanha e acabou por não ter o sucesso que se lhe augurava. Vítima do estilo de jogo de Simeone (treinador do Atlético de Madrid), de algumas opções de carreira infelizes e de uma gravíssima lesão, acabou por voltar ao nosso futebol no princípio da época passada para representar o Portimonense CP.
1.

Radamel Falcão – El Tigre terá sido, provavelmente, o melhor avançado centro que vi jogar. Na sua melhor forma era mortífero. Até hoje não vi nenhum jogador da sua posição com faro de golo tão apurado. Era dono de um jogo de cabeça ímpar e de uma sensacional inteligência na movimentação e no ataque à bola. Atuou pelo FC Porto entre 2009 e 2011. O ex-libris da sua passagem pelo clube foi a Liga Europa de 2010/2011, na qual foi o melhor marcador com 17 golos e que culminou com a conquista do título por parte dos Dragões. Quem não se lembra do poker ao Villareal na meia-final? Fez 87 jogos e marcou 72 golos de Dragão ao peito. Em 2011 rumou ao Atlético de Madrid onde se tornou referência. Atualmente joga no Mónaco onde foi figura de proa no campeonato conquistado pelos monegascos em 2017 e pelo meio teve uma passagem infeliz por Inglaterra.
Foto de Capa: FC Porto
artigo revisto por: Ana Ferreira












