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Dos pontos que fugiram em casa contra vikings e otomanos, a uma quase vitória em Castela contra os descendentes dos Filipes, Portugal na CEE voltou a desiludir. Comecemos pelos dragões:
FC PORTO
Copenhaga é uma cidade rica em cultura e a capital de um dos países com melhor PIB na Europa, mas uma coisa pela qual os dinamarqueses não são famosos, é pelo seu futebol. Verdade que a selecção teve os seus feitos (conquista do Euro’92), mas desde então pouco se tem visto. Era de esperar que NES conseguisse os 3 pontos com facilidade, e o jogo começou por dar sinais disso mesmo. Aos 13 minutos, e numa jogada que viria a ser a melhor dos dragões na partida, André Silva combina com Otávio que rematou para o fundo das redes e inaugurou o marcador. Parecida tudo bem encaminhado e com naturalidade o Porto chegou ao intervalo a vencer. O problema veio depois. De forma inesperada o Porto foi entrando em coma, e um chouriço de Cornelius ofereceu o empate aos dinamarqueses aos 51 minutos. O Porto não conseguiu fazer nada até ao fim e acabou por deixar fugir 2 pontos em casa e viu o campeão inglês vencer o Brugge por 0-3. Parece que afinal de contas o grupo não vai ser assim tão fácil.

Fonte: FC Porto
SL BENFICA
Ah Benfica, Benfica, Benfica….Que posso eu dizer sobre a equipa que teve tudo no Guedes, mas ainda assim não aprende. Atenção, a exibição encarnada, do ponto de vista tático, é brilhante, sem erros a apontar. O Besiktas começou melhor, mais espevitado, mas uma diagonal de Salvio trocou as voltas à defesa, o redes turco defendeu como pôde o remate de Toto, e Cervi, mais rápido do que a própria sombra, e a sombra dele é baixinha, logo ele teve de ser bem rápido, chegou e fez o 1-0. Bastante à semelhança dos dragões o Benfica encerrou os primeiros 45 minutos na frente e bem. Inicio de segunda parte e o Benfica por cima, na caminha para a reta final da partida, Guedes aproveita uma enterra da defesa turca, fica na cara de Zengin, e remata bem colocado para o guarda-redes defender. Guedes deitou as mãos à cabeça e minutos depois à consciência. Talisca que tinha entrado no decorrer do segundo tempo tem um livre bem ao seu jeito aos 93, e faz o 1-1. Talisca de livre já se sabe, Ederson dá a ideia que podia ter feito melhor, o Benfica empata em casa no primeiro jogo e isso pode comprometer mais tarde.

Fonte: UEFA
SPORTING CP
Jogazo no Santiago Bernabéu, casa cheia para receber a pátria de Ronaldo, numa partida que desde do nome do estádio aos paez nas bancadas, fez parar Estoril, Cascais, e arredores.
Começou a rolar a bola em Madrid e o Sporting começou a chocar a Europa. Uma equipa bem posicionada, sem cometer erros, e que quando podia, fazia questão de lembrar Casilla que não estava ali para beber um mojito e descontrair. O Real foi mais perigoso, mas o jogo chegou empatado ao intervalo. Veio a segunda parte e o Restelo parou. Bruno César rematou sem oposição na grande área, e fez o 0-1. O choque, o horror, a surpresa, o Sporting estava a ganhar ao campeão da europa. A ideia de que o Sporting ia sair com os 3 pontos de Madrid era cada vez mais Real, mas Ronaldo fez questão de pôr fim ao sonho. Livre no ângulo, Patrício sem hipótese, apesar do esforço, e 1-1 aos 88. O empate era bom. Era, porque Morata, depois de um cruzamento de James, fez o 2-1, num minuto que era de regozijo sportinguista, mas agora é de má memória, aos 94’. A bola parou de rolar, o pano caiu, a peça acabou, e o Sporting veio para casa sem pontos, com uma boa imagem deixada em Madrid, uma cidade que acabou a noite a perguntar: “Quien es Gelson?”

Fonte: Sporting CP
SC BRAGA
E por fim o Braga que recebeu os belgas do Gent, uma bolacha dura de morder. O jogo ainda estava a aquecer e 0-1 para a equipa do ex-Benfica, Mitrovic (relaxem que não foi ele a marcar, foi Milicevic, de livre direto), mas como guerreiro que é guerreiro, luta até ao fim, André Pinto repôs a igualdade aos 24’, numa viagem, de livre, até à área belga, onde desviou o esférico. Até ao intervalo pouco mais se viu, e na segunda parte, também. Um jogo fraco, onde apesar de uma maior insistência do Braga, Wilson Eduardo desperdiçou a torto, e a direito, a defesa do Braga quase que dava um golo ao Gent, mas no final não houve mais golos para ninguém.











