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CS Marítimo 1-0 FC Paços de Ferreira: Madeirenses mais felizes entram com pé direito

Marco António Milho · 4 min

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Cabeçalho Futebol NacionalFoi graças ao pé direito de Éber Bessa que, no jogo de estreia para insulares e pacenses na Primeira Liga 2017/18, o CS Marítimo recebeu e venceu o FC Paços de Ferreira, numa tarde de futebol pouco habitual, a uma terça feira. Face, precisamente, à marcação do encontro para um dia de semana, a meio da tarde, o Marítimo abriu as portas do Estádio dos Barreiros e apelou à presença dos seus adeptos, que responderam em bom número. Foram 9237 espectadores que se dirigiram ao reduto maritimista, numa tarde de muito calor na cidade do Funchal.

A jornada ficou também marcada pelos constrangimentos registados no Aeroporto da Madeira, o que forçou ao desvio o voo da equipa pacense para o Porto Santo, de onde se deslocaram de barco até à Madeira.

Quanto ao jogo, começou com perigo para as redes dos visitantes, quando Rodrigo Pinho surgiu a pressionar Mário Felgueiras, logo ao primeiro minuto. Um início prometedor, mas a realidade do jogo ditaria um outro rumo. Com alguma dificuldade em construir jogo ofensivo, o Marítimo procurava sobretudo impedir que o Paços conseguisse demonstrar o seu. As duas equipas revelavam-se muito equilibradas em quase todos os capítulos, apesar da ligeira superioridade pacense na posse de bola. Das vezes em que logravam ameaçar as balizas contrárias, nenhuma das equipas era capaz de aproveitar, com as investidas do Paços a esbarrarem nas mãos de Charles, enquanto o Marítimo era vítima do seu próprio desacerto ofensivo.

O encontro foi quase sempre muito equilibrado, com as ‘muralhas’ defensivas muito bem afinadas Fonte: Bola na Rede
O encontro foi quase sempre muito equilibrado, com as ‘muralhas’ defensivas muito bem afinadas
Fonte: Bola na Rede

Com um jogo algo sonolento na primeira parte, faltava ao Marítimo melhor discernimento na saída para o ataque e foi isso mesmo que Daniel Ramos procurou corrigir para o segundo tempo.

No reatamento da partida, o Marítimo entrou mais forte, conseguindo furar com maior frequência e assertividade a defensiva dos castores. Favorecendo uma pressão mais pressão alta, a turma insular causava mais problemas na organização ofensiva do Paços de Ferreira, invertendo os papéis da primeira parte.

As melhoras eram evidentes e aos 56 minutos chegou a recompensa para os verde-rubros, quando Éber Bessa deixou Mário Felgueiras sem defesa possível. O golo obrigava os pacenses a aumentarem a intensidade e foi mesmo isso que se verificou. Pouco tempo depois, o Paços quase alcançava o empate, valendo à equipa da casa o corte providencial de Luís Martins, depois de uma má saída de Charles.

Com oportunidades para marcar num par de ocasiões, a formação de Vasco Seabra mostrava-se perigosa, frente a um Marítimo que recuava depois da boa entrada na etapa complementar. Os madeirenses, contudo, tiveram a sorte e o engenho para segurar a margem mínima, garantindo a estreia vitoriosa no campeonato.

 

A FIGURA:

Fonte: CD Nacional
Fonte: CD Nacional

Éber Bessa – Voltou a ser fundamental na estratégia de Daniel Ramos. O brasileiro demonstrou o bom momento que atravessa, dando continuidade às exibições na pré-época e na eliminatória europeia. Não foi perfeito, mas teve o dom de desbloquear um jogo complicado, com um remate algo feliz, mas que premiou a sua influência no jogo maritimista.

Menção honrosa ainda para a excelente casa registada nos Barreiros. O horário fazia prever bancadas despidas, mas os adeptos acorreram em massa ao ‘Caldeirão’.

O FORA-DE-JOGO:

Fonte: Bola na Rede
Fonte: Bola na Rede

Jogo algo sonolento – Influenciado também pelo calor sentido no Funchal, o jogo não foi sempre bem disputado, e foi até, a espaços, sonolento e letárgico, em especial na primeira parte. O segundo tempo trouxe melhor espetáculo, sobretudo até ao golo do Marítimo. A partir daí foi o Paços que, obrigado a correr atrás do resultado, procurou mais ativamente a baliza contrária, mas faltou melhor acerto no aproveitamento das oportunidades criadas.

CONFERÊNCIA BnR:

 

FC Paços de Ferreira

“Um jogo muito equilibrado, em que o Paços teve mais pendor ofensivo, mas não foi eficaz. Concorda com esta análise?”

Vasco Seabra –  Sim, acho que o Marítimo foi um pouco feliz na forma como chegou ao golo. Creio que fomos melhores na primeira parte, tivemos um jogo mais fluído, embora pecando no último terço, na forma como decidíamos, como cruzávamos ou finalizávamos. Na segunda parte foi um jogo mais equilibrado, mas depois do golo do Marítimo voltámos a comandar o jogo. Conseguimos encostar o Marítimo atrás, dificultando-lhes a saída e tudo isso dá-nos garantias de futuro.

 

CS Marítimo

“Uma boa resposta dos adeptos, mesmo tendo em conta o horário do jogo, a um dia de semana.”

Daniel Ramos – Sim, o fator casa é para nós muito importante e temos de o aproveitar. Nove mil pessoas a uma terça feira, às quatro da tarde e com este calor merece aplausos. Muito do que nós fizemos no jogo se deveu à reação contagiante dos adeptos que passaram muito à equipa e por isso dedico-lhes esta vitória.

Foto de Capa: CS Marítimo

Marco António Milho

Redação Bola na Rede · ver artigos