Publicidade

CD Santa Clara 2-0 Moreirense FC: O fator 3-5-2 surpresa

Redação BnR · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Depois da paragem para seleções a quinta jornada juntou o CD Santa Clara e o Moreirense FC na disputa para arrecadar mais 3 pontos na tabela classificativa. João Henriques, técnico da equipa açoriana, fez algumas mudanças no onze inicial deixando qualquer amante do futebol curioso com os onze bravos açorianos escolhidos. Vítor campelos preferiu recorrer ao seu confortável onze, não procedendo a grandes alterações.

O jogo começou com ambas equipas a apresentarem-se organizadas e a não incorrer em muitos riscos. Ainda assim, e pese embora o facto de estar a atuar num esquema-tático completamente novo, com a inclusão de três centrais, procurou ter mais iniciativa de jogo ofensivo. Para isso, em muito contribui a profundidade concedida pelo lado direito, devido às constantes incursões de Patrick (a atuar, pela primeira vez, como ala).

Apesar dos primeiros minutos parecer um jogo mais equilibrado e sem muito perigo, a equipa da casa acabou por conseguir ser mais eficaz através da construção de linha de passe o que ajudou a construir maior posse bola. A todo o custo alcançar a baliza adversária e chegar à superioridade numérica no marcador. Essa superioridade viria a comprovar-se já no tempo complementar através da assistência de Lincoln para Zé Manuel que inaugura o marcador ao fechar esta primeira parte.

Fonte: Bola na Rede

O Santa Clara mostrou-se mais dominante na primeira parte da partida e acabou por manter a superioridade no marcador.

Se, na primeira parte, o Santa Clara foi dominante, a segunda parte foi altura da equipa visitante mostrar que estavam prontos para mudar o marcador. As alterações na equipa do Moreirense fizeram com que esta se tornasse mais dinâmica conseguindo mais ocasiões de perigo.

Aumentando as suas linhas de passe, para tentar chegar o mais próximo da baliza da equipa vermelha e branca e, assim, granjear o golo que permitisse restabelecer a igualdade, a equipa visitante passou a ter mais inciativa ofensiva (e para isso, muito contribuíram as alterações feitas por Vítor Campelos). Todavia, e um pouco contra a toada do jogo, os “Bravos Açorianos” conseguiram adiantar-se no marcador através dum auto golo de Fábio Abreu aos 75 minutos.

A partir desse momento, a equipa do ainda tentou do Moreirense mudar o resultado, mas sem efeito.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

CD Santa Clara: Marco, J. Lucas (79’ Zaidu), F. Cardoso, João Afonso, César M., Lincoln (69’ Osama Rashid), Nené, Francisco R., Patrick, T. Santana, Zé Manuel (76’ Carlos JR);

Moreirense FC: M. Pasinato, Abdu (62’ D’Alberto), Iago, S. Vitória, J. Aurélio, Bilel A., F. Pacheco (76’ Nenê), Alex Soares, Filipe S., Pedro Nuno (56’ Luther Singh), Fábio Abreu.

A FIGURA

Fonte: CD Santa Clara

Zé Manuel – O autor do primeiro golo da partida mostrou-se atento e focado no jogo concretizando assim o objetivo da equipa.

O FORA DE JOGO

Fonte: Moreirense FC

Pasinato – O guarda redes do Moreirense ficou aquém das espectativas falhando em muitos momentos cruciais como nos dois golos.

BnR na Conferência de Imprensa

CD Santa Clara 

BnR – O Santa Clara voltou hoje às vitórias. Esta vitória traz tranquilidade à sua equipa?

João Henriques – Sim, todas as vitórias trazem tranquilidade. Vamos entrar num ciclo difícil de jogos, portanto esta vitória, a primeira em casa, serviu para limpar a imagem de um jogo menos conseguido, na jornada passada. Hoje era fundamental jogar bem e conseguir os 3 pontos. 

Moreirense FC

BnR – Ficou surpreendido com o 3-5-2 apresentado pelo Santa Clara?

Vítor Campelos – Surpreendeu. Treinamos vários sistemas táticos mas não sabíamos o que esperar. Tentamos arriscar mais, mas vimos um Santa Clara superior na primeira parte e na segunda tivemos melhor.

Rescaldo com opinião de Raquel Roque e João Ferreira

Foto de Capa: Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

Redação BnR

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.