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Pizzi: Seja a extremo ou a médio, tem um olho em todos os cantos do relvado

Alexandre Matos · 3 min

Pizzi: Seja a extremo ou a médio, tem um olho em todos os cantos do relvado
Foto: Carlos Silva/Bola na Rede

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Em semana de Clássico entre Futebol Clube do Porto e Sport Lisboa e Benfica, e em tom apaziguador numa rivalidade que é muitas vezes tóxica e prejudicial ao ambiente do futebol português, irei fazer a apresentação do jogador que mais admiro no plantel dos encarnados e este é, para mim, Pizzi. O médio que tanto pode jogar no meio como numa das alas é o jogador mais criativo do SL Benfica e tem sido a força motora do meio-campo, e do ataque das Águias.

Já defende o clube da Luz há muitos anos e tem sido, consistentemente, um dos melhores jogadores no clube. Desde 2014/2015 que é um dos elementos do plantel com maior utilização, e não é por acaso. Consegue sempre ser dos melhores marcadores e dos que dá mais assistências, mas este ano tem-se destacado, principalmente, pelos golos que marca. A cerca de metade da época, já quebrou todos os seus marcos de tentos com sucesso. A partir da ala-direita, mas procurando sempre os espaços interiores, no 4-4-2 de Bruno Lage, Pizzi usa como ninguém a sua boa chegada à área e a sua forte capacidade de cruzamento como forma de tornar mais imprevisível o seu jogo. Isto é, põe a dúvida nos defesas e médios adversários acerca dos seus movimentos, visto que tanto pode jogar por dentro e atacar a baliza daí, como também tem a capacidade de ficar aberto no flanco e cruzar certeiramente.

No sistema de apenas dois médios centros do Benfica, é crucial que haja um “terceiro” médio que venha procurar os espaços interiores e que combine bem com o ponta-de-lança e com o segundo avançado. E, num jogo tão apertado como será aquele contra o FC Porto, o controlo do meio-campo, normalmente, dita o vencedor. No jogo da primeira volta, foi exatamente a presença de Romário Baró nesse mesmo espaço entrelinhas a conquistar a vantagem para os Dragões. Nesse encontro, Pizzi não foi eficaz e, consequentemente, o Benfica não foi eficaz.

Fonte: Bola na Rede

O Benfica deste ano tem sido muito isso mesmo, é forte quando Pizzi está forte. E, mesmo quando a equipa não está a conseguir desbloquear, é tantas vezes o médio internacional português a encontrar aquele último passe, a fazer a desmarcação certa e a finalizar com sucesso. Para adicionar a isto, é muitas vezes ele que marca as bolas paradas. Momentos do jogo esses que assumem grande importância em jogos de alta tensão como são os Clássicos. E é mesmo nestes momentos que o Benfica e Bruno Lage sabem que podem contar com Pizzi.

Para além de toda a sua qualidade tática e técnica, é também um jogador muito forte mentalmente. Não tem medo de assumir as responsabilidades do jogo e é um dos capitães do clube. É um jogador que percebe completamente o que o seu treinador quer, enquanto que, ao mesmo tempo, consegue ainda ser aquele que percebe os seus adeptos e as suas exigências. Pizzi tem raça, determinação e puxa sempre por todos os colegas de equipa.

Pizzi é um jogador, completamente, indiscutível no Benfica, joga em todos os jogos em que está disponível, estando cansado ou não, e a verdade é que decide jogos. E esse tipo de jogadores valem ouro. Seja qual for a pele clubística de cada pessoa, há que valorizar a qualidade de Pizzi e a sua importância para o futebol português. Porque são este tipo de jogadores que fazem falta no nosso campeonato.

Foto de Capa: Carlos Silva / Bola na Rede

Artigo revisto por Joana Mendes

Alexandre Matos

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