Publicidade

Valeu a pena não ser Campeão da Europa?

Bernardo Lobo Xavier · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Nos tempos que correm há um jovem da formação que tem enchido as medidas dos adeptos e, acredito eu, do treinador Sérgio Conceição. Hoje falamos sobre aquele que é, talvez, o jogador da cantera portista melhor posicionado para assumir um lugar na equipa principal a curto/médio prazo. Falo de Diogo Leite.

As recentes exibições em contexto de pré-temporada (é importante referi-lo) têm sido bastante satisfatórias e, assim que haja paciência de treinadores, dirigentes e adeptos e que corrija algumas lacunas que naturalmente ainda tem no seu jogo, Diogo pode vir a ser um dos esteios da defesa azul e branca num futuro próximo.

Este jovem de 19 anos (feitos em Janeiro último) conta com um já largo percurso pelos vários escalões da seleção nacional. No entanto, não deixa de ser curioso que seja precisamente no momento em que abdica (fica a dúvida se por decisão pessoal ou por indicação do clube) de estar presente no Euro sub-19 (Portugal acabou por se sagrar campeão) que Diogo Leite entra na discussão por um lugar no plantel principal e, até, no 11 inicial do FC Porto. Tem utilizado, nas últimas épocas, o palco dos sub-19 e da equipa B para se afirmar como um jogador de enorme potencial e margem de progressão.

Não sendo alto (para a posição que ocupa) também não é baixo (188cm) e tem como pé preferencial o canhoto (uma raridade nos dias que correm), sentindo-se bem, portanto, a jogar como defesa central esquerdo. Impressiona, principalmente, pela sobriedade, calma e elegância com que executa todas as suas ações em campo. Tem uma leitura de jogo bastante acima da média, o que lhe confere uma capacidade invulgar de jogar na antecipação. Praticamente intransponível pelo chão, está sempre no sítio certo. Impecável a dobrar o lateral e o central que joga ao seu lado. É, portanto, um central muito completo. Pode melhorar na saída de bola onde ainda erra alguns passes, mais por causa de alguma ansiedade do que por falta de competência.

Diogo Leite acaba de renovar contrato com o FC Porto até 2023
Fonte: FC Porto

Feito o raio-x, é importante salientar que embora tenha demonstrado qualidades nas diferentes áreas do jogo abordadas é muito cedo, dada a sua tenra idade, para perceber ao certo onde poderá chegar e se terá a capacidade de confirmar todos estes créditos nos mais altos níveis de competição. No entanto, fica a ideia de que com o apoio certo, a cabeça no lugar e, acima de tudo, com oportunidades, pode vir a ser um caso sério no nosso futebol e mais um talento made in FC Porto, lançado com sucesso na equipa principal.

Em suma, com a saída de Marcano (também ele canhoto) para os italianos da Roma e a lesão de Mbemba, Diogo Leite pode vir a ser a solução ideal para o lado esquerdo do centro da defesa portista, dada a sua qualidade e potencial e os constrangimentos financeiros que reduzem a margem de manobra do clube no mercado nos dias que correm. Excelente notícia e ato de gestão por parte da SAD ao renovar o contrato (confirmado esta segunda-feira) deste jovem jogador.

Nota: Importa referir que Diogo Queiroz (central presente no Euro sub-19) também apresenta enorme margem de crescimento e que, a breve prazo, poderá juntar-se a Diogo Leite, formando uma dupla de centrais 100% made in Olival.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Bernardo Lobo Xavier

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

FC Copenhaga 3-0 Braga | E o Gverreiro gelou

O Copenhaga nunca tinha ganho no Parken a um opositor português. Vindos da pior época da sua história (sétimo lugar interno, disputa da fase de manutenção), aos dinamarqueses resta fazer pela vida para reassumir a dianteira do seu futebol. No fim-de-semana, a derrota no terreno do Midtjylland encurtara a vantagem no topo para apenas dois pontos – poderia esse tropeção adornar o encontro com o Braga de importância extra? Pareceu definitivamente que sim, dada a energia com que a equipa de Bo Svensson entrou a pressionar Gverreiros. O ímpeto, típico de anfitrião em jogo europeu, não deveria assustar arsenalistas, tão ou mais habituados que o Copenhaga a contexto internacional. E, mesmo por isso, passando a primeira onda de histeria, o jogo acalmou. No meio do marasmo ainda surgiu oportunidade para balançar as redes portuguesas, mas Travassos estava concentrado e salvou golo certo. O agressivo 4-2-3-1 de Bo Svensson (2,4 golos por jogo na Superligaen e 17 golos nos play-offs da Conferência) era manietado pelo 3-5-2 híbrido de Carlos Vicens, com o miolo Moutinho-Tiknaz-Gorby a ganhar ascendente na luta física e na luta pela posse de bola. No apito final da primeira metade, os portugueses contavam com 63%, superioridade notável ao nível do passe (301 completos para 169) e mais oportunidades reais de aproximação à outra baliza.

Pedro Cantoneiro · 2 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.