Boavista FC 0-0 Belenenses SAD: Empate no Bessa onde o único brilho veio dos holofotes

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artigo sobre o Jogo entre Boavista e Belenenses do bola na rede

A CRÓNICA: JOGO SEM BRILHO, SEM BRIO E SEM GOLOS

Num jogo que se esperava mais aguerrido, entre duas equipas que “lutam pela vida” na tabela classificativa da Primeira Liga, o perigo tardou realmente a chegar.

Com o encontro partido a meio-campo, só à passagem da meia hora é que se suspirou no Estádio do Bessa, com o possível inaugurar do marcador por parte do Boavista, perante um Luiz Felipe a defender “à queima”. O restante da primeira parte pouca história teve para contar. Duas equipas algo apáticas no frio de rachar que se sentia na cidade do Porto. No fundo, os jogadores demoraram muito a aquecer.

Esperava-se mais na segunda metade, com duas equipas à procura do resultado. De um lado, João Pedro Sousa cria demonstrar o verdadeiro potencial do seu coletivo e Filipe Cândido, acabado de tomar as rédeas do Belenenses SAD, tinha a vontade de vencer o seu primeiro jogo ao comando da equipa.

A calma que se viu na primeira parte regressou dos balneários juntamente com os jogadores algo adormecidos de ambas as equipas. Filipe Cândido tentou forçar algo mais ao retirar o elo menos em jogo dos primeiros 45 minutos, Ndour, mas Cassamá não conseguiu imprimir a mobilidade requerida no ataque dos visitantes.

O Boavista continuou com mais determinação e com mais bola, mas as iniciativas continuavam a ser algo tímidas para uma equipa que, num jogo deste cariz, tem como objetivo conquistar os três pontos.

Jogador do belenenses a conduzir a bola
Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede

As substituições vieram surtir o efeito mais referenciado do mundo no comentário futebolístico, já que vieram literalmente quebrar o ritmo de um jogo que quase já não o tinha. Sentia-se o tédio nas bancadas, provocado pela inércia de dois conjuntos desinspirados e o brilho, muitas vezes associado ao futebol, não esteve presente no Bessa.

O Boavista fez trocas por trocas, sendo que os jogadores que saltaram do banco, Seba Pérez e Njie, têm como característica uma agressividade tanto na explosão, no caso do gambiano, ou pelo poderio físico, no caso do colombiano. No entanto, estes fatores em nada alteraram o decorrer do jogo.

Manteve-se a toada de jogo e o empate mais que previsível. Uma estreia que deixa a previsão deste novo Belenenses numa contínua incógnita e deixa o conjunto azul ainda na última posição com quatro empates nos últimos cinco jogos. Forma igualada pelos boavisteiros, que ocupam a oitava posição do campeonato com 11 pontos.

 

A FIGURA

Tomás Ribeiro a chutar a bola
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Tomás Ribeiro – O central português teve uma exibição sólida e foi o grande responsável pela neutralização dos ataques boavisteiros pelo centro do terreno. Impôs-se no corpo a corpo e demonstrou concentração na hora de fazer a dobra aos laterais e nas antecipações.

 

O FORA DE JOGO

Ambas as equipas – Esperava-se mais de um duelo entre estes equipas que têm muito a mostrar. De um lado, João Pedro Sousa tinha de ter a capacidade de mostrar o que vale o coletivo boavisteiro. Do outro lado, esperava-se uma nova faceta do Belenenses SAD com a vinda de Filipe Cândido.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC BOAVISTA

João Pedro Sousa montou um 3-4-3, moldável num 5-3-2 aquando dos momentos de construção ofensiva do Belenenses SAD.

Beiranvand foi o guardião eleito pelo técnico, enquanto a linha defensiva foi composta por três centrais: Rodrigo Abascal, o capitão Javi García e Nathan. No meio-campo, Reggie Cannon e Hamache davam profundidade nas alas, com Reymão e Makouta no miolo. No último setor, Kengi Gorré e Morais ajudavam o ponta de lança Musa.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Alireza Beiranvand (5)

Rodrigo Abascal (4)

Javi García (5)

Nathan (4)

Hamache (5)

Reymão (4)

Makouta (5)

Reggie Cannon (5)

Kengi Gorré (5)

Morais (4)

Musa (4)

SUBS UTILIZADOS

Sebástian Pérez (4)

Yusupha (5)

Ntep (4)

Malheiro (4)

Vukotic (4)

 

ANÁLISE TÁTICA – BELENENSES SAD

O conjunto azul foi uma equipa cautelosa desde a início do jogo ao apito para o final da primeira metade. Filipe Cândido, na estreia ao leme do conjunto lisboeta, não teve problemas em defender com duas linhas bastante próximas, prevenindo o jogo entrelinhas que o Boavista, de facto, procurou.

Por consequência as laterais encontravam-se mais desocupadas, fator pouco explorado pelos axadrezados. O 4-4-2 estava a ser uma boa opção tática essencialmente pelo que o Belenenses fez a nível defensivo.

Já a nível ofensivo as dificuldades eram assinaláveis e gritantes, já que, com o aproximar das duas linhas mais recuadas, abria-se um espaço enorme para os dois avançados que ao receberem a bola se encontravam desfavorecidos, pela falta de presença de companheiros na frente de ataque.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Luiz Felipe (4)

Yohan Tavares (4)

Danny Henriques (4)

Tomás Ribeiro (4)

Carraça (4)

Afonso Sousa (5)

Phete (4)

Lukovic (4)

Varela (5)

Safira (4)

Ndour (4)

SUBS UTILIZADOS

Camará (4)

Sithole (-)

César Sousa (-)

Nuno Pedro (-)

Akas (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

BOAVISTA FC

Bola na Rede: Na primeira parte, o Boavista optou pelo jogo interior enquanto o adversário juntava muito as linhas e deixava as alas descobertas. Não teria sido mais benéfico no último terço aproveitar esses espaços?

João Pedro Sousa: Sim, mas aquilo que tentamos fazer é difícil executar. Percebemos onde existiam espaços, mas percebemos que as nossas características teriam mais êxito no interior. Tivemos algumas dificuldades. Na segunda parte, já conseguimos criar problemas. Fomos construindo algumas situações de perigo, mas não chegamos ao golo.

BELENENSES SAD

Bola na Rede: Pareceu um Belenenses algo cauteloso na abordagem ao jogo, já que jogou com linhas muitos próximas na manobra defensiva. Com tão pouco tempo de trabalho o seu plano passou por precaver, antes de ter que remediar?

Filipe Cândido: Sim, qualquer treinador tenta encurtar os tempos de preparação de uma equipa em função do que quer ver. É difícil em quatro ou cinco treinos moldar uma equipa. Para este jogo em questão, procuramos ter mais linhas de pressão com o posicionamento dos dois homens da frente. Tentamos controlar o jogo interior do Boavista. Por fora, à exceção de um ou cruzamento, tentamos controlar o jogo. Faltou mias definição num ou outro momento. Penso que o Boavista não criou tantas situações como pretendia, por isso a equipa teve valentia defensivamente. Penso que continuámos a ter algo critério e, portanto, tenho de dar os parabéns aos “meus rapazes” pela confiança e valentia.

Rescaldo da autoria de Andreia Araújo e João Filipe Brandão

Redação BnR
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