O futebol vive um dos piores momentos desde a sua existência, com o anúncio da Superliga Europeia e a ingressão de clubes lendários, fica marcada uma página negra na história do desporto que tanto gostamos. Ficam a ganhar os ricos e poderosos, no entanto os clubes com menos capacidade financeira, como o FC Porto, perdem a oportunidade de competir e surpreender os adversários.

Ainda assim, os milhões não compram história. Neste capítulo o FC Porto tem para dar e vender. Foi conhecido através do presidente Pinto da Costa que os Dragões foram uma das equipas sondadas para ingressar na competição, rejeitando esta aproximação não oficial, fica clara uma posição que acompanhada a desaprovação mundial perante este movimento do futebol europeu. Vejamos, é impossível negar que os milhões gerados pela participação seriam como um colete salva-vidas para a situação financeira delicada que os azuis e brancos atravessam, mas o respeito e a admiração que os adeptos e sócios sentem torna-se mais importante neste momento.

Esta é uma posição importante também para o futebol português, um dos grandes a passar esta mensagem significa que a competitividade (que tantas vezes é posta em causa no nosso país) é relevante para o bem do desporto, e a liga pode continuar a oferecer surpresas. A entrada nesta competição de qualquer clube nacional seria um franco desrespeito para os projetos existentes.

Para o FC Porto a competição europeia mais importante é a Liga dos Campeões, é essa que traz os milhões necessários para manter o clube, a emoção em cada jogo e a oportunidade de fazer história tal como aconteceu em 1987 e 2004, com prestações eufóricas para quem acompanha. Jogar contra a Juventus FC ou o Chelsea FC é especial porque são jogos que acontecem com um espaço de tempo longínquo. Numa Superliga seria como jogar um clássico todas as semanas – eventualmente os níveis de motivação tornar-se-iam mais baixos ao longo da competição.

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O futebol são as ligas nacionais, os Europeus e Mundiais, o futebol é Champions e Liga Europa, o futebol não são milhões e desdém perante a opinião de quem o apoiou e o tornou o que é hoje, amor incondicional pelo símbolo que carregam ao peito. Todas as equipas que ingressaram na competição, e os que ainda vão ingressar, mostram um desrespeito total pela história, e apresentam também as suas verdadeiras intenções – encher as contas bancárias.

A frase “created by the poor stolen by the rich” (criado pelos pobres, roubado pelos ricos) nunca fez tanta sentido como agora. Um bem-haja a todos aqueles que se opõem a esta aberração desportiva.

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