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O Rio Ave é uma daquelas equipas que me põem sempre nervoso. No ano passado, o Rio Ave foi, a par do Paços de Ferreira, a equipa revelação da Liga Portuguesa. De cada vez que o Porto recebe ou visita o Rio Ave, as contas não são fáceis para o Porto. Para além de perder pontos, faz exibições que não representam a qualidade da equipa do Porto. Para além disso, neste momento o Porto não está na máxima força…

Em Vila do Conde, o Porto entrou bem na partida. Dominou, teve a bola e teve o comando do jogo. No banco, faltava Quintero. O menino prodígio colombiano ficou de fora por opção de Paulo Fonseca. No entanto, a verdadeira surpresa estava no onze inicial: Carlos Eduardo. O médio brasileiro foi o grande impulsionador da equipa do Porto. Com grande qualidade de passe, boas movimentações e uma grande entrega, o médio mostrou serviço com a camisola azul e branca. Sem dúvida um caso de um jogador a mostrar que tem lugar no onze inicial.

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Carlos Eduardo pode ser uma opção para o onze / Fonte: JN

Começa a tornar-se um hábito para o Porto sofrer pelo menos um golo. Embora tenha entrado bem (com o golo de Maicon logo a abrir a partida), acabou por sofrer um golo de Edimar, naquela que foi a melhor jogada do Rio Ave durante o jogo todo. A partir daí, o Porto voltou a impor o seu jogo, confinando o Rio Ave à sua grande área. A resistência vila-condense durou até Jackson Martinez dar um ar da sua graça.

O colombiano continua a facturar e leva já 11 golos no campeonato (menos dois do que Montero, do Sporting). Começa a surgir, no Porto, a tendência para “quando é preciso um golo, Jackson marca”, uma tendência demasiado vincada no jogo da equipa. A cada jogo que passa, nota-se, cada vez mais, o início de uma “Jackson-dependência”. De facto, quando Jackson não marca a equipa emperra sem soluções. Até porque no banco está Ghilas, que ainda tem de provar que é uma alternativa a Jackson. O argelino, no pouco tempo que teve de jogo, não mostrou grandes indícios de ser matador.

Paulo Fonseca continua a não tomar decisões, a meu ver, certas. O treinador portista mexeu tarde e as substituições não foram as mais acertadas. A troca de Lucho por Herrera, devido ao desgaste do argentino, até se entende. Porém, a troca de Kelvin por Licá é algo que me deixa grandes dúvidas. Numa altura em que o jogo está 2-1 para o Porto, com o domínio da posse de bola e o controlo do jogo, é fundamental que o meio-campo não vacile. Kelvin é um bom jogador: rápido, com um bom toque de bola, capaz de mexer num jogo. No jogo com o Rio Ave, o Porto acabou por perder com a entrada do extremo.

No final, uma vitória sólida do Porto. Ainda não está na forma máxima mas as vitórias, após um mau resultado como o de Madrid, são fundamentais para uma evolução positiva. O Porto não está excelente, está médio. O nível médio é suficiente para manter a corrida a três, mas será preciso mais para conquistar o campeonato.

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