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Trocas & Baldrocas: FC Porto e Sporting CP

Pedro Filipe · 3 min

Sporting CP FC Porto
Foto: Rafael Ferreira/Bola na Rede

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E se um clube pudesse buscar o jogador do rival mais interessante para a sua formação? Partindo do clássico que opõe FC Porto e Sporting CP, quisemos fazer um exercício: Se os leões pudessem vir buscar um jogador dos portistas, qual seria o mais interessante? E se os dragões pudessem ir a Alvalade um dos atletas do rival, quem poderia ser?

Para que se faça uma escolha acertada para cada uma das equipas, é preciso relembrar como cada uma das duas equipas joga.

Sporting CP

Desde que Ruben Amorim assumiu o projeto no decorrer de 2019/2020, os Leões jogam em 3x4x3 com três centrais e dois alas bastante projetados. 

No meio campo para além dos alas, há um medio defensivo e um médio mais próximo da tripla ofensiva e que faz a ligação pelo meio entre o setor intermediário e o atacante. Na frente ofensiva, há dois extremos e um homem no centro que pode ser uma referência ofensiva ou um jogador mais movel que troque muitas vezes de posição com os colegas dos corredores.

FC Porto

Com a saída de Vitinha e sem um box to box com a mesma capacidade de passe e de transporte da bola, Sérgio Conceição acabou por adaptar o esquema tática para um 4x4x2 melhor definido. 

Apesar de a linha defensiva ser a quatro, os laterais também estão muito projetados para o ataque, combinando com os médios ala. No setor intermediário, varia a utilização de um ou dois elementos mais defensivos. Um médio com o perfil mais ofensivo também deriva para uma das alas. No ataque, há uma dupla no centro com uma referência mais fixa na grande área e o outro elemento com maior liberdade de movimentos.

Pepê – Sporting CP

Este Sporting obriga a que os alas tenham uma grande profundidade especialmente a nível ofensiva. Pêpê que começou a carreira no Grémio de Porto Alegre como ala precisamente também é aposta muitas vezes por Sérgio Conceição para lateral direito.

A capacidade técnica, a qualidade no passe especialmente curto e a velocidade ofereciam ao leão chama no movimento ofensivo pelo lado direito. Para além disso a sua mobilidade e a polivalência (joga melhor a extremo esquerdo, mas pode jogar em qualquer posição do ataque e ocupar ainda o meio campo) poderia dar a Ruben Amorim um lote importante de soluções em partidas difíceis de desbloquear.

Morita – FC Porto

A escolha óbvia até poderia ser Pote ou algum elemento para as laterais. Contudo, a forma de jogar do Porto 2022/23, em relação à da época anterior, teve de ser alterada pela saída de Vitinha e não se ter conseguido arranjar um substituto à sua medida.

Sem um elemento com a capacidade de passe e de condução de bola como tinha Vitinha, a equipa parece ter maiores dificuldade em ligar o jogo, especialmente setor intermediário com o ofensivo. O modelo de jogo acabou por ficar algo limitado.

Por isso, surge o médio internacional japonês do Sporting. Morita tem boa qualidade de passe, capacidade técnica no 1×1 e facilidade em chegar a zonas de finalização e de visar a baliza.

Por outro lado, também sabe pressionar os adversários quando a equipa está sem bola, mas por vezes “vai com muita sede ao pote”, o que acaba por fazer com que seja ultrapassado pelo adversário. Falta um pouco mais de interpretação no jogo sem bola e de ser mais constante na procura do esférico e de estar em jogo. Nada que não pudesse ser melhorado.

Pedro Filipe

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