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FC Arouca 1-1 SC Braga: Djavan e as sandálias de Apolo

Pedro Nuno Sousa · 3 min

FC Arouca 1-1 SC Braga: Djavan e as sandálias de Apolo

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Cabeçalho Futebol Nacional

No fecho da sétima jornada da liga principal de futebol, Arouca e Braga empataram a um golo no estádio municipal de Arouca. Jogo sem grandes momentos de encher as medidas, onde a bola esteve mais tempo no centro do relvado do que nas zonas proibidas. A parte final foi excepção, tendo em conta o golo tardio dos da casa que «partiu» linhas e posicionamentos, permitindo uma busca incessante pela bola. Divisão de pontos no último jogo da sétima jornada, antes da paragem para as selecções e para a prova rainha do futebol português.

A primeira parte disputada em Arouca demonstrou de imediato a entrada forte do Braga em campo, através das variadas incursões pelo lado esquerdo por parte de Djavan, que se mostrou e bem, como mais um disponível para atacar as batalhas que ainda faltam. Ou não. Corrida a mais também não é preciso. Valeu pelo esforço. Atacou, defendeu, correu o campo inteiro uma série de vezes, atingiu uma velocidade estonteante saindo da órbita terrestre, sentiu o espaço, confundiu Apolo, roubou-lhe as sandálias, entrou em colisão com a terra, aterrou em Arouca, foi multado por excesso de velocidade, pagou a multa, voltou à estrada, veio a Braga, regressou a Arouca, sofreu penálti, caiu com estilo, levou amarelo, balbuciou com um amigo imaginário e por fim voltou para a sua posição. UFA!! No que a atletismo diz respeito foi fantástico.

A futebol também, mas sabendo das suas fraquezas que são as pernas e a pele sensível, vamos lá ter cuidado. Forçosamente acabou por sair depois de tanta correria, mas enquanto lá esteve deu para perceber a diferença. Só espero que não tenha sido grave. Já chega de lesões… Sem grandes oportunidades para ambos os lados, destacam-se dois lances de perigo. Um do lado do Arouca, onde Matheus correspondeu com uma excelente defesa à testada de Zequinha. Uma outra oportunidade houve, mas desta vez para a turma Bracarense, que tanto segurava a bola e geria o jogo que não sabia o que era chutar à baliza durante quase meia hora decorrida. Em corrida, foi a já referida falta cometida sobre Djavan lá pela meia hora. Penálti que fica por marcar, a meu ver. Espera lá e o Amarelo?  «Teatralização». Para mim, este comentário devia ser nomeado para um globo de ouro. Não ouvi a mesma coisa quando Kuca fingiu desfalecer piscando um olho na área do Braga. Nem o amarelo vi, já agora. Enfim…  Ao intervalo tudo a zero, onde se via uma casa pouco composta mas com bastante apoio do lado do Braga. Cerca de duzentos acompanharam a equipa na viagem a Arouca.

No segundo tempo de jogo, o Braga volta a entrar forte. Numa jogada bem desenhada e bem trabalhada por Hassan, Pedro Santos e Alan faz um bom golo. Bom momento de futebol a culminar da melhor forma. Por cima no jogo, o Braga ia tentando impôr-se e procurava o segundo, mas a vontade não chegou para marcar. Já numa fase final do encontro, uma série de bolas paradas assinaladas contra os bracarenses resultam no golo do empate. Uma, duas, três e Carleto já tinha afinado a pontaria. De facto sou obrigado a concordar com Peseiro neste ponto. À terceira, o brasileiro estourou do meio do nada e na recarga Walter González não perdoou. Um para um e o jogo estava totalmente partido. Wilson falhou o chapéu, e Kuca, por duas vezes na construção do contra-ataque. Haveria de terminar empatado o encontro em Arouca, repartindo-se os pontos. Um para cada lado foi o desfecho em pontos e golos.

A FIGURA

Fonte: SC Braga
Fonte: SC Braga

Rosic – Central de enorme qualidade que fez uma excelente dupla com Artur Jorge. Bom a marcar, bom a sair, a cabecear, a cortar e desfazer jogadas adversárias conseguiu superiorizar-se sempre aos avançados do Arouca. Com cortes fundamentais foi a meu ver o homem chave no encontro. Pedro Santos já esteve melhor, mas hoje voltou a ter mais contenção no que a raiva diz respeito e esteve mais concentrado.

O FORA-DE-JOGO

Fonte: SC Braga
Fonte: SC Braga

Hassan – Não fosse a participação na jogada que deu o golo existir e neste momento quase nada havia para dizer. Trabalhou sim. Mas a um ponta de lança pede-se mais. Golos. É verdade que tem estado bastante só lá na frente, mas nem tudo se justifica assim. Falta marcar, Hassan, marcar. Se assim não for existem mais opções. Stoilkovic está demasiado tempo no banco. Ou Peseiro começa a estar mais atento ou as coisas vão ser muito difíceis este ano.

Pedro Nuno Sousa

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