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O Moreirense FC voltou às vitórias para o campeonato esta segunda-feira ao bater o CD Nacional por 2-1 e chegou aos tão ambicionados 30 pontos, sempre apontados como objetivo pelas equipas que lutam pela manutenção. Os golos da equipa da casa foram de Chiquinho. Do lado dos madeirenses foi Okacha que marcou o golo.
No arranque da partida, os protagonistas pareciam afetados pela noite fria que se sentia em Moreira de Cónegos: os lances bem desenhados eram residuais e invariavelmente acabavam com más decisões individuais.
Foi ao oitavo minuto que surgiu a primeira grande oportunidade de perigo para o Moreirense FC. Arsénio ganhou bem espaço do lado direito do ataque dos Cónegos e cruzou para uma tentativa falhada de remate acrobático de Nenê. A bola sobrou para Heriberto, que rematou forte contra um defensor contrário.
Para a equipa madeirense, de anotar apenas um lance em que Iago quase entregou a bola a Okacha como a mais perigosa aproximação à baliza contrária nos primeiros 15 minutos. Foi no contra-ataque desse mesmo lance que o marcador se inaugurou. Chiquinho escapou entre os defesas e, desequilibrado, conseguiu colocar a bola longe do alcance de Lucas França. 1-0 para a equipa da casa.
Depois do golo, os madeirenses viram-se forçados a agarrar o jogo e rapidamente a qualidade da sua construção de jogo aumentou. Com mais bola nos pés e uma pressão mais recuada do Moreirense FC, o CD Nacional aproveitou para subir linhas e deixar a equipa da casa desconfortável. Gorré e Okacha pressionavam a saída de bola e forçavam os Cónegos a bater comprido, impossibilitando a equipa de construir jogadas de qualidade. A materialização do crescimento madeirense surge ao minuto 18, quando Okacha força Jhonatan a uma grande defesa.
O Moreirense FC, agora mais focado em ações de contra-ataque, não ia aproveitando os muitos espaços deixados pelo CD Nacional. Chiquinho, Heriberto, João Aurélio e Nenê tiveram nos pés várias hipóteses de dilatar a vantagem, mas não conseguiram fazer as redes de Lucas França tremer.
Com a passagem do tempo, a capacidade do CD Nacional manter a bola e construir jogo diminuiu, muito por culpa da mudança do posicionamento defensivo do Moreirense FC, que agora havia voltado a fazer uma pressão alta, com os defesas posicionados quase no meio-campo num primeiro momento de construção de jogo dos adversários.
O jogo assim continuou até ao intervalo. A equipa da casa foi para as cabines com a vantagem mínima.
Ambos os treinadores mexeram na equipa à entrada para a segunda parte: Costinha fez entrar Palocevic por Jota, enquanto Ivo Vieira fez entrar Texeira por Nenê.
O CD Nacional entrou a todo o gás na segunda parte e os primeiros dez minutos pertenceram inteiramente aos forasteiros, que deixaram os Cónegos desconfortáveis e recolhidos no seu meio-campo defensivo. Apesar do domínio madeirense, foi o Moreirense FC que aumentou a vantagem, ao minuto 55. Um bom trabalho de Heriberto, no lado esquerdo do ataque, que serviu Texeira. O avançado da equipa da casa deixou a bola para Chiquinho, que rematou para o fundo das redes de Lucas França. A bola ainda foi desviada por um jogador contrário, mas só parou dentro da baliza adversária. 2-0 para o Moreirense FC.

Depois do golo, o CD Nacional pareceu perder força anímica e o Moreirense FC passou a gerir o jogo com mais facilidade. O 3-0 esteve à espreita, mas nem Texeira, nem Luom, nem Chiquinho conseguiram dar continuidade a bons trabalhos ofensivos da equipa da casa.
O Moreirense FC parecia ter o jogo completamente controlado e precisava apenas de esperar pelo apito final. Ainda deu para a equipa da casa apanhar uns sustos: primeiro, Jhonatan chegou atrasado a uma bola e acabou por rematar contra a mão de Okacha, que fez o 2-1. O golo foi anulado por indicação do vídeoárbitro.
Ao minuto 88, o CD Nacional conseguiu novamente fazer as redes de Jhonatan tremer e desta o golo valeu mesmo: um chapéu muito bem executado por Okacha deu o 2-1 para o CD Nacional.
Até ao final da partida, o CD Nacional procurou o empate, mas o vermelho de Camacho, por agressão a Jhonatan, num lance em que a bola já não estava em jogo, acabou por destruir as esperanças dos forasteiros.
O apito final acabou mesmo por chegar e confirmou a décima vitória na Primeira Liga da equipa da casa. O Moreirense FC passou a somar 31 pontos e subiu à condição à quinta posição da Primeira Liga. Já o CD Nacional, mantém os 19 pontos e uma posição a salvo da zona de despromoção.
ONZES E SUBSTITUIÇÕES
Moreirense FC: Jhonatan; Rúben Lima, Iago, Halliche, João Aurélio; Pacheco (Ângelo Neto, 88’), Luom, Arsénio (Pedro Nuno, 80’), Chiquinho; Heriberto e Nenê (Texeira, 45’).
Onze inicial CD Nacional: Lucas França; Filipe F., Rosic, Júlio, Kalindi; Marakis (Arabidze, 80’), Jota (Palocevic, 45’) e Vítor G.; Witi, Gorré (Camacho, 61’) e Okacha.
A FIGURA

Chiquinho – É difícil ver um jogo do Moreirense FC e não selecionar Chiquinho como o homem do jogo. Esta noite juntou dois golos a mais uma exibição irrepreensível. O Moreirense FC tem uma pérola nas mãos e tem feito bom uso dela esta época. Um jogador claramente feito para outros voos.
O FORA DE JOGO

Jota – Não acrescentou nada ao meio-campo madeirense, perdendo muitos duelos com adversários, e acabou mesmo por sair ao intervalo.
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Moreirense FC
BnR: Ao intervalo trocou Nenê por Texeira. A alteração teve a ver com alguma questão física ou foi uma opção tática?
Ivo Vieira: Teve a ver com uma questão física. O Nenê apresentou uma mialgia cuja gravidade ainda não foi avaliada pelo departamento médico. Mas entrou o Texeira e entrou bem, acrescentou à equipa e deu um contributo importante para aquilo que é a continuidade em termos de qualidade de jogo. Quando não está o Nenê, está o Texeira e quando não estiverem os dois, vai entrar outro, de certeza.
Outras respostas:
“O mérito é inteiramente dos jogadores: naquilo que fazem, nas ideias de jogo que implementam”.
“A qualidade de jogo foi acima da média, foi muito boa, eu sinto-me muito feliz neste banco”.
“Os pontos vão sair mais caros, mas continuamos com um bom trabalho”.
(Sobre o interesse do FC Porto em Luom) “Não tenho informações relativamente a saídas”.
“O Chiquinho, se jogasse contra 11, provavelmente nunca teria bola, tem de agradecer aos colegas que fazem com que ele a tenha”.
CD Nacional
BnR: O Nacional sofreu o segundo golo no seu melhor momento. Sentiu que a equipa se foi abaixo animicamente e que isso acabou por lhe custar o jogo?
Costinha: Não foi por aí. Acho que a equipa até reagiu bem e conseguimos chegar à área do Moreirense. Mas a ganhar por 2-0, uma equipa experiente, madura, com bons jogadores acabou por congelar o jogo. Mas, repito, para aquilo que foi o jogo, houve muito tempo de paragem que não foi dado na compensação. O jogo devia ter mais dez ou 12 minutos. Entre quedas, cartões, substituições, idas ao VAR, esperas… E isto é melhor para quem está a ganhar.
Outras respostas:
“Não contava que, com tanta paragem, o jogo tivesse apenas três minutos de compensação”.
“Má primeira parte da minha equipa, por culpa de alguma ansiedade, devido às três derrotas seguidas”.
“Acabamos por sofrer o primeiro golo devido a um erro individual (…) não se pode tentar fazer pontapés de bicicleta dentro de área”.
Foto de Capa: Bola na Rede














