Publicidade

CD Santa Clara 0-0 Belenenses SAD: Inconformismo vs Passividade

Redação BnR · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

O Estádio de S. Miguel abriu portas para juntar os adeptos do CD Santa Clara e do Belenenses SAD na 3.ª jornada da Primeira Liga. O Santa Clara vem duma vitória frente ao FC Paços de Ferreira, o Belenenses SAD vem duma difícil derrota frente o SL Benfica.

Os primeiros minutos reservaram um encontro divido, ainda que com uma equipa do Belenenses SAD a querer tomar a iniciativa. Por seu turno, a equipa da casa tentava explorar o contra-ataque, a fim de criar perigo junto da baliza defendida por Koffi.

Neste sentido, e já depois de o Belenenses ter efetuado o primeiro remate da partida, por intermédio do camisola 11, Matija (passara ligeiramente ao lado do poste direito), foi a vez de a formação encarnada ripostar, através de um grande remate de meia-distância do capitão Osama Rashid, que obrigou o guardas-redes da equipa visitante a aplicar-se.

Aos 37 minutos, Thiago Santana através duma assitência de Ukra, remata para a baliza de Koffi.

A equipa da casa não desiste em aparecer na baliza do Belenenses e desta vez Carlos JR faz as honras. Numa combinação entre Santana que passa para Ukra e este, por sua vez, passa para a cabeça e Carlos , que tenta a sua sorte a apontar a “redondinha” para as redes mas sem efeito.

Santana volta a aparecer e, em cima do intervalo, remata para as mãos de Koffi, fechando assim a primeira parte da partida com o nulo a prevalecer.
A partida ficou marcada por um Belenenses pouco agressivo e um Santa Clara a tentar adiantar-se no marcador
Fonte: Bola na Rede
Na segunda parte, o Belenenses ainda tentou aventurar-se a atacar, no entanto sem grande objetividade. O jogo acabou por se centralizar a meio campo com poucas situações de perigo. Ainda assim, a equipa da casa mostrou mais vontade de entrar a jogar por subir a suas linhas, de forma a assumir o jogo e, assim, tentar alterar o resultado, tendo causado algumas ocasiões de perigo junto à baliza do Belenenses.

Esse perigo veio a comprovar-se com as constantes tentativas de colocar a redondinha no fundo das redes de Koffi. Minutos mais tarde, Carlos Jr aparece num remate no entanto, este acaba por sair por cima. O jogo continuou concentrado a meio campo, com um Santa Clara a tentar pressionar mais e com uma maior posse de bola. A passividade e pouca agressividade do Belenenses, acabou por dar abertura à equipa da casa para chegar
à baliza, no entanto esta não foi suficiente para alterar o resultando.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

CD Santa Clara: Marco, Mamadu, F. Cardoso, João Afonso, Patrick, B. Lamas (73’ Lincoln), O.Raashid, Francisco R., Carlos JR (67’ Zé Manuel), T. Santana, Ukra (81’ G. Schettine);

Belenenses SAD: Koffi, Calila, Gonçalo S., Kau, Varela, Matija (81’ Matija), Licá, Nuno Coelho, A. Santos (32’ André Santos), Kikas (67’ Nico Velez), Lucca.

A FIGURA

Fonte: Belenenses SAD

Koffi- O guarda redes destacou-se nesta partida por defender todos os remates à sua baliza apesar da passividade da sua equipa.

O FORA DO JOGO

Fonte: CD Santa Clara

Francisco Ramos- O médio-centro esteve apagado do jogo não acrescentando nada à equipa.

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CD Santa Clara

BnR: O Santa Clara voltou a ser melhor equipa que o adversário, mas voltou a não materializar as muitas oportunidades de que dispôs em golo. Como explica isso?

João Henriques : Utilizamos tudo o que tínhamos ao nosso alcance para ser superiores. Nos primeiros 15 minutos de jogo, o Belenenses teve maior posse de bola, mas depois disso acabou por se mostrar sem muita objetividade. O resultado não foi o que esperávamos, mas vamos continuar em busca do objetivo.

Belenenses SAD

BnR: Ficou satisfeito com o ponto conquistado fora de casa?

Jorge Silas: Um ponto conquistado é sempre um bom resultado fora de casa. No ano passado, fomos a equipa que menos perdeu fora de casa, e é sempre um bom ponto de partida. Considero o resultado justo, o CD Santa Clara jogou direto, algo em que são muito fortes, e nós tentamos contornar isso.

Rescaldo com opinião de João Ferreira e Raquel Roque

Foto de Capa: Bola na Rede 

artigo revisto por: Ana Ferreira

Redação BnR

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.