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E assim de repente… 1 ponto! Apenas um mero ponto separa o FC Porto “de onde quer estar” como tantas vezes diz Nuno Espírito Santo. No Reino do Dragão vivem-se dias felizes, dias nos quais a esperança impera, dias que ainda não se tinham vivido esta época. Num ápice, e apenas três semanas depois de terem visto a distância pontual para o líder subir para 6 pontos, os portistas veem agora o seu clube depender apenas de si para chegar ao título.

O momento é bom, a confiança está em alta e há razões para acreditar num final feliz. No entanto, e sem querer (longe de mim) abalar as hostes azuis e brancas, há algo que me vem preocupando bastante e que nem a redução de distâncias teve o condão de desvanecer: as prestações do Porto fora de portas.

Apesar de, como já disse, as perspetivas de sucesso serem, por esta altura, as melhores desde que se iniciou a Liga NOS, o que é facto é que, invariavelmente, o FC Porto vacila longe do Dragão. É verdade que na Amoreira o Porto balançou mas não caiu e que, porventura, de lá saiu mais vivo do que nunca. Mas não deixa de ser, igualmente, verdade que, mais uma vez, num jogo fora, teve uma prestação não mais do que medíocre. Há dificuldades recorrentes em fazer golos, com a agravante de, no sábado, as dificuldades se terem estendido à criação de situações para concretizar os tais golos. Jogo muito pobre.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Ora vejamos, o FC Porto disputou, até ao momento, 9 jogos longe do seu reduto e conquistou apenas 16 pontos fruto de 4 vitórias, 4 empates e 1 derrota (contra 9 vitórias e 1 empate no Dragão). Quer isto dizer que o FC Porto, candidato ao título, tem uma percentagem de vitórias abaixo dos 50% em jogos deste cariz. Podemos concluir, então, que há, indiscutivelmente, motivos para apreensão. Esses motivos sobem de tom quando verificamos que os 4 empates foram em Tondela, Setúbal, Belém e Paços de Ferreira.E todos pelo mesmo resultado. O fatídico 0-0.

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Voltando ao passado sábado e ao jogo na Amoreira, não fosse um penalty caído do céu na fase final da partida e se calhar o Estoril, uma das equipas que pior futebol pratica no nosso futebol, ter-se-ia juntado aos “clube dos empates”. Denota-se, portanto, um paradigma.

Foto de Capa: FC Porto

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Fervoroso adepto do futebol que é, desde o berço, a sua grande paixão. Seja no ecrã de um computador a jogar Football Manager, num sintético a jogar com amigos ou, outrora, como praticante federado ou nos fins-de-semana passados no sofá a ver a Sporttv, anda sempre de braço dado com o desporto rei. Adepto e sócio do FC Porto e presença assídua no Estádio do Dragão. Lá fora sofre, desde tenra idade, pelo FC Barcelona. Guarda, ainda, um carinho muito especial pela Académica de Coimbra, clube do seu pai e da sua terra natal. De entre outros gostos destacam-se o fantástico campeonato norte-americano de basquetebol (NBA) e o circuito mundial de ténis, desporto do qual chegou, também, a ser praticante.                                                                                                                                                 O Bernardo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.