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SC Braga 3-3 CS Marítimo: Muito golo, pouco sumo

Redação BnR · 5 min

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Cabeçalho Futebol Nacional

Num jogo com “cheirinho” a Europa, Braga e Marítimo protagonizaram uma partida com muitos golos, mas que de espetáculo teve pouco. O Braga chegou a estar a ganhar por 3-0, mas deixou-se empatar de forma inexplicável. Muitos golos, mas se formos a “espremer” o sumo da partida, será de certeza desgostoso.

Apesar dos muitos golos – 5(!) – foi uma 1.ª parte muito anárquica. O Braga entrou melhor e logo nos primeiros segundos podia ter inaugurado o marcador, com Pedro Santos a obrigar Charles a uma boa defesa. Cerca de 10 minutos depois, e depois de o Braga apresentar mais iniciativa de bola, começou o desnorte madeirense.

Aos 12’, Pedro Santos descobriu Ricardo Horta nas costas de Maurício e o remate do extremo a ir direitinho para Baiano, que dentro de área, atirou a contar para o fundo das redes.

Três minutos depois, novo golo, com contornos muitos semelhantes. Desta vez, foi o próprio Ricardo Horta que descobriu Rui Fonte nas costas de Maurício, que viu, e bem, a desmarcação Fede e o bracarense a empurrar para o fundo das redes.

O Marítimo desorientou-se e passado 11 minutos voltou a sofrer novo golo. Raúl Silva comprometeu na saída de bola, Battaglia aproveitou, viu a abertura de Pedro Santos e o capitão a cruzar para a área onde apareceu Rui Fonte, que num grande movimento, cabeceou para o fundo das redes.

Em 11 minutos, três golos sem resposta para o Braga e o jogo parecia praticamente sentenciado. Só que este Braga tem duas caras e permitiu que o Marítimo crescesse, sem nunca precisar de carregar muito.

Aos 38’, Alex Soares viu uma brecha entre Rosic e Marafona e colocou a redondinha em Keita, que finalizou com qualidade e reduziu a desvantagem. Dois minutos depois, Brito apareceu na cara de Marafona, mas o português fez muito bem a mancha.

Fonte: SC Braga
Fonte: SC Braga

E foi um prenúncio do que aí vinha. A dois minutos do final do 1.º tempo, Sen ficou esquecido dentro da área bracarense, recebeu a bola de peito, e num grande gesto técnico, a marcar o 2.º dos madeirenses.

O Braga demorou pouco tempo a conseguir uma vantagem de três golos, mas demorou ainda menos a deixar que essa vantagem praticamente se esfumasse, voltando a pairar uma “fantasma” que tem gostado tanto de viver na Pedreira esta época.

Até intervalo, nota para mais uma grande ocasião de Sen, que obrigou Marafona a aplicar-se e a impedir que o impensável acontecesse com uma grande defesa.

Na 2.ª parte a situação dos homens da casa piorou. O Marítimo, galvanizado pelo final de 1.º tempo, apareceu motivado e teve três, quatro ocasiões para marcar, com Keita a ser o reflexo do desperdício, com dois lances na cara de golo em que não conseguiu concretizar com muita displicência à mistura.

Os minhotos mostravam-se completamente desorientados, muitos passes falhados, e nem a entrada do experiente Alan deu ao Braga a segurança necessária para congelar o jogo.

O conjunto de Daniel Ramos não precisava de muito para fazer tremer a defesa adversária e foi com alguma naturalidade que chegou ao empate. Canto batido para o 2.º poste, a bola foi devolvida para o coração da pequena área onde estava Sen para confirmar a recuperação maritimista. Um prémio justo dado o caudal de oportunidades que os madeirenses – mesmo sem realizarem um grande jogo – tiveram, a castigar uma completa inércia e apatia bracarense. Sem personalidade, sem fio de jogo, pede-se muito mais a uma equipa que com este tipo de recursos.

Com cerca de 10 minutos para jogar, o Braga ainda tentou chegar novamente à vantagem, mas ora Charles, ora a falta de eficácia, impediram que esta se consumasse.

Uma partida com muitos golos, emocionante na reta final, mas com qualidade claramente insuficiente se formos “espremer” o sumo que as duas equipas poderiam dar, tendo em conta as respetivas posições na tabela classificativa.

Rescaldo da autoria de: Jorge Fernandes e Rafael Simões

Foto de Capa: Bola na Rede

A FIGURA:

Fonte: Getty Images
Fonte: Getty Images

Sen – Apesar de ter estado errático em alguns momentos, marcou dois golos decisivos para a recuperação da equipa. Os bons momentos maritimistas o médio como protagonista.

Rescaldo da autoria de: Jorge Fernandes e Rafael Simões

Foto de Capa: Bola na Rede

O FORA-DE-JOGO:

Fonte: Transfermarkt
Fonte: Transfermarkt

Patrick – Além de não ter estado presente no processo ofensivo da equipa, esteve mal posicionado em algumas jogadas – o primeiro golo do do Braga é um bom exemplo disso. Além disso foi imprudente no lance que lesionou Pedro Santos.

Rescaldo da autoria de: Jorge Fernandes e Rafael Simões

Foto de Capa: Bola na Rede

CONFERÊNCIA BnR:

Daniel Ramos: O Braga entrou bem e nós entrámos mal. Daí a grande diferença das equipas nos primeiros 30 minutos. Depois felizmente fizemos uma boa recuperação num campo difícil. O 3-1 deu-nos a percepção de que podíamos fazer um bom jogo e o 3-2 meteu-nos no jogo. O 3-3 não foi de estranhar tendo em conta aquilo que produzimos no jogo e nas diversas oportunidades que tivemos. Chegámos ao empate com todo o mérito e até fizemos por merecê-lo mais cedo. Acredito que se tivéssemos entrado bem no jogo podíamos sair daqui com três pontos. Nos sabíamos que o Braga é forte nas transições defensivas e cometemos muitos erros nos primeiros minutos.  Ao sofrermos três golos tornou se muito difícil, mas claro que podíamos ter tido outro jogo e outro tipo de resultado.

Jorge Simão: Uma primeira meia hora brilhante, do melhor que já se viu desde que eu estou cá, de bom futebol e também de boa eficácia. Depois houve algum desligar dos jogadores e alguma falta de coesão a nível defensivo que permitiu o primeiro golo do Marítimo e lhes deu esperança. Sentimos muito os dois golos sofridos à beira do intervalo. A minha intenção era serenar e que o resultado estava de 1-0 e que era importante voltar ao que tínhamos feito de bom na primeira meia-hora. Não é comum aquilo que se passou na segunda parte. Depois o 3 golo, todos nos sabemos que o marítimo e forte nas bolas paradas. Depois ainda conseguimos ir atrás do resultado, mas não conseguimos empatar.  Compreendo a contestação dos sócios e tenho de saber lidar com estas situações. Aquilo que me compete é continuar a trabalhar no duro.

Rescaldo da autoria de: Jorge Fernandes e Rafael Simões

Foto de Capa: Bola na Rede

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