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Um dos momentos marcantes da semana foi a conferência de imprensa de NES, a dada altura e em resposta a uma pergunta, que alias tem sido repetida varias vezes, se a equipa já é uma equipa à Porto? NES resolveu responder através de alguns desenhos e grafismos.
O que dizer desta atitude? Em primeiro lugar gostaria de referir a disponibilidade do treinador portista, que demonstrou um grande respeito pelo jornalistas, porque teria sido mais fácil e rápido dizer apenas algumas palavras usuais e terminar a conferência por ali, mas em vez disso tentou explicar de uma forma pouco usual o que para ele é muito importante, a união e o compromisso do grupo.
NES celebrizou a frase “somos porto” e também por isso os jornalistas repetem muitas vezes perguntas sobre esse tema, e o treinador portista não foge as questões e tem frisado esse fator como sendo um pilar para a sua ideia de FC Porto.
Agora avaliando a técnica de comunicação utilizada, eu deixo uma pergunta, se NES tivesse dito aqueles palavras, “ compromisso, cooperação, comunicação” sentado, calmamente no seu tom de voz sereno, alguém teria ficado com elas na cabeça? Alguém passado alguns dias conseguiria repetir essas mesmas palavras? Eu penso que não, por isso e mesmo com desenhos de fraco nível a mensagem passou, e esse era o objetivo.
Numa equipa onde nas ultimas três épocas os títulos desapareceram, em que o descrédito dos adeptos é grande, a instabilidade é evidente, um pilar para começar a construir algo tem de ser um grupo fortíssimo, com uma união inabalável, com muita atitude, e esse tem sido o ponto onde NES tem trabalhado afincadamente e penso que os resultados já estão à vista, talvez seja o plantel mais unido dos últimos anos.
Outro ponto onde o treinador azul e branco tem vincado o discurso, tem sido o peso que o estádio do Dragão tem de ter nos resultados obtidos, todos estão recordados que as Antas ou Dragão eram quase intransponíveis para os adversários, dos estádios mais temidos da Europa, e é isso que NES quer recuperar, e o primeiro passo para isso é ter o chamado jogador à Porto (Jorge Costa, Paulinho Santos, João Pinto) são alguns exemplos de jogadores que a massa associativa admirava, que davam a vida pelo clube, que deixavam tudo em campo, podiam nem ser aqueles artistas de grande requinte técnico mas cansavam só de ver, antes quebrar que torcer era o lema. E neste Porto de NES já se começa a ver isso.

Fonte: FC Porto
Depois destas vertentes é evidente que tem de existir qualidade, quer no trabalho do treinador quer no talento individual dos jogadores, a equipa esta a crescer a nível tático e isso é obra do NES, e o talento individual começa a explodir, Oliver, Jota, Otávio e André Silva são casos evidentes.
Resumindo estes são os pilares que o NES quer implantar, ter um grupo unido (um bom balneário) com jogadores de ADN Porto (Somos Porto), com o publico do Dragão a empurrar, juntado qualidade no trabalho (que NES possui) e o talento individual (que existe) ao dispor do coletivo e estão reunidos todos os condimentos para uma época ganhadora.
Para finalizar falo de algo que é típico na sociedade portuguesa, a crítica fácil, muitos de nós dizemos que as conferências de imprensa são sempre iguais com discursos sempre redondos e sonolentos, quando alguém faz algo diferente é prontamente criticado e ridicularizado, humor adoro, critica fácil desprezo.
O grande teste a todas estas vertentes é já no dia 6 de Novembro na receção ao Benfica.
Foto de capa: FC Porto













