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A CRÓNICA: NUMA NOITE FRIA NO JAMOR, BASTARAM DOIS MOMENTOS DE “CALOR” PARA DESBLOQUEAR O JOGO
Belenenses SAD e Paços de Ferreira enfrentaram-se no Estádio do Jamor numa partida a contar para a 13º jornada da Liga. Duas equipas que vinham de resultados diferentes, com os castores a procurarem a segunda vitória consecutiva, enquanto que o Belenenses queria regressar aos triunfos depois de um empate a zero em Barcelos.
O encontro começou e os visitantes assumiram o controlo. Os azuis do Jamor ainda assustaram com o primeiro remate, mas foi mesmo o Paços que inaugurou o marcador à passagem do minuto 11. Luther Singh colocou a bola na área onde apareceu Hélder Ferreira que foi parado em falta por Tomás Ribeiro. O árbitro João Pinheiro apontou para a marca de grande penalidade, onde Bruno Costa foi mais forte fez o 0-1.
O Belenenses SAD procurou o empate, mas foi o Paços que esteve mais perto de dilatar a vantagem por intermédio de Douglas Tanque mas Kritciuk defendeu para canto.
Com a vantagem no marcador, os “castores” começaram a recuar, e a equipa da casa começou a colecionar oportunidades de golo que o guardião Jordi Martins ia defendendo com segurança.
Aos 38 minutos, Maracás marcou o segundo golo do Paços, depois de passe de Hélder Ferreira, mas havia posição irregular do extremo visitante e o golo foi anulado por fora-de-jogo.
No segundo tempo a toada manteve-se, com o Paços de Ferreira a recuar no campo e a dar a iniciativa do jogo ao Belenenses, que se ia aproximando da baliza defendida por Jordi Martins. O guardião dos “castores” ia sendo uma das figuras do jogo, ao colecionar várias defesas difíceis que mantinham a sua baliza inviolada.
Aos 54 minutos, Bruno Costa esteve muito perto de bisar, com um livre ainda longe da baliza, mas que passou a centímetros da trave. Foi uma das poucas oportunidades de golo da equipa da Cidade do Móvel na segunda parte, que abdicava da bola e se contentava em defender.
No entanto, a estratégia mudou à passagem do minuto 75, altura em que o Paços começou a recuperar a posse de bola e a disputar o jogo. Os comandados de Pepa foram equilibrando a partida e aproximando-se da baliza de Kritciuk.
Com o crescimento do seu adversário, o Belenenses deixou de conseguir importunar com tanta frequência o guarda-redes Jordi Martins, e o jogo começou a disputar-se mais a meio campo. O técnico visitante lançou João Amaral e Diaby no jogo, o que provou ser determinante.
Depois de 92 minutos, João Amaral marcou um canto do lado direito do ataque. A defesa aliviou, mas o esférico sobrou novamente para Amaral. O extremo cruzou para a cabeça de Diaby, que cabeceou a contar e fez o segundo golo do jogo, fechando assim o marcador e carimbando a vitória do Paços.
A FIGURA

Jordi Martins – O guardião do Paços foi uma autêntica muralha e a principal razão para os castores terem mantido a sua baliza inviolada. Mostrou-se muito seguro e conseguiu evitar uma série de remates perigosos.
O FORA DE JOGO

Tomás Ribeiro – Num jogo tão renhido, bastou um deslize para fazer a diferença, e Tomás Ribeiro acaba por ficar ligado ao primeiro golo que desbloqueou o jogo para o Paços e obrigou o Belenenses a correr atrás do resultado.
ANÁLISE TÁTICA – BELENENSES SAD
O Belenenses SAD apresentou-se no seu tradicional 3-4-3, com os alas a fecharem atrás no processo defensivo e a transformar-se num 5-2-3. Tirando o lance do penalti, a equipa da casa conseguiu condicionar bem a profundidade do ataque do Paços.
No plano ofensivo, André Sousa ia sendo dos mais interventivos, tal como Afonso Taira. Ainda assim, e tal como Petit afirmou no final do jogo, faltou uma referência no ataque para conseguir prender a defensiva adversária e abrir espaço para os criativos da equipa lisboeta.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Stanislav Kritciuk (7)
Tiago Esgaio (7)
Danny Henriques (7)
Tomás Ribeiro (5)
Rúben Lima (6)
Afonso Sousa (7)
Yaya Sithole (6)
Cafu (7)
Afonso Taira (7)
Miguel Cardoso (6)
Cassierra (7)
SUBS UTILIZADOS
Diogo Calila (6)
Francisco Teixeira (6)
Edi Semedo (6)
Bruno Ramires (5)
Cauê (6)
ANALISE TÁTICA – PAÇOS DE FERREIRA
O Paços mostrou-se coeso em todas as fases do jogo. No seu 4-3-3 característico, a equipa mostrou muito pendor ofensivo quando procurou o golo, com Eustáquio, Hélder Ferreira e Luther a destacarem-se, mas também no processo defensivo, quando pretendia reduzir o espaço entre linhas e cortar o ataque à profundidade do Belenenses.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Jordi Martins (8)
Fernando Fonseca (7)
Marco Baixinho (7)
Maracás (7)
Uilton Silva (7)
Luiz Carlos (6)
Stephen Eustáquio (8)
Bruno Costa (8)
Hélder Ferreira (7)
Douglas Tanque (6)
Luther Singh (7)
SUBS UTILIZADOS
João Amaral (7)
Diaby (8)
João Pedro (6)
Adriano Castanheira (6)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
FC Paços de Ferreira
BnR: Disse que sabiam do perigo que era o ataque à profundidade do Belenenses e que por essa razão é que assistimos a uma descida do bloco defensivo. A estratégia do Paços passava por chegar ao golo e depois fazer esse ajuste de profundidade, ou acabou por acontecer de forma natural?
Pepa: Todas as equipas querem marcar primeiro, queríamos nós e queria o Belenenses. Nós somos uma equipa muito pressionante, mas sabíamos que quando encontramos estas equipas com uma linha de três centrais, com o Rúben Lima muito aberto a subir de um lado, com o Esgaio na primeira parte, e depois o Calila, muito aberto a subir no lado direito, com Miguel Cardoso por dentro e sempre a procurar movimentos de rotura no lado direito, com o Cassierra a vir entre linhas, com o Afonso Sousa a vir entre linhas, e depois com os dois médios, fortes fisicamente, isto é muito difícil de anular.
Nós das duas, uma. Ou subimos o bloco todo e matamos a bola, mas depois estamos a correr para trás, e isto estamos a falar de 40, 50 metros com jogadores que não são tão fortes a jogar de costas, mas são fortíssimos a atacar a profundidade, ou então tivemos que conseguir um equilíbrio. Tivemos que baixar um pouco o bloco, independentemente de termos marcado o golo ou não.
Belenenses SAD
BnR: O Pepa disse aqui que sabiam o quão perigoso era o ataque à profundidade e o jogo entre linhas do Belenenses e que essa foi uma das razões para a equipa ter jogado tão recuada. Esperavam isto do Paços ou acabou por surpreender?
Petit: Estudámos o Paços, é uma equipa que, normalmente o guarda-redes joga sempre no ponta-de-lança, que é a referência, junto aos médios para ganhar a segunda bola, ou joga nas laterais para os extremos e a passagem do lateral. Quando não é o guarda-redes, são os centrais nesse jogo direto, chama as equipas, e nós estivemos bem nesse sentido, não consentimos muitas oportunidades ao adversário. Agora, é claro que, contra um bloco baixo, ao entrares no jogo e é 1-0 para o Paços de Ferreira, que defende bem, sempre a pôr a bola na frente e a ganhar segundas bolas, é claro que também desgasta. Nós analisámos bem o Paços de Ferreira, é muito dentro disto. Nós tentámos, dentro daquilo que são as nossas dinâmicas, e se repararem, tanto temos jogo interior como temos a profundidade, o Sousa é um jogador que gosta de jogar muito no espaço entre linhas e dá-nos profundidade e largura com os nossos laterais, tanto com o Esgaio, como com o Rúben. O Miguel, quando está, também é um jogador mais de profundidade, o Cassierra é mais de vir à bola, mas precisamos de um ou dois jogadores para a frente que possam vir ajudar.











