Publicidade

Rio Ave FC 1-0 GD Chaves: Dala entra para quebrar o gelo

Pedro Paupério · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Num final de tarde muito frio, o Rio Ave bateu o Chaves em Vila do Conde pela margem mínima. O golo da vitória foi apontado por Galeno, a passe do recém-entrado Gelson Dala.

Os rioavistas sobem assim, à condição, ao terceiro lugar, e realizam oficialmente o melhor arranque de sempre. Já o Chaves continua a desiludir e pode terminar a ronda abaixo da linha de água.

Quanto ao jogo, abriu praticamente com soberana oportunidade para os da casa, mas Fábio Coentrão chegou atrasado ao cruzamento de Galeno.

Apesar deste primeiro aviso, até foi o Chaves que controlou os instantes iniciais. Os transmontanos tinham o domínio territorial da partida, estando permanentemente instalados no meio-campo adversário. No entanto, a equipa de Daniel Ramos tinha muitas dificuldades na definição, não traduzindo o domínio em oportunidades de golo.

A toada manteve-se até aos 20 minutos, altura em que o Rio Ave começou a crescer. O ascendente da equipa da casa, contudo, ia sendo traído por Leo Jardim. O guarda-redes saiu mal a um cruzamento e deixou a bola à mercê de Ghazaryan, mas faltou pontaria ao jogador do Chaves.

O jogo ganhava vida e, aos 40 minutos, Galeno esteve perto do golo após uma grande arrancada pela esquerda, mas Ricardo opôs-se bem ao remate do extremo, levando o jogo a zeros para o intervalo.

Rio Ave e Chaves lutaram muito, mas o jogo foi para o intervalo empatado
Fonte: Liga Portugal

A segunda parte, tal como a primeira, começou morna e sem destaques. Depois de 20 minutos pobres, José Gomes mostrou querer a vitória e lançou Gelson Dala para o ataque, por troca com Tarantini.

A entrada do angolano não podia ter corrido melhor, uma vez que, dois minutos depois, o jogador emprestado pelo Sporting assistiu Galeno para o 1-0. Bola longa para as costas da defesa, Galeno foge aos centrais, e remata para fora do alcance de Ricardo.

O Rio Ave cresceu com o golo e voltou a introduzir a bola na baliza contrária, mas desta vez sem contar. Excelente abertura de Galeno para Fábio Coentrão, o português toca para Vinícius e o avançado empurra para a baliza deserta. O lance, contudo, acabaria invalidado pelo VAR.

Até ao final, o jogo teve demasiadas interrupções (Nélson Monte saiu lesionado) e o Chaves não conseguiu ser eficaz na procura pelo empate, só tendo criado perigo na sequência de um canto.


A FIGURA

Fonte: Liga Portugal

Galeno – O jogador emprestado pelo FC Porto é o jogador-chave do Rio Ave, o que se torna ainda mais evidente quando a equipa não consegue ligar o seu jogo. O extremo cria, desequilibra, aparece para finalizar e assume o jogo. É a figura do jogo e, principalmente, a estrela da equipa.

O FORA DE JOGO

Fonte: Rio Ave FC

Tarantini – É triste para os adeptos da Primeira Liga, mas o tempo de Tarantini está a chegar ao fim e esta será, provavelmente, a sua última época. Depois de uma temporada de grande nível com Miguel Cardoso, o capitão dos rioavistas perdeu destaque com José Gomes e hoje, chamado à titularidade, não aproveitou a oportunidade, tendo mesmo sido o primeiro a sair.

CONFERÊNCIA BnR

 

Rio Ave FC

BnR: A entrada de Gelson Dala acabou por ser determinante; é justo dizer que o Rio Ave foi a equipa que mais quis ganhar, e que, ao tirar um médio para colocar um avançado naquela fase do jogo, acabou por ser premiado por arriscar mais cedo?

José Gomes: Nós acabámos por tirar partido disso, porque a primeira vez em que Dala tocou na bola deu golo. Mas eu acho que não seria justo para a equipa do Chaves dizer que nós quisemos mais ganhar do que eles. Eu já disse isto antes: os pontos que o Chaves tem não refletem, de maneira nenhuma, os jogos que fez. O Chaves merecia ter mais pontos; é a minha opinião. Neste jogo, não considero que seja justo dizer que eles quiseram menos do que nós vencer. Eles quiseram vencer, fizeram de tudo para vencer, e não nos ganharam porque nós não deixámos.

 

Não foi possível colocar perguntas ao técnico do Grupo Desportivo de Chaves.

 


Foto de Capa: Liga Portugal

Artigo revisto por: Manuela Baptista Coelho

Pedro Paupério

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.