Última horaVasco da Gama de Pedro Emanuel empata com o Remo na 30.ª jornada do Brasileirão
Publicidade

E vão 11…

João Donato · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Cabeçalho Futebol Nacional

Neste fim-de-semana joga-se a 17.ª jornada da Liga NOS. À entrada para esta jornada, entre despedimentos e pedidos para sair, já foram 11 as equipas que substituíram os seus treinadores.

Partilho nesta reflexão uma série de pontos que vão muito mais além do que pode ser o processo de treino e de jogo, isto é, vou falar de muito mais razões que desencadeiam o despedimento em massa de treinadores (muitos deles com qualidade; outros sem ela).

Começo assim pela dimensão dos clubes pequenos e dos seus associados, muitas vezes poucos e sem voz activa nas tomadas de decisão do clube, podendo a direcção fazer o que bem entender porque sabe que não existirá resistência por parte dos seus sócios.

Na grande maioria estes clubes apenas lutam para não descer, factor desmotivante para qualquer treinador e qualquer jogador que aspiram a grandes objectivos. É fácil mandar um treinador embora e colocar outro, tendo um efeito imediato motivacional nos jogadores e fazendo com que se ganhe uns pontos, pontos esses que poderão ser decisivos na manutenção no primeiro escalão do nosso futebol. Acontece que esta solução apenas adia problemas maiores.

Por outro lado existe uma enorme leveza e pouca seriedade no cumprimento dos compromissos que se tem com um treinador. Esta falta de compromisso deve-se na maioria das vezes a um pensamento a curto prazo dos Presidentes e Directores Desportivos das equipas. Não existe uma visão, um plano estratégico, um projecto a 2/3 anos, onde se aposta na qualidade em todos os sectores do clube, desde a Equipa Técnica, ao plantel, ao departamento de Scouting, à formação e ainda à gestão de recursos humanos e financeira. Neste ponto é importante realçar que muitas das equipas começam cedo a ter problemas de pagamentos de ordenados, fruto da má gestão das direcções dos clubes.

Deste modo é muito mais fácil apontar erros a um treinador e criticá-lo pelas suas opções técnico/tácticas do que fazer uma análise interna dos problemas e resolvê-los. Desde a política de contratações, que muitas vezes não é gerida pelos treinadores à falta de aconselhamento e investimento numa equipa técnica completa e com as valências necessárias para se fazer um bom trabalho, os dirigentes actuais são responsáveis pelo insucesso de muitas equipas.

Não quero apenas atribuir culpas aos dirigentes, sabemos que muitos treinadores da “velha guarda” estão ultrapassados no conhecimento e nas metodologias de treino e pensamento do jogo, treinadores esses que estão cada vez mais a perder espaço para a nova vaga de excelentes técnicos que vêm dos escalões mais baixos do nosso futebol. Bons dirigentes serão os que no futuro se organizarem, tiverem projectos inovadores com visão e foco nos objectivos que assim definirem e souberem identificar o treinador ideal para o seu projecto.

Actualmente, à 16ª jornada, os últimos 7 classificados já mudaram seus treinadores e continuam nestas posições, tirando Rio Ave e Marítimo que têm vindo a recuperar.

Termino com uma questão. Será que a culpa é sempre dos treinadores, ainda para mais o treinador português, super conceituado no estrangeiro?

 

Foto de Capa: Facebook Oficial da ANTF

João Donato

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
FC Porto

Um golpe de génio no meio da insistência | Marítimo 1-2 FC Porto

O FC Porto venceu, este sábado, o Marítimo, por 1-2, na 8.ª jornada da Primeira Liga, num encontro em que esteve longe de apresentar a sua melhor versão, mas conseguiu transformar uma exibição irregular numa vitória importante.   Depois de uma primeira parte marcada pelas dificuldades na construção e pela chegada à vantagem por parte dos madeirenses, os dragões, que empataram ainda antes do descanso, cresceram após o intervalo, assumiram o controlo e chegaram ao triunfo com um momento de talento individual de Oskar Pietuszewski. Entre a inspiração do jovem polaco, a influência das substituições de Francesco Farioli e os problemas que a equipa voltou a revelar, o resultado acabou por sorrir ao líder, embora o caminho até aos três pontos tenha sido mais complicado do que precisava.

Raul Saraiva · 10 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Lamber as feridas do Dragão | Benfica x Vitória SC

Quase três semanas depois, e com muita polémica em torno da seleção nacional, as emoções do campeonato estão de volta. O Benfica é o último dos três grandes a apresentar-se nesta jornada. Após os triunfos de Sporting e FC Porto os encarnados estão obrigados a vencer para não se atrasarem ainda mais na corrida pelo título. As águias vão defrontar o Vitória SC, que tem estado a realizar um campeonato aquém das expetativas, e este poderá ser o adversário ideal para sarar as feridas provocadas no Estádio do Dragão. Marco Silva tem algumas dores de cabeça para esta partida, mas nada que não se resolva. O treinador encarnado não vai poder contar com os lesionados Daniel Banjaqui, Jaden Umeh, Jakub Kaminski e Enzo Barrenechea. Georgiy Sudakov é o único do departamento médico que está em dúvida. Clément Lenglet também não vai a jogo por estar a cumprir castigo após a expulsão frente ao FC Porto. Oportunidade para Alessandro Circati estrear-se como titular no eixo da defesa.  Com Banjaqui e Bah indisponíveis, Fredrik Aursnes irá ocupar o lado direito da defesa. Nada que o médio norueguês já não esteja habituado, pois recentemente desempenhou essa função ao serviço da sua seleção. Em relação a Sudakov, mesmo que entre na convocatória não será titular. Andreas Schjelderup deverá ocupar novamente a posição 10 atrás de Vangelis Pavlidis.

Rui Alves Maria · 5 min de leitura
Ler a crónica
Fórmula 1

Antevisão GP Singapura: Max Verstappen conquista a 50.ª pole position da carreira

A ANTEVISÃO: MAX VERSTAPPEN CONQUISTA A PRIMEIRA POLE EM SINGAPURA, OS FERRARI PROMETEM DAR LUTA E A MERCEDES FICA AQUÉM DAS EXPETATIVAS Está a ser um fim de semana perfeito para Max Verstappen. Depois da vitória na corrida Sprint, o tetracampeão mundial foi o mais rápido no circuito de Marina Bay e conquistou a sua primeira pole position em Singapura e a 50.ª da carreira na Fórmula 1. Será que o Max Verstappen do final de 2025 está de volta?

Gonçalo Carneiro · 3 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.