Publicidade

FC Porto 1-0 SC Braga: Até que Soares nos separe

Joana Quintas · 7 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

O FC Porto venceu o SC Braga por 1-0 no jogo grande da jornada dez. Numa partida equilibrada e com várias ocasiões desperdiçadas, valeu Soares para desfazer a igualdade no encontro e no topo da classificação. Os dragões são líderes isolados.

Casa cheia no Dragão para o jogo da jornada: frente a frente os dois líderes da tabela, num duelo pela liderança isolada. Do lado azul e branco, Casillas, Felipe e Alex Telles são os três totalistas em jogos a contar para o campeonato e, em relação ao encontro da Liga dos Campeões, frente ao Lokomotiv, Soares voltou à titularidade para o lugar de Herrera. Já no SC Braga, Abel apenas promoveu uma alteração em relação em embate com o Vitória Futebol Clube, deixando Fábio Martins no banco e fazendo alinhar Ricardo Horta. Ambos com 21 pontos à entrada para esta ronda, dragões e guerreiros distinguiam-se pela forma como perderam os seis pontos até ao momento, com duas derrotas para o FC Porto e três empates registados pelos minhotos.

Com ambiente de clássico nas bancadas, foi o FC Porto a protagonizar a primeira aproximação à baliza adversária, por intermédio de Óliver. Aos cinco minutos, o grande destaque da equipa nos últimos jogos testou a pontaria, com um remate que acabou por sair por cima da baliza de Tiago Sá. O SC Braga entrou sem receio na partida e disposto a dividir o jogo no Dragão e, aos 19 minutos, conseguiu o primeiro remate enquadrado do encontro, com Paulinho a desviar para as mãos de Casillas.

O Dragão já se preparava para gritar golo quando Óliver serviu Maxi Pereira, aos 22’, mas o remate forte do uruguaio não foi suficiente para bater Tiago Sá, que com uma defesa apertada segurou o nulo. Sem querer deixar o lance sem resposta, Dyego Sousa apareceu solto na área e deixou o público em suspenso, mas o cabeceamento ao lado após cruzamento de Sequeira voltou a devolver o fôlego aos adeptos portistas que encheram as bancadas do recinto.

Brahimi teve nos pés talvez a melhor ocasião do primeiro tempo, mas Tiago Sá voltou a agigantar-se entre os postes. O cruzamento foi de Corona, Marega deixou passar para o argelino que, apesar do remate forte, viu o guarda-redes do Braga negar novamente o golo. Casillas também teve tempo para uma boa defesa, a remate de Esgaio.

Jogo muito divido até ao final
Fonte: Bola na Rede

A segunda parte começou com maior ascendente azul e branco, ao assegurar mais posse de bola no meio campo adversário, mas foram os visitantes a fazer tremer a barra da baliza de Casillas e as cerca de 48.000 pessoas presentes. Aos 56 minutos Esgaio apareceu novamente com perigo e, com um remate forte, atirou à trave. Por pouco o SC Braga não desbloqueava o marcador.

E se no futebol os erros por vezes se pagam caros, Bruno Viana pode agradecer à falta de crença de Marega pelo facto de a sua falha não ter dado o primeiro da partida. O maliano, solto de marcação em frente à baliza, demorou um segundo a mais a assimilar a chegada da bola e permitiu que Bruno Viana se redimisse e aparecesse a tempo para limpar um lance que, mais uma vez, levava carimbo de golo. Do banco, a primeira substituição de Sérgio Conceição dava um sinal claro de aposta no ataque: Maxi Pereira saiu para o lugar de Otávio aos 62 minutos.

E num duelo de ocasiões, FC Porto e SC Braga iam desperdiçando as oportunidades de perigo. Um lance de envolvência do ataque azul e branco terminou com a falta de acerto de Soares, que não conseguiu o desvio. Na resposta, a formação de Abel Ferreira voltou a acertar na barra, desta vez após um remate potente de Fransérgio.

Nos últimos dez minutos os dragões tomaram conta do meio campo adversário e o público fez a sua parte ao puxar pela equipa. O certo, é que funcionou. Aos 88 minutos apareceu Tiquinho para fazer o que faltava. Cruzamento com conta, peso e medida de Otávio e Soares, à ponta de lança, a não desperdiçar. O Dragão explodiu, estava feito o 1-0.

Num duelo equilibrado e marcado pelas ocasiões desperdiçadas, o único golo acabou por surgir já perto do minuto 90 e não deixou ao SC Braga tempo de resposta. Soares desbloqueou as duas igualdades entre as equipas, tanto no jogo como no topo da classificação, e aqueceu a noite dos presentes no Dragão. Frente a um dos candidatos ao título, o FC Porto conseguiu uma vitória importante e os três pontos que permitem aumentar distâncias na frente. Já o SC Braga, registou a primeira derrota na prova.

Onze inicial FC Porto: Casillas, Maxi Pereira (Otávio, 62’), Éder Militão, Felipe, Alex Telles, Danilo, Óliver Torres (Hernâni, 83’), Corona, Brahimi (Herrera, 71’), Marega e Soares

Onze inicial SC Braga: Tiago Sá; Marcelo Goiano (Fábio Martins, 90’), Bruno Viana, Pablo e Sequeira; Esgaio, Fransérgio, Claudemir e Ricardo Horta (Wilson Eduardo, 82’); Paulinho (Palhinha, 78’) e Dyego Sousa

A FIGURA

Fonte: FC Porto

Soares – No jogo que valeu a liderança isolada, valeu o ponta de lança brasileiro para desfazer uma igualdade que parecia talhada para permanecer até ao fim. Soares fez o que tinha de ser feito, deu três pontos importantes à equipa e, num jogo em que os golos são o mais importante, este tem mesmo de ser o destaque da noite.

O FORA DE JOGO

Fonte: FC Porto

Marega – Jogo menos conseguido do maliano, que apareceu apagado em relação ao que tem habituado. Um dos grandes desperdícios do jogo está associado ao seu nome, quando demorou a acreditar que a bola lhe tinha chegado aos pés, apenas com Tiago Sá pela frente. Sem ser uma exibição negativa, acabou por não ser exuberante.

Conferência BnR

FC Porto

Sérgio Conceição – Outras respostas:

“Depois do jogo da Luz tivemos sete jogos onde conseguimos aquilo que queríamos, sete vitórias. Hoje foi mais um jogo difícil, muito competitivo, contra uma belíssima equipa. Fomos à procura da felicidade e foi justo. É de louvar o espírito de sacrifício da equipa depois do jogo de terça-feira”

“Estamos habituados a estar nesta posição. Gostamos desta boa pressão de estarmos na frente. Foi um jogo difícil, duas equipas muito bem organizadas. O Braga teve o mérito de ser sempre perigoso nas transições ofensivas, mas nós tivemos várias ocasiões de marcar. Tivemos no último terço situações em que, se definíssemos melhor, teria sido diferente. Nós não jogamos sozinhos, jogamos com adversários com qualidade. É muito justa a nossa vitória”

“Nós temos um grupo com espírito fantástico, há uma competitividade sã no nosso plantel, toda a gente quer jogar e quem não joga tem um respeito enorme por quem lidera e quando entram transformam a tristeza em ambição e garra por querer ajudar. Hoje deixei o Herrera no banco, por fisicamente não estar a 100%. Este espírito marca a nossa equipa, o nosso balneário. Há sempre 11 contentes, três mais ou menos, que entram, e os outros ficam aziados”

“Percebi que precisava de dar mais largura e profundidade ao jogo. Tirei o Maxi e meti o Corona a jogar mais de trás. Coloquei o Otávio para procurar essa forma que ele tem de mexer com o jogo, mantendo o Corona sempre a dar largura e profundidade pelo corredor direito. Fiz a equipa a pensar em ganhar o jogo, fiz as substituições a pensar em ganhar o jogo”

“A consistência defensiva está próxima mas ainda não está como eu quero. Aqui e acolá há coisas a melhorar, mas os jogos e a qualidade dos adversários vai-nos dar sempre coisas a melhorar”

SC Braga

Abel Ferreira – Outras respostas:

“Não saio contente com o resultado, saio contente com o empenho e desempenho da minha equipa, mas o futebol é isto. Nem sempre vence a equipa que cria mais oportunidades. Não é muito normal uma equipa vir aqui e criar tantas oportunidades como nós criamos. Dei os parabéns ao FC Porto porque de facto fez golos e nós não. Nós não especulamos, mostramos ao que vimos, valorizamos o espetáculo”

“Faltou fazer golos. Na segunda parte temos as duas bolas na trave. Acima de tudo o que levo daqui é a certeza da convicção desta equipa. Agora não ficamos contentes porque não levamos daqui ponto nenhum. O futebol é muito vezes o aleatório, o acaso, e o FC Porto hoje foi mais feliz. Podia ter caído para qualquer lado”

“Eu não prometo vitórias. Do outro lado há sempre um adversário e as contingências do próprio jogo. A verdade é que o FC Porto acaba por fazer o golo do ressalto de uma segunda bola, de um lançamento”

“São menos três pontos. o nosso objetivo era vencer. Jogar contra quem for, onde for e vencer. Mas mais do que dizer é fazer. Vamos fazer uma reflexão e continuar a ser campeões no que tem que ver com trabalho, com disciplina, com foco”

Foto de Capa: Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

Joana Quintas

Redação Bola na Rede · ver artigos