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<strong>O melhor onze na primeira volta da Liga Portuguesa</strong>

Diogo Ribeiro · 14 min

Crescimento época 2020/21 Futebol Liga Portuguesa
Foto: Carlos Silva/Bola na Rede

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Volvido meio campeonato, há muitos pontos a destacar no que toca à Liga Portuguesa, tanto individual como coletivamente.

Desde o líder SL Benfica, rejuvenescido com Roger Schmidt, ao SC Braga, que se tem conseguido afirmar na luta pelo título, às prestações positivas dos três clubes que subiram: Casa Pia AC – um patamar acima – mas também GD Chaves e Rio Ave FC; aos aflitos CS Marítimo e FC Paços de Ferreira, que procuram recuperar terreno para continuar na primeira prateleira do futebol português, são muitos os motivos de interesse no que toca ao futebol nacional. Mantidas bem longe as constantes polémicas há muito bom futebol em Portugal nas equipas e nos jogadores.

Desde os mais mediáticos aos que procuram ainda a afirmação, foram muitos os destaques da primeira volta da Liga Portuguesa, num onze que apenas peca por escasso – não podendo dar o merecido destaque ao muito talento que pisa os relvados nacionais semanalmente. Para tornar a escolha mais desafiante e fugir um pouco dos destaques óbvios, cada equipa tem, no máximo, um jogador em destaque. 

Matheus Magalhães (SC Braga)

Há 9 temporadas na cidade de Braga, Matheus é cada vez mais consensual entre os adeptos do emblema minhoto. 

É dono e senhor da baliza do Braga que até tem sido destaque pelo vigor ofensivo (Ricardo Horta, Iuri Medeiros, Abel Ruiz, Vitinha, Banza, entre outros). Num Braga que se quer assumir protagonista, tem mostrado cada vez mais habilidade naquela que lhe era reconhecida como a principal lacuna: o jogo de pés. Continuando longe de ser ponto forte, apresentou melhorias consideráveis, principalmente no passe longo.

Entre os postes continua a mostrar segurança. A experiência e os anos de casa trouxeram-lhe confiança que transmite à equipa. Numa defesa muitas vezes aos papéis – principalmente no controlo da profundidade – assume-se como um pilar importante com defesas em momentos chave. Tem bons reflexos e qualidade entre os postes, garantindo pontos aos arsenalistas.

Numa época em que os Guerreiros do Minho têm sido, de facto, guerreiros, a baliza estar bem entregue tem sido um dos pontos-chave para a época bem positiva do Sporting de Braga. A segunda volta será feita de testes constantes que testarão a capacidade do clube se assumir como candidato ao título e Matheus será peça-chave no percurso dos arsenalistas.

Nuno Santos (Sporting CP)

Numa temporada em que o Sporting tem sido bastante irregular – entre exibições muito bem conseguidas e jogos em que a equipa está longe do campo – Nuno Santos tem sido um dos destaques positivos dos leões.

Os alas, pela projeção constante e pelo privilégio do jogo exterior, têm importância redobrada na proposta ofensiva dos leões. Neste contexto, Pedro Porro à direita tem sido o destaque leonino das últimas temporadas. Depois de uma temporada sem dono da posição – Rubén Vinagre perdeu a confiança de Amorim e Matheus Reis rendeu sempre mais como central – Nuno Santos assumiu a titularidade à esquerda.

O português habituado a jogar mais adiantado no terreno como extremo, foi adaptado e colocado a jogar como ala numa linha de cinco que dá muita liberdade aos jogadores de corredor para se projetarem. Apesar das lacunas no momento defensivo, o Sporting controla a maioria dos jogos pelo que o impacto de Nuno Santos no ataque leonino compensa a manta que fica curta quando a equipa é obrigada a defender. 

Tem uma chegada muito forte e agressiva ao último terço, com capacidade de ganhar metros no corredor, de arrancar e de ganhar a linha para cruzar. Conta já com três assistências. É também um jogador que, apesar de jogar mais recuado, continua a garantir golos. Com o Sporting muitas vezes a construir preferencialmente pela direita, o lado esquerdo fica constantemente desprotegido e através de variações de flanco o Sporting consegue rapidamente colocar a bola em Nuno Santos em situações de vantagem dinâmica e, por vezes, numérica. Aliado à importância no momento da transição ofensiva, estão explicados os cinco golos que marcou na Liga Portuguesa.

Ibrahima Bamba (Vitória SC)

Há muito talento há solta na cidade de Guimarães. Moreno tem conseguido fazer uma época positiva e, se há partida se poderia olhar para o Vitória SC e pensar num plantel desequilibrado e com qualidade questionável, o certo é que o tempo e o trabalho mostraram o potencial imenso que há no plantel vimaranense – muito ainda com minutos reduzidos.

Villanueva, Dani Silva, Janvier, Handel, Jota Silva ou Johnston são jogadores entusiasmantes e que tornam qualquer partida um espetáculo. Longe da vertente criativa destes jogadores, Ibrahima Bamba é outros dos destaques do Vitória na Liga. 

O italiano é médio defensivo de origem, mas tem atuado como central do meio no sistema de três centrais no Vitória. Parece cada vez mais ser a posição onde se sente mais confortável. Não sendo um jogador muito criativo tem argumentos na construção – algo ofuscado por Villanueva neste quesito – mas brilha essencialmente no que ao trabalho sem bola diz respeito. É muito forte na defesa da área – duelos de cabeça, principalmente – na antecipação e no desarme. 

A agressividade é a característica principal do jogo de Bamba. É simultaneamente um pau de dois bicos para o italiano. A mesma agressividade que lhe permite antecipar-se aos adversários – marcações individuais muito difíceis de superar – e ganhar duelos é a mesma que leva, por vezes, à tomada de decisões impulsivas e a chegadas fora de tempo. Aos 20 anos tem tempo para trabalhar e limar esse aspeto de modo a alcançar os maiores palcos. Por agora vai brilhando em Portugal.

António Silva (SL Benfica)

Parece ingrato deixar jogadores como Grimaldo, Enzo, Rafa ou João Mário de fora, mas a abundância de jogadores noutras posições, a ausência de grandes destaques defesas-centrais e a magnitude do crescimento de António Silva justificam a sua escolha para este onze.

Foi vítima de julgamentos demasiado extremados por toda a parte. Os adeptos encarnados rapidamente o colocaram num pedestal onde só os melhores ousaram chegar e onde o erro é inexistente. Os adeptos rivais desde logo vieram contestar esta narrativa para a inverter, reduzindo a qualidade do jogador a algo próximo de zero. A solução não está bem no meio: António Silva tem muita qualidade e a serenidade que demonstra aos 19 anos é impressionante. Simplesmente não é imune ao erro nem o máximo representante na Terra da perfeição em campo.

Posto este parêntese – importante para não colocar a razão no mesmo plano das emoções desenfreadas – António Silva tem sido um dos melhores jogadores da Liga Portuguesa. Já durante a pré-temporada se percebeu que o jovem central estava a subir na hierarquia de Schmidt (ultrapassou Tomás Araújo nas escolhas do técnico alemão). As lesões de Lucas Veríssimo, de Morato e de João Victor abriram-lhe as portas da titularidade e desde então nunca mais a perdeu. Pelo meio garantiu a chamada ao Mundial onde se tornou o mais jovem português a envergar a camisola das quinas na competição.

É um central muito completo e discreto. Não é muito exuberante porque a leitura de jogo permite-lhe antecipar cenários e ações e demonstra alto grau de eficácia nas ações. Tem qualidade e segurança no passe e no posicionamento. A facilidade de se posicionar é mesmo uma das suas principais características, ajudando a desconstruir o mito da experiência. Se Otamendi, parceiro na defesa, se destaca pela agressividade – muitas vezes desposicionando-se – e pela liderança, o menino que tem ao lado contrasta pela serenidade e tranquilidade com que faz a tarefa de defender parecer simples.

Está no caminho para se tornar um dos defesas centrais das próximas décadas. Se esse crescimento for acompanhado de boas decisões e de espaço para o erro – que continua e continuará a existir – tem tudo para ser uma das referências não só da segunda volta, mas também dos próximos anos.

Tiago Santos (Estoril Praia SAD)

Não sendo o conjunto coletivamente mais deslumbrante, não há muitas equipas com a qualidade individual do Estoril Praia. Da dupla de centrais (Pedro Álvaro e Bernardo Vital), à magia de Francisco Geraldes ou à qualidade nos extremos (Tiago Gouveia e Rodrigo Martins), são muitos os destaques dos canarinhos. 

Nenhum tão surpreendente como Tiago Santos. Muitos apaixonados por futebol mais desatentos continuam a questionar a ausência de aposta de Nélson Veríssimo em Gonçalo Esteves – entretanto retornado a Alvalade – mas não é difícil de compreender a posição do técnico do Estoril. Basta ver um jogo de Tiago Santos.

Curiosamente tem formação no Sporting. É um lateral muito completo. Com bola garante qualidade na saída, alargando o campo e tendo calma para atrair a pressão e jogar. Mais à frente garante qualidade no cruzamento, desequilibrando por fora. Mais recentemente tem aparecido também cada vez mais por dentro, procurando terrenos interiores para garantir superioridade no corredor central. Defensivamente recupera metros com facilidade – é muito veloz – e ganha duelos.

É, provavelmente, um dos jogadores que mais se tem destacado no campeonato. Numa posição com características muito específicas, é um lateral completo e com grande margem de crescimento. Se tudo correr normalmente chegará a palcos maiores.

Afonso Taira (Casa Pia AC)

A equipa revelação da Liga Portuguesa esta temporada. Sem surpresas, mais de metade da equipa poderia estar neste onze. As defesas de Ricardo, a profundidade de Leonardo Lelo, a segurança de Zolotic, a liderança e comunicação de Vasco Fernandes– impressionantes as flash interviews do capitão dos gansos – e a complementaridade do trio da frente – construção de Kunimoto, velocidade de Godwin e finalização e capacidade para jogar de costas de Rafael Martins – impressionam. Romário Baró deverá ser também protagonista na segunda volta. Entre tantos destaques Afonso Taira tem sido algo subvalorizado.

Não é uma novidade a qualidade de Taira. Foi destaque do Estoril Praia nos anos de ouro dos canarinhos e, após travessia internacional por Israel e Roménia, regressou à B SAD. Foi fundamental na subida do Casa Pia e esta época tem sido um dos principais destaques do Campeonato.

Os gansos têm sido destaque pela consistência defensiva – linhas próximas, espaço reduzido não só entrelinhas, mas também entre jogadores na mesma linha, coberturas bem definidas – e pela facilidade em sair em transição com jogadores criativos capazes de superar pressões e com jogadores muito fortes no ataque ao espaço. Taira enquadra-se perfeitamente neste perfil.

Defensivamente é um jogador muito inteligente a ocupar os espaços, com um posicionamento irrepreensível que permite acomodar a zona central. Com qualidade na leitura e no desarme recupera muitas bolas. A inteligência estende-se ao momento com bola pela capacidade em gerir o ritmo das partidas, sabendo quando pausar o jogo ou quando acelerá-lo, procurando um passe longo no espaço. É especialmente eficaz neste momento.

Filipe Martins construiu uma equipa de culto. Taira é o expoente máximo da organização e do modelo de jogo do Casa Pia, sendo a representação perfeita dos gansos. A segunda volta, se for semelhante à primeira, poderá permitir ao clube a chegada a competições europeias. Seria certamente uma recompensa fenomenal para o clube que voltou à elite.

Guga (Rio Ave FC)

Está finalmente a ter o protagonismo que lhe era preconizado. A lesão em 2016 manteve o português afastado dos relvados por quase dois anos e frustrou-lhe as possibilidades de subir à equipa principal do Benfica. 

Andou algum tempo sem rumo e encontrou-o finalmente no Rio Ave. Luís Freire teve finalmente um projeto de primeira – o Nacional foi mais uma equipa, que um projeto – e não tem desiludido. Embora não assuma o jogo de forma constante, tem capacidade para sair a jogar, atraindo a pressão e criando o espaço a ferir. É também uma equipa muito forte a sair no contragolpe, com jogadores como Aziz, Boateng ou Fábio Ronaldo capazes de jogar em apoio e de enquadrar os colegas na procura do espaço para acelerar.

Numa equipa com tanta capacidade para ferir, Guga funciona muitas vezes como a válvula de escape que harmoniza o caos. Também tem capacidade para acelerar a partida, mas fá-lo com um critério que impressiona. Impressiona também a forma como consegue receber sem ser pressionado, não pela vontade dos avançados, mas sim pela capacidade de se posicionar. Quer nas costas da pressão, quer lateralizando – geralmente à esquerda – consegue arranjar maneira de receber orientado para ver o jogo de frente. Tem recursos técnicos no passe e é o elemento mais diferenciado dos vilacondenses neste quesito. 

Recuperou os melhores índices físicos e assumiu-se como elemento-chave no Rio Ave. Se se mantiver afastado das lesões terá certamente oportunidade para cumprir o potencial que há muito lhe é apontado.

João Teixeira (GD Chaves)

Completa o trio de médios de equipas recém-promovidas. Todas têm conseguido ser competitivas e acrescentado pontos de interesse à elite do futebol português. O Chaves fez regressar Trás-os-Montes ao mapa do melhor futebol português. Além das difíceis deslocações a Chaves – nesta altura do ano ainda mais complicadas – os flavienses têm outras atrações.

O jogo exterior é a principal atração dos transmontanos. Bruno Langa à esquerda, mas principalmente João Correia à direita são autênticos poços de profundidade e desequilíbrio por fora. Batxi e Kevin Pina, destaques do início da temporada, saíram para o Krasnodar. As outras atrações do clube estão no meio-campo. Guima, Benny, João Mendes e João Teixeira oferecem dinâmicas interessantes aos flavienses com bola. 

O último é o mais completo e com mais recursos. É, no contexto português, diferenciado pelo tratamento que dá ao esférico que apenas chora quando troca de dono. Tem argumentos no drible, mas principalmente no passe. Conduz a bola com mestria, juntando a equipa e fazendo a ligação entre o setor intermédio e os homens mais avançados. O remate fora da área é também uma qualidade de João Teixeira.

Tal como os colegas de posição mencionados anteriormente não é um jogador de estatísticas. A sua influência está muito para além dos números, numa dimensão que só pode ser reconhecida vendo os jogos das respetivas equipas. Influenciam de forma determinante a manobra ofensiva da equipa e, se há um caudal de golos e de assistências por parte dos colegas, a jogada provavelmente só foi possível graças ao toque mágico dos médios numa fase anterior.

Otávio (FC Porto)

A espinha dorsal da temporada do Porto tem três nomes: Diogo Costa, Taremi e Otávio. Otávio é o mais subvalorizado dos três e continua a ser estranho como ano após ano continua sem grande alarido no mercado. Agradecemos todos nós que podemos contar com o talento de Otávio no palco português.

A desvalorização constante de Otávio é consequência direta da valorização excessiva da raça e da atitude do português. Não que sejam más características ou que se devam desvalorizar. Ainda assim é demasiado simplista reduzir toda a ação do português a um “é esforçado e tem atitude”, esquecendo todas as outras características do médio.

O esforço e atitude são, na realidade, comprometimento defensivo e agressividade – com e sem bola. É, de facto um médio completo. Aliás, um jogador completo. Quer partindo do corredor central, quer de um dos corredores – geralmente o direito – oferece criatividade ao jogo portista. Num meio-campo que perdeu alguma da magia com a saída de Vitinha, Otávio tratou-se de colocar o chapéu e de segurar na varinha. O resto fazem os pés. Consegue ultrapassar adversários em espaços curtos, é agressivo na procura da baliza e tem um sentido posicional – uma das razões por ser tão apreciado por Sérgio Conceição – notável, razão pela qual é capaz de ocupar várias zonas do campo com igual qualidade.

A qualidade de Otávio só será verdadeiramente apreciada quando passar a ser realizada noutros palcos. Até lá a clubite aguda ou o bater forte no peito impedirão muitos de apreciar o craque do Porto.

Alan Ruiz (FC Arouca)

Não é piada nem é uma lista de flops do Sporting. Ultrapassando os fantasmas da passagem por Portugal no passado, há muita qualidade em Alan Ruiz que não está verdadeiramente a ser apreciada. Um pouco à semelhança do Arouca que, sem fazer barulho, ocupa o sexto lugar da Liga.

Armando Evangelista criou uma máquina competitiva que tem garantindo resultados. Não é uma equipa ultradefensiva, apesar dos estereótipos que se possam criar nesse objetivo. O quinto melhor ataque do campeonato tem apresentado um futebol positivo que tem garantido resultados – com goleadas pelo meio. Há jogadores a render, desde os mais conhecidos do futebol português – experiente David Simão e a certeza João Basso – àqueles que acabaram de dar entrada em Portugal – Sylla, Mujica ou Dabbagh. Alan Ruiz é outro dos nomes em destaque nos arouquenses.

Não se pode dizer que deu a volta à carreira por cima, mas resgatou alguns dos melhores momentos. Aos 29 anos está provavelmente na melhor forma e é um dos jogadores que mais cativa em Portugal. Joga preferencialmente nas costas do avançado, podendo também cair nos corredores, e tem no passe a sua principal arma de desequilíbrio. Deixa marca de água em cada bola colocada nas costas da defesa. Nem todas dão resultado, mas as que dão são altamente perigosas. É um desequilibrador altamente eficaz na arte de inverter o movimento dos defesas, escolhendo de forma constante o movimento de subida da linha para colocar a bola – limitando assim as possibilidades de sucesso no corte.

Não é o jogador mais regular, não faz sempre tudo bem. Mas tal não o impede de ser um dos jogadores que mais prazer dá ver dentro de campo. Contradiz a mecânica do futebol e tem de ser destacado por isso.

Fran Navarro (Gil Vicente FC)

Após uma temporada no paraíso o Gil Vicente regressou à Terra e à luta pela permanência. As saídas das duas principais referências da equipa – Samuel Lino e Pedrinho – não ajudaram a estabilizar a equipa que continua, ainda assim, com alguns jogadores do núcleo duro e tem apresentado sinais claros no que toca à subida do rendimento – individual e coletivo.

Há muita qualidade nos Galos de Barcelos. Andrew Silva destacou-se na baliza até à lesão, Adrián Marín e o regressado Zé Carlos dão recursos interessantes às laterais, Tomás Araújo parece ter ganho o lugar – beneficia a 1ª fase do Gil Vicente – e há Fujimoto e Aburjania no miolo. Ainda assim, não é possível não colocar um jogador acima de todos: Fran Navarro.

O segundo melhor marcador concentra em si praticamente dois terços dos golos gilistas: 11 dos 17. Tem instinto de goleador e dentro de área tem recursos técnicos para se enquadrar com a baliza. Um animal de área no fundo. Tem também qualidade a funcionar como apoio – embora não seja o mais envolvido na manobra ofensiva da equipa – e nas ruturas para receber nas costas da linha defensiva.

Profundamente associado a outros palcos – nomeadamente ao Sporting – irá certamente dar o salto. Por agora a sua manutenção por Barcelos serve como garantia de pontos ao Gil Vicente que pode ser uma das surpresas pela positiva da segunda volta.

Artigo da opinião de Diogo Ribeiro.

Diogo Ribeiro

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