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SC Braga 2-0 Portimonense SC: Um conto de Xadas (com aviões)

José Baptista · 4 min

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Uma Pedreira muito despedia recebeu a última partida da temporada dos Guerreiros do Minho. Com o quarto posto como posição definida já há algumas jornadas, não havia já grandes motivos para manter o interesse dos adeptos arsenalistas, cuja equipa tentava limpar a má imagem dos últimos encontros frente a um Portimonense também já sem muito para mudar quanto ao seu destino nesta edição da Liga.

O jogo começou monótono e as equipas pareciam adormecidas e sem grande vontade de acelerar. No entanto, uma boa jogada ofensiva dos da casa aos 12’ viu Esgaio oferecer o golo a Xadas que não desperdiçou e abriu a contagem.

Nem isso animou o desafio, com o único destaque durante largos minutos a ser uma má saída de Gonda, que quase valeu um penálti, mas o VAR disse que não. 

Nos últimos dez minutos da primeira parte, finalmente tivemos mais ação. Primeiro, após canto, o Braga esteve perto de aumentar de cabeça e pouco depois valeu boa intervenção do guardião algarvio. Aos 44’ uma tremenda confusão na área do Portimonense não foi aproveitada pelos minhotos e no último lance Gonda largou a bola ao defender um livre, mas conseguiu chegar à sobra primeiro que o avançado bracarense e evitar males maiores.

Só de penalty é que Dyego Sousa conseguiu marcar
Fonte: Liga Portugal

Para o segundo tempo, as equipas entraram com maior vontade, mas sem muita mais qualidade. Aos 55’, o Braga dispôs de uma grande penalidade após corte com a mão a um cruzamento e Dyego Sousa colocou um ponto final nas aspirações dos homens de Portimão.

Com isso, voltou também a monotonia ao jogo. Abel ainda lançou Paulinho para tentar tirar algo mais do encontro, enquanto Folha se viu forçado a gastar a última substituição numa troca por lesão, saindo Henrique, que até havia entrado ao intervalo para o lugar de Ruben Fernandes.

Aos 80’, Paulinho quase fazia mesmo o gosto ao pé, mas o remate em arco saiu ligeiramente ao lado. Mas, só mesmo isso e um remate de Jackson já na compensação é que se aproveitaria dos últimos minutos, confirmando para o Braga uma vitória que serve para fazer esquecer os desaires recentes e fehar a temporada em boa nota.

Quanto ao quão interessante foi o jogo, diz muito que uma parte dos adeptos tenha passado o tempo entretido a fazer voar aviões de papel, sacrificando para isso os panfletos distribuidos por um dos patrocinadores dos bracarenses.

SC Braga: Tiago Sá; Sequeira, Pablo, Palhinha, Goiano (Murilo 45’); Novais, Fransérgio, Xadas (Wilson Eduardo 57’), Esgaio,  Ricardo Horta; Dyego Sousa (Paulinho 75’)

Portimonense SC: Gonda; Tormena, Possignolo, Jadson, Ruben Fernandes (Henrique 45’) (Hackman 77’); Dener, Pedro Sá, Lucas Fernandes (Boa Morte 45’); Paulinho, Tabata, Jackson Martinez

A FIGURA

Fonte: SC Braga

Xadas – Com vontade de se mostrar nos últimos momentos de uma época onde teve poucas oportunidades, foi de longo o jogador mais ativo e enérgico enquanto esteve em campo.

O FORA DE JOGO

Fonte: Rio Ave FC

João Capela – Se o jogo já não estava a ser o mais excitante de acompanhar, a forma como o juíz da partida repetidamente quebrou o ritmo de jogo com intervenções desnecessárias só veio piorar.

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Portimonense SC

BnR: Foi a primeira temporada como treinador principal na Primeira Liga, que balanço faz e que lições tirou para o próximo ano?

Folha: Acho que o balanço é positivo. Quando chegas ao fim da época e atinges os objetivos,… Aliado a isso, boas vendas para o clube. Acho que houve crescimento e o clube beneficiou com isso. E o treinador também sai valorizado quando isso acontece.

Acho que o Portimomense foi uma equipa que sempre jogou como o treinador queria. Um futebol ofensivo, correndo riscos, sem medo de perder. Sempre disse, Portimonense não podia ter medo de perder, o seu treinador não tem medo de perder e os jogadores jogaram à sua imagem. 

Se calhar por isso é que fizemos grandes jogos, se calhar por iso é que ganhamos muitas vezes, se calhar por isso é que só tivemos uma derrota na primeira volta, que foram no primeiro jogo, ganhamos aos grandes, marcamos golos fora mesmo contra os grandes.

E esta foi sempre a mensagem do treinador para os jogadores: não vale a pena ter medo de perder. Nunca vou ter medo de perder e esse vai ser sempre o meu lema. Perder, mas a tentar tudo para ganhar, vai ser sempre isso que vou levar na minha vida.

Foi sempre assim que consegui as minhas coisas, nunca foi à espera que elas me caíssem na cabeça.

Outras declarações

«Foi bom o que eles [jogadores] fizeram durante a época.»

«Não foi um jogo forte. Não fomos tão ofensivos como costumamos.»

SC Braga

O BnR não colocou questão ao treinador Abel Ferreira.

Outras declarações

«O que estava em causa era o brio profissional.»

«Um quarto lugar com 67 pontos é muito ponto.»

Foto de Capa: SC Braga

José Baptista

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