SC Braga 2-1 CD Tondela: Paulinho fez de justiceiro

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A CRÓNICA: INSISTIR ATÉ ENTRAR

O SC Braga entrou por cima e assim se manteve durante todo o encontro, encostando o CD Tondela à sua área defensiva e tomando total controlo da posse de bola. No entanto, esse domínio não se ia traduzindo em oportunidades. E, seguindo o famoso apanágio, uma perda de bola despropositada de Bruno Viana ofereceu a Murillo a possibilidade de inaugurar o marcador pouco depois da meia hora. Em desvantagem, o Braga acusou a pressão e esteve até perto de ceder novo golo, mas o Tondela não conseguiu aproveitar.

Para o segundo tempo, o Braga trocou dois homens, mas manteve-se fiel à ideia de jogo e foi criando perigo instalado no meio-campo adversário. Com o Tondela a já recorrer a artimanhas para perder tempo e o golo a não aparecer, os bracarenses começavam a desesperar, mas, aos 79’, finalmente Paulinho deu o melhor seguimento a um cruzamento da esquerda e igualou o encontro. Animado por finalmente encontrar forma de contornar Claudio Ramos, o conjunto da casa mostrou renovada vivacidade e velocidade e os espaços começaram a aparecer na defesa do Tondela. No primeiro minuto da compensação, finalmente surgiu a reviravolta. O inevitável Paulinho selou o destino do encontro com uma recarga após Wilson ter respondido a assistência de Esgaio com um cabeceamento à barra. Nem a longa espera pela confirmação pelo VAR de que era mesmo golo temperou os ânimos na Pedreira, que vê assim este novo Braga vitorioso na sua estreia em casa às mãos do novo comandante.

A FIGURA

Fonte: UEFA

Paulinho – O avançado apareceu no momento certo para dar a volta a um jogo difícil. Muito trabalhador como habitual, deu muito que fazer aos centrais do Tondela e acabou por se fazer valer do desgaste acrescido do adversário para levar a melhor na reta final da partida.

O FORA DE JOGO

Fonte: SC Braga

Anti-jogo do Tondela – É comum e não choca que uma equipa a ganhar contra um favorito acabe por recorrer a algumas formas de queimar tempo, mas que o Tondela o tenha feito de forma tão vistosa e começando a tanto tempo do fim do encontro dá uma má imagem da equipa visitante.

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

Apresentando-se no 3-5-2 que o novo treinador Ruben Amorim pretende implementar, a equipa da casa demonstrou, ainda assim, muitos vícios do seu estilo anterior, com um futebol muito mastigado e um excesso de cruzamentos. Os três centrais mostraram-se inseguros, não dando o conforto que seria de esperar, mas o treinador mostrou-se assertivo na abordagem às substituições, mexendo bem e corrigindo os elementos que estavam em sub-rendimento e encontrando novas soluções para resolver um problema que se mostrava bicudo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Matheus (5)

Esgaio (7)

Tormena (5)

Raul (5)

Bruno Viana (4)

Palhinha (5)

Fransérgio (5)

Murilo (3)

Trincão (5)

Paulinho (8)

Ricardo Horta (5)

SUBS UTILIZADOS

André Horta (6)

Galeno (6)

Wilson Eduardo (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – CD TONDELA

Fechado na defesa durante todo o encontro, o Tondela cerrou a muralha defensiva num 5-4-1 com apenas um homem móvel na frente, ainda assim o suficiente para intranquilizar os centrais minhotos. A equipa cumpriu de forma muito positiva durante quase todo o encontro a sua missão de sobreviver aos ataques do Braga, mas acabou por sucumbir ao poderio arsenalista. Nota negativa para a troca de Filipe Ferreira por João Reis nos últimos instantes. O primeiro estava a ser um dos melhores da equipa e o seu substituto acabou por se mostrar incapaz de conter as iniciativas de Esgaio.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Claudio Ramos (7)

Moufi (5)

Yohan Tavares (6)

Bruno Wilson (6)

Ricardo Alves (6)

Filipe Ferreira (7)

Pité (5)

Pepelu (5)

Xavier (5)

Jhon Murillo (7)

Denilson (6)

SUBS UTILIZADOS

Toro (6)

João Pedro (6)

João Reis (3)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SC Braga

BnR: Sendo o primeiro jogo em casa depois da troca de treinador, pensa que os jogadores também se sentiram algo afetados a nível psicológico e daí a maior propensão para alguns erros e passes falhados que fomos vendo durante o jogo.

Ruben Amorim: Isso tem tudo a ver com a pressão de vencer. Realmente, jogar em casa cria uma pressão adicional aos jogadores, há que aceitá-lo naturalmente. Eu gosto, é o síndrome de clube grande. Eu conheci muitos jogadores que fora de casa estavam mais confortáveis.

Senti isso hoje, os adeptos estavam impacientes, os jogadores começam a ficar impacientes, mas eu gostei da forma como eles continuaram mesmo depois dos assobios, com os passes laterais, que por vezes irrita alguns adeptos. Mesmo na segunda parte, os adeptos pediam por certos cruzamentos, certos passes mais arriscados e eu acho que não é por aí e, portanto, eles têm de fazer aquilo que o treinador manda, têm de aguentar os assobios. Os adeptos do Braga são exigentes e eles têm de viver com isso.

Mas, respondendo à sua pergunta, claramente acho que se sentiu alguma instabilidade, digamos assim. Mais no início que no fim do jogo.

Foto de Capa: SC Braga

artigo revisto por: Ana Ferreira

José Baptista
José Baptista
O José tem um amor eclético pelo desporto, em que o Ciclismo e o Futebol Americano são os amores maiores. É licenciado em Direito (U. Minho) e em Psicologia (U. Porto).

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