Publicidade

Renovar ou não renovar, eis a questão

André Eusébio · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

portosentido

Em Hamlet, escrito por William Shakespeare, é o próprio Hamlet que segurando uma caveira pronuncia a célebre frase “To be or not to be, that is the question”, Em português, Ser ou não ser, eis a questão. No Porto, Jackson Martinez faz o papel de Hamlet e a caveira transformou-se num contrato com o F.C.Porto.

Tanto Jackson Martinez como o seu empresário, Luís Manso afirmam que o desejo é renovar com os azuis e brancos. Manso disse ainda que Jackson está focado no Porto e que não há intenção do avançado colombiano mudar o emblema que representa. Os factos são claros. O contrato de Cha Cha Cha Martinez liga o jogador ao Porto até 2016 com uma cláusula de rescisão fixada em 40 Milhões de Euros. Tanto o avançado e o agente como os dirigentes do Porto confirmam que é um objectivo comum manter Jackson no Porto. Jackson Martinez é, actualmente, dos activos mais, senão o mais, valiosos do plantel portista. Em caso de renovação, o contrato de Jackson, de que o Porto detém todos os direitos, vai passar a ter uma cláusula de rescisão de 60 Milhões de Euros. Mais 20 Milhões do que actualmente estão estipulados.

No mundo do futebol nada se pode dar por certo até estar certo. Caso mais recente foi a contratação de William, que rumou a Stanford Bridge em vez de White Hart Lane. Isto é, embora haja o compromisso, falado, de que há interesse de ambas as partes numa renovação, são muitos os rumores que apontam Jackson a outro grande emblema europeu. O mais recente é o colosso Real Madrid. Por terras espanholas Jackson faz capas de jornais e é apontado como o “novo número 9” da equipa de Madrid. Desde a saída de Gonzalo Higuain para o Nápoles que o Real Madrid se encontra no mercado à procura de um novo ponta-de-lança para fazer concorrência a Benzema. Falou-se em Falcao (AS Mónaco) que se dizia “insatisfeito” com o projecto do Mónaco, Luis Suárez (Liverpool), jogador mal-amado e contestado em Inglaterra, Robert Lewandowski (Borussia Dortmund), jogador que tem, consistentemente, aumentado de valor devido à sua qualidade e boas exibições. A estes colossos da grande área junta-se… Jackson Martinez.

Jackson Martínez / Fonte: http://cdn.controlinveste.pt/
Jackson Martínez / Fonte: http://cdn.controlinveste.pt/

O Porto de Paulo Fonseca é mais forte com com Jackson. O avançado colombiano é uma peça fundamental da forma de jogar do Porto. Com a sua grande mobilidade, que lhe permite surgir em qualquer parte da área para fazer o golo, e a grande capacidade de finalização (tanto de cabeça como com os pés), Jackson é um jogador que faz a diferença e que não pode ser deixado de parte. Mas Jackson Martinez nasceu para estar só. O colombiano é um jogador que joga sozinho na área, sem companheiro. As tentativas de Paulo Fonseca em colocar um homem ao lado de Jackson foram ,sempre, mal executadas.

No entanto, negócios com valores, tanto de 40 como 60 milhões, é algo que o clube azul e branco não pode deixar passar. Pinto da Costa é conhecido por fazer grandes negócios com grandes retornos financeiros para o Porto. Pois, como portista que sou, que o nosso presidente se despache a renovar. O comboio Cha Cha Cha está na estação do Porto mas aproxima-se a partida para uma outra estação. Há apenas uma hipótese: Jackson renova, fica até ao final do ano e, só então, sai pela cláusula de rescisão estipulada no contrato. É audaz, sim. Mas o Porto também sabe fazer negócios audazes.

André Eusébio

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Benfica

2 anjos e 2 diabos convertidos | Benfica

O mundo não é transparente, preto e branco ou qualquer outra singularidade imutável. Como diria Bruno Nogueira no Último a Sair, "O mundo é bué cenas". E, fazendo uso da expressão, é a evolução, a mutação e o desenvolvimento dessas cenas o motor para a passagem dos dias não ser apenas isso. A sucessão de acontecimentos do Benfica funciona desta maneira. Nos últimos anos, sucederam-se treinadores, mudanças estruturais e conjunturais e mercados de transferência que, na sua sequência, levaram a que, ao dia de hoje, Andreas Schjelerup e Gianluca Prestianni sejam os grandes dínamos do futebol encarnado. Quando foram contratados, o norueguês em janeiro de 2023, o argentino um ano depois, não era propriamente surpreendente vislumbrar na dupla criativa o futuro das águias. Os meses - mesmo anos - seguintes deixaram algumas dúvidas e hesitações sobre o assunto, quase sempre mais pertinentes pela qualidade da aposta do que pela qualidade dos intérpretes, mas 2026 tem ajudado nos esclarecimentos. Já não é só o futuro que passa pela dupla criativa. O presente também o é. 

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.